No judo, há uma forma de saudação: tati-rei ou ritsu-rei (quando em pé). Tachi-rei ou ritsu-rei (quando em pé) deve ser feito ao entrar no dojo bem como ao sair; quando subir ao tatami para cumprimentar o professor ou o seu ajudante; ao iniciar um treino com um companheiro, assim como ao terminá-lo.
Resumo de fatos, acontecimentos e memórias reveladas de tudo que vivi e que aconteceu comigo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Aula 06.1 - Za-Rei
Tradicionalmente, antes e depois dos treinamentos, os estudantes devem fazer reverências, demonstrando respeito e tradição; agradecendo pela oportunidade de desenvolver sua técnica. Estas reverências podem ser realizadas na posição sentada; mais formal e devem ser sinceras, demonstrando respeito e consideração.
REI-HO - A saudação no Judô - Aula 06
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| TACHI-REI |
Judo "Rei ni hajimari, rei ni owaru" (começando e terminando com um laço de respeito) , e o próprio "Reiho" (etiqueta) é a primeira lição que os recém-chegados recebem. Rei-ho é uma expressão de respeito pela outra pessoa. A cor branca da faixa de um novato reflete a pureza do principiante de coração em termos de respeito para o adversário. O iniciante aprende esta Reiho (etiqueta), a fim de participar de competição amigável, sem arrogância.
Em Judo, há uma "Ritsu-rei" (Standing arco) e uma "Za-rei" (arco sentado) , e estes são sempre realizadas no início e no final de Judo "Kata" (Form) prática, concursos e Randori (luta livre) .
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| ZA-REI |
O judo começa e termina com a saudação e no judo é ela que o diferencia de outros esportes, ela é um sinal de respeito, e humildade, deve ser feita sempre corretamente, em todos os seus detalhes.
Existem dois tipos de saudação, o simples e o cerimonioso. TACHI-REI: saudação em pé: Kei-Rei: simples, inclina-se o tronco aproximadamente 30º e Hai-Rei: elevado, inclina-se o tronco quase a altura do joelho.
ZA-REI: saudação ajoelhada: Kei-Rei: simples, olhando p/ o adversário e Hai-Rei: elevado, inclina-se o tronco quase encostando a testa no chão.
Nos treinos diários são utilizadas as seguintes saudações: OTAGAI NO REI: saudação mútua; SHOMEN NI REI: saudação para o lado principal (JOSEKI); SENSEI NI REI: saudação para o sensei; NYUJÔ NO REI: cumprimento ao entrar no dojô; TAIJÔ NO REI: cumprimento ao sair do dojô; GOMEN KUDASSAI: com licença; SUMI MASSEN OU SHIKKEI: perdão desculpe-me.
REIHO – Etiqueta do cumprimento
REIHO – Etiqueta do cumprimento
A inclinação é de aproximadamente 30º; os calcanhares ficam unidos e os pés separados por um ângulo de 60º; toda aparte superior do corpo move-se, não só a cabeça, olhar para frente e manter a boca fechada; a partir do lado do corpo, as mãos deslizam para frente em cima dos joelhos, a distância entre as mãos e a parte superior dos joelhos é de aproximadamente a distancia de um punho fechado.
ZAREI - Como saudar estando em seiza
Não levante as nádegas ao curvar-se, os cotovelos não são projetados para o lado de fora e os dedões dos pés ficam um sobre o outro; toda a parte superior do corpo move-se, não só a cabeça, olhar para frente e manter a boca fechada; a distancia entre cabeça e as mãos que estão no tatami e de aproximadamente três punhos fechados; as mãos apontam para frente, levemente afastadas, os joelhos estão separados aproximadamente por uma distancia de, pois punhos fechados; diz-se que as mãos são colocadas sobre o tatami formando a figura do numero oito em japonês.
domingo, 5 de julho de 2009
Aula 05.1 - Obi
A primeira coisa que deve-se aprender é como vesti-lo e amarrar a faixa em volta da cintura. A faixa deverá ser amarrada com um nó duplo (veja esquema na página "Como amarrar a Faixa") e suficientemente apertado para impedir que o casaco venha soltar-se e deverá ter um comprimento tal que, dando duas voltas em torno da cintura, deixe duas pontas livres de 20 a 30 centímetros a partir do nó.
Judogi - Uniforme para prática do judô- Aula 05
Judogi é o nome do uniforme usado na prática do judô. Jigoro Kano criou o judogui do kimono japonês tradicional que se usava na virada do século XX, tornando-o assim o primeiro uniforme para artes marciais.
Com o tempo o comprimento da calça e das mangas aumentaram, o algodão cru ganhou uma coloração branca e criou-se o azul para competições. Um judogi é formado por três estilos de tecido diferentes. Um mais forte usado no uwagi (jaqueta), um mais leve no shitabaki (calça) e algodão no obi (faixa).
Os competidores usarão um Judogi obedecendo às seguintes condições: Robusto e feito de algodão ou outro material semelhante, em boas condições. De cor azul para o primeiro competidor e branco, ou quase branco, para o segundo competidor.
O casaco deve ser suficientemente comprido de forma a cobrir as coxas e deverá no mínimo atingir os pulsos, quando os braços estão estendidos ao lado do corpo. O corpo do casaco deve ser usado com a parte esquerda por cima da direita e deve ser suficientemente amplo de forma que se sobreponha a base do tórax. As mangas do casaco poderão atingir no máximo a articulação do pulso.
As calças devem ter comprimento suficiente para cobrir as pernas e deverão no máximo, atingir a articulação do tornozelo.
Uma faixa forte, de cerca de 5cm de largura, cuja cor corresponde à graduação, deverá ser utilizado por cima do casaco dando duas voltas à cintura e atado com um nó direito com a primeira volta dentro do nó, apertado de modo a impedir que o casaco fique demasiado solto e suficientemente comprido de forma a deixar 20cm a 30cm de cada lado do nó, depois de atado.
sábado, 4 de julho de 2009
Dojo (道場) - O templo do Judoca - Aula 04
Dojo (道場, sítio do caminho, Dōjō) é o local onde se treinam artes marciais japonesas. Muito mais do que uma simples área, o dojo deve ser respeitado como se fosse a casa dos praticantes. Por isso, é comum ver o praticante fazendo uma reverência antes de adentrar, tal como se faz nos lares japoneses.
Um DOJO tem a disposição a seguir:
KAMIZA: É o lado onde se encontra o retrato de O Sensei e/ou o Kamidana (miniatura de um templo). Este lado tem o significado da sabedoria, conhecimento, julgamento. É representado pelo elemento água e está voltado para o norte.
SHIMOZA: É o lado oposto a Kamiza, é o lado onde se sentam os alunos por ordem crescente de graduações, no sentido de Shimoseki para Joseki ou seja, quando virados para Kamiza, da esquerda para a direita. Este lado significa o intelecto, a aprendizagem, a vontade. É representado pelo elemento fogo e está voltado para o sul.
JOSEKI: É o lado direito e o lugar reservado a professores, instrutores e/ou convidados de honra. É o lado superior e significa a virtude, a caridade ou partilha. É representado pelo elemento madeira e está voltado para o leste.
SHIMOSEKI: É o lado esquerdo e normalmente o lado da porta de entrada. É o lado inferior e significa moral, rectidão, integridade, etc. É representado pelo elemento metal e está voltado para o oeste.
ENBUJO. É o centro da sala. O centro da sala significa a honestidade e é representado pelo elemento terra.
Estas características, nas suas linhas mais gerais são comuns a todos os dojos. No entanto, os significados podem depender da escola, da arte marcial em questão, ou mesmo de quem interpreta as raízes culturais que deram origem a estes termos. Devido à estrutura física (portas, janelas, bancada para público, banheiros), pode existir uma ajuste próprio de cada DOJO. Uma vez estabelecida o lado principal (KAMIZA), os outros lados serão definidos levando em conta ainda a estrutura física.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O Código Moral do Judô - Aula 03
Precisamente porque o judo é muito mais do que uma modalidade desportiva, uma luta ou uma arte marcial, tem o seu próprio código moral, que deve ser aplicado em todos os aspectos da vida de um judoca.
Amizade: O respeito, a sinceridade e a modéstia são a base para construir laços de amizade com aqueles que o acompanham nesta escola de vida.
Auto-controle: Controlar as emoções e os impulsos, principalmente os negativos, mantendo-se concentrado nas suas capacidades e naquilo que tem de ser feito.
Coragem: No judô (tal como na vida) ser corajoso implica saber começar uma coisa, ter a força para continuar, mesmo sem resultados à vista, e nunca desistir. Ter sempre esperança.
Cortesia: Existem um conjunto de regras e de etiquetas que devem ser respeitadas; o judoca tem de ter sempre consciência das suas atitudes e consequentes resultados.
Honra: Ser digno consigo próprio e com os outros; dar o melhor de si e fazer por ganhar, mas não procurar a vitória a qualquer custo.
Modéstia: Saber ganhar, saber perder, ser humilde e despretensioso em ambas as situações principalmente com os seus colegas.
Sinceridade: Ser verdadeiro e exprimir-se genuinamente, o que implica um grande conhecimento e aceitação de si próprio.
Respeito: Talvez o valor mais importante do judô e da vida; é essencial respeitar-se a si, aos outros atletas, ao professor, àquilo que se passa no tatame. Só com respeito é que há confiança, verdade e amizade.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Fundamentos do Judô - Aula 02
O judô não é simplesmente a arte de lutar, pois carrega também consigo uma filosofia de vida, como a palavra judô, que significa "caminho da suavidade" sugere.
O judô, assim como quaisquer outras artes marciais, não existem para serem usadas para a violência, mas sim para o auto-aprimoramento tanto físico quanto intelectual. O Judô não é uma arte combativa, é um esporte com uma filosofia baseada no conceito de "começando e terminando com respeito (um arco)" (rei ni hajimari, rei ni owaru), e a disciplina espiritual que isso implica.O Mestre Jigoro Kano racionalizou a prática do Judô em torno de três princípios fundamentais:
1 - Seiryoku Zen’Yo (精力善用) Princípio da Máxima Eficácia do Corpo e do Espírito – Tratar e fortalecer o corpo, a mente e o espírito, mantendo-os sempre saudáveis, para que nos possam servir de forma racional, inteligente e utilitária, não só nas lutas de judô, mas em todos os aspectos do nosso quotidiano.
2 - Jita Kyoei (自他共栄) Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos – O progresso pessoal está intimamente ligado à solidariedade humana e à entreajuda, só assim é que nos tornamos atletas e humanos completos.
3 - Ju Yoku Go o Seisu (柔よく剛を制す) Princípio da Suavidade e controle – Apesar de diretamente ligado ao plano físico, este princípio deve ser utilizado inteligentemente, ou melhor, a força deve ser racionalizada, para não ser de mais, para não tornar a luta violenta.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
O surgimento do judô - Aula 01
A lenda diz que os princípios do judô foram descobertos durante um inverno rigoroso, observando que os ramos de cerejeira reagiram de forma diferente sob o peso da neve. A neve quebrava o galho mais grosso, já o galho mais fino e flexível e se livrava do "agressor" deixando a cair. Assim "O caminho suave" nasceu.
Com base nesta observação e técnicas de luta dos samurais, Jigoro Kano, em 1882, lançou os princípios fundadores de uma nova disciplina: Judô.
Oferecendo desenvolvimento físico, moral e espiritual. O Judo proporciona ao judoca "florescer" em harmonia consigo mesmos e principalmente com os outros.
A palavra judô traduz literalmente como "caminho suave". Este termo vem de duas ideogramas japoneses "ju", que significa suavidade, elasticidade, flexibilidade ou submissão, e "do", que significa caminho, estrada, ou a educação.
Esta arte marcial cuja filosofia se resume na frase simples: "a doçura é uma força." Enquanto outras artes marciais para aprender socos e pontapés com velocidade e habilidade, judô ensina que a submissão é uma força, e que os lutadores devem dobrar como um junco, e depois contra atacar. Sua nova técnica era usar o peso e a força de seu adversário contra ele. Era um princípio fundamental da desestabilização, projeção e, finalmente, imobilização do oponente.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2003
Trinta e poucos anos
Achei que acordaria diferente hoje. Mais sábio, mais equilibrado, mais pacifico, mais sereno. Achei que acordaria com cabelos brancos e com uma incrível habilidade de fazer coisa diferentes, daquelas que o tempo ensina. Achei que acordaria com o peso dos trinta e poucos anos em mim, achei que acordaria e tudo a minha volta estaria mudado. Achei que tudo estaria envelhecido, que eu estaria envelhecido.
Que engano, continuo com minhas dúvidas, minhas pouquíssimas certezas, com meus momentos de loucura misturados com sabedorias inesperadas, minhas duas mãos esquerdas, o violão ainda desafina, nem tocá-lo direito consigo...
Nada envelheceu em mim, continuo estranhando quando a mocinha do supermercado me chama de senhor. Como assim, senhor...
Talvez com os trinta e pouco tenho muito a contar. Vivi um pouco de tudo, vivi dores, vivi alegrias. Ri e chorei e no balanço geral sobraram rizadas. Acordei hoje espantado pela velocidade dos anos, lembro quando aprendi a andar de bicicleta, meu pai me ensinou. Lembro que á anos conheci a mulher de minha vida, que com ela atravessaria tudo, gosto dela mais que lasanha. Há poucos anos meu filho nasceu, não consigo explicar a emoção de ser pai, na verdade eu me senti até um pouco esquisito, é muito amor!
Acordei hoje impressionado com minhas dúvidas e minhas certezas.
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