quinta-feira, 5 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro Novo (NCr$)

Em 1966 é criado o Cruzeiro Novo, nesta época ocorre a divisão por mil do cruzeiro, na equivalência de NCr$1,00=Cr$1000,00. São reaproveitadas cédulas de 10, 50, 100, 500, 1000, 5000 e 10000, com carimbos, respectivamente de 1 centavo, 5, 10, 50 centavos, 1, 5 e 10 cruzeiros novos. É o único período em que as cédulas tiveram denominação de centavos, até então fração exclusiva das moedas.
Em 1972, as notas carimbadas foram desmonetizadas. Total de 8 cédulas diferentes.
Padrão Monetário: Cruzeiro Novo
Lançamento: 13.02.1967 (cédulas carimbadas) através do Decreto-lei nº 1, de 13.11.1965, regulamentado pelo Decreto nº 60.190, de 08.02.1967. Resolução nº 47, de 08.02.1967, do Conselho Monetário Nacional.
O Cruzeiro Novo foi criado como um padrão de caráter temporário, para vigorar durante o tempo necessário ao preparo das novas cédulas e à adaptação da sociedade ao corte de três zeros.
Para isso, o Cruzeiro Novo utilizou as cédulas do padrão anterior, carimbadas com os novos valores. Os centavos foram também representados em moedas metálicas, criadas especialmente para o padrão.
Fabricante: Thomas de La Rue & Company Limited e American Bank Note Company.

Valor: NCr$ 0,01
Anverso: Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954).
Reverso: Unidade Nacional, alegoria de autoria da American Bank Note Company.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.72
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões.
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira.
Estampa: 2ª. Série Normal: 3056 a 4055. Observação: nas cédulas das séries 3056 a 3151 a palavra ministro foi grafada "minstro".

Valor: NCr$ 0,05

Anverso: Princesa Isabel (1846-1921).
Reverso: Painel com o quadro "Lei Áurea", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.72
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
Estampa: 2ª. Série Normal: 0786 a 1885. Observação: nas cédulas das séries 786 a 1313 a palavra ministro foi grafada "minstro".

Valor: NCr$ 0,10

Anverso: D. Pedro II (1825-1891).
Reverso: Painel com o quadro "Cultura Nacional", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.72
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
Estampa: 2ª. Série Normal: 0416 a 1515. Observação: nas cédulas das séries 416 a 911 a palavra ministro foi grafada "minstro".

Valor: NCr$ 0,50

Anverso: D. João VI (1767-1826).
Reverso: Painel com o quadro "Abertura dos Portos", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.73
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
Estampa: 1ª. Série Normal: 1461 a 2360

Valor: NCr$ 1,00

Anverso: Pedro Álvares Cabral (provavelmente em 1467-1520).
Reverso: "A Primeira Missa", quadro de Vítor Meireles, representando a primeira missa celebrada no Brasil por Frei Henrique Soares, em 26.04.1500, no ilhéu da Coroa Vermelha, situado na baía Cabrália, litoral sul do estado da Bahia.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.73
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões.
Presidente do Banco Central: Sérgio Augusto Ribeiro (2)
Estampa: 1ª. Série Normal: 3831 a 3930
Observação: Carimbadas no Brasil

Valor: NCr$ 5,00

Anverso: Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier, 1746-1792).
Reverso: "Tiradentes ante o Carrasco", quadro de Rafael Falco, pintado em 1941.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.74
Chancelas (1) :
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Sérgio Augusto Ribeiro (2)
Estampa: 1ª. Série Normal: 1651 a 1700
Observação: Carimbadas no Brasil

Valor: NCr$ 10,00

Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.75
Chancelas (1) :
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
- Estampa: 1ª
- Série Normal: 0591 a 0700

Valor: NCr$ 10,00

Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: ...12.67* a 30.06.75
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto
Presidente do Banco Central: Ruy Aguiar da Silva Leme
Estampa: 2ª
Série Normal: 0001 a 1000

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Terceira família de notas

Cédulas emitidas pelo Tesouro Nacional - Padrão Cruzeiro - 01.11.1942
O Cruzeiro "antigo", foi a primeira moeda a utilizar os centavos no Brasil, sendo que esta moeda foi emitida em substituição ao padrão Mil-Réis, em vigor durante o período colonial, a monarquia e também durante as primeiras décadas do período republicano.
Em 1961, sob este padrão, houve a primeira experiência de emissão de cédulas por parte da Casa da Moeda do Brasil, que emitiu a terceira estampa da nota de 5 cruzeiros, que passou a ser conhecida como a Nota do Índio.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil
Valor: Cr$ 5,00
Anverso: Efígie de índio, tendo à esquerda representação de jangada sobre ondas.
Reverso: Painel com vitória-régia, planta aquática da Amazônia, encontrada em riachos e igarapés, cujas folhas, grandes e redondas, com bordas levantadas, medem até 2 metros de diâmetro.
Período de Circulação: 06.07.61 a 13.05.67
Chancelas: Ministro da Fazenda: Sebastião Paes de Almeida. Diretor da Caixa de Amortização: Carlos Augusto Carrilho. Estampa: 3ª. Série Normal: 001 a 075. Observação: valor recebido.

Através da Lei 4.511, de 01 de dezembro de 1964 foi extinto os centavos.
O cruzeiro vigorou durante o período compreendido entre 1 de novembro de 1942 a 12 de fevereiro de 1967, quando por conta da alta da inflação ocorrida nos anos 50 e 60, houve a necessidade de readequar a moeda para haver uma contabilidade mais adequada das somas, que estavam cada vez mais vultosas por conta do descontrole monetário.
Por conta deste fato, foi criada a moeda transitória Cruzeiro Novo, que tinha o valor de 1.000 Cruzeiros "antigos" e se destinava a circulação até que as novas cédulas, lançadas em 1970 e emitidas pela Casa da Moeda do Brasil, entrassem em circulação.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.

terça-feira, 3 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Segunda família de notas

Cédulas emitidas pelo Tesouro Nacional - Padrão Cruzeiro (01.11.1942) 
Fabricante: Thomas de La Rue & Company Limited

Valor: Cr$ 2,00
Anverso: Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva,1803-1880), militar e estadista, responsável por importantes ações militares pacificadoras em movimentos revoltosos internos.
Reverso: Vista da Escola Militar de Resende, criada em 1944 para a formação dos oficiais do exército brasileiro. Localizada na cidade de Resende ( RJ ), em 1951 teve o nome alterado para Academia Militar das Agulhas Negras.
Período de Circulação: 29.08.55 a 13.05.67
Chancelas : Ministro da Fazenda: Eugênio Gudin. Diretor da Caixa de Amortização: Claudionor de Souza Lemos. 
Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0230. Observação: reverso laranja - valor recebido.

Valor: Cr$ 5,00
Anverso: Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos (1845-1912). Historiador, estadista e diplomata, Rio Branco exerceu importantes missões no exterior, durante o Império. No período republicano, negociou diversas questões de fronteira com nações vizinhas, consolidando de forma pacífica os limites do território brasileiro.
Reverso: "A Conquista do Amazonas", tela de Antônio Parreiras, executada entre 1906 e 1907, sob encomenda do governo do Estado do Pará.
Período de Circulação: 14.08.50 a 13.05.67
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido

Valor: Cr$ 10,00
Anverso: Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954), político brasileiro que exerceu por mais tempo o cargo de Presidente do país: Governo Provisório (1930-34), instalado após a Revolução de 1930, governo constitucional (1934-37), ditadura do Estado Novo (1937-45) e segundo mandato como presidente constitucional (1951-54).
Reverso: "Unidade Nacional", alegoria de autoria da American Bank Note Company.
Período de Circulação: 24.08.50 a 30.06.72
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0435. 
Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 20,00
Anverso: Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), proclamador da República, chefe do Governo Provisório e primeiro Presidente constitucional do Brasil, no período de 25.02 a 23.11.1891, quando renunciou.
Reverso: "Proclamação da Rep&uacuteblica", tela de Cadmo Fausto de Souza, representando a alvorada de uma nova época , na qual aparece em destaque a Constituição Republicana, ostentando a constelação do Cruzeiro do Sul.
Período de Circulação: 04.08.50 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0370. Observação: valor recebido. 

Valor: Cr$ 50,00
Anverso: Princesa Isabel (l846-1921). Filha do imperador Pedro II e herdeira da coroa brasileira assumiu a regência do Brasil por três vezes. Em duas dessas oportunidades assinou leis de grande repercussão na nossa história: a do Ventre Livre (28.09.1871), que libertou os filhos nascidos de escravos, e a Áurea (l3.05.1888), que aboliu definitivamente a escravidão negra no País.
Reverso: "Lei Áurea", tela de Cadmo Fausto de Souza, apresentando a tábua da lei Áurea, sustentada pela figura da liberdade, tendo à direita os grilhões partidos.
Período de Circulação: 16.03.49 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0115. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 100,00
Anverso: D. Pedro II (1825-1891), segundo imperador do Brasil. Declarada sua maioridade em 23.07.1840, foi coroado em 18.07.1841, governando o país até a proclamação da República, em 1889. Era homem culto, dedicado ao estudo das ciências e das artes.
Reverso: "Cultura Nacional", quadro de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 15.03.49 a 30.06.72
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0115. 
Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 200,00
Anverso: D. Pedro I (1798-1834), primeiro imperador do Brasil. Nascido em Portugal, filho de D. João VI, veio para o Brasil em 1808, com a família real portuguesa. Em 1821, com o retorno de D. João VI para Portugal, foi nomeado príncipe regente do Brasil. Proclamou a independência do país em 07.09.1822, sendo aclamado imperador em 12.10.1822. Governou até abril de 1831, quando abdicou do trono, em favor de seu filho D. Pedro II.
Reverso: "O grito do Ipiranga", quadro de Pedro Américo, representando a proclamação da Independência do Brasil, ocorrida às margens do riacho Ipiranga, nos arredores de São Paulo.
Período de Circulação: 13.06.51 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. 
Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0030. Observação: valor recebido

Valor: Cr$ 500,00
Anverso: D. João VI (1767-1826), Príncipe regente de Portugal, transferiu-se com a família real para o Brasil, fugindo da invasão francesa. Ao chegar, em janeiro de 1808, seu primeiro ato foi decretar a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. Em 16.12.1815, elevou o Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarve. Com a morte da rainha D. Maria I, foi coroado como D. João VI, em 06.02.1818, retornando a Portugal, em abril de 1821.
Reverso: "Abertura dos Portos", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 30.05.49 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0120. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 1.000,00
Anverso: Pedro Álvares Cabral (provavelmente entre 1467-1520), foi o comandante da expedição marítima portuguesa que descobriu o Brasil, em 22.04.1500.
Reverso: "A Primeira Missa", quadro de Vítor Meireles, representa a primeira missa celebrada no Brasil, por Frei Henrique Soares, em 26.04.1500, no ilhéu da Coroa Vermelha, situado na baía Cabrália, litoral sul do estado da Bahia.
Período de Circulação: 19.12.49 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0090. Observação: valor recebido.

Por conta da inflação, a nota de 5.000 cruzeiros foi lançada em 1963 e a de 10.000 cruzeiros em 1966, estas duas ultimas notas eram diferentes da série que até então existia.

Valor: Cr$ 5.000,00
Anverso: Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier, 1746-1792), herói nacional, mártir da conjuração mineira - movimento político pela independência da capitania de Minas Gerais, de inspiração liberal e republicana, ocorrido no início de 1789.
Reverso: "Tiradentes ante o Carrasco", quadro de Rafael Falco, pintado em 1941.
Período de Circulação: 13.12.63 a 30.06.74
Chancelas: Ministro da Fazenda: Miguel Calmon Du Pin e Almeida Sobrinho. Diretor da Caixa de Amortização: Reginaldo Fernandes Nunes 
Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0400. Observação: valor legal

Valor: Cr$ 10.000,00
Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: ...08.66* a 30.06.75
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª
- Série Normal: 0001 a 0493.
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0561 a 0590.

O Cruzeiro passou por uma reforma monetária no governo Castelo Branco, sendo substituído pelo Cruzeiro Novo.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas

segunda-feira, 2 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Família de moedas

As moedas de cruzeiro foram emitidas inicialmente nos valores de 10, 20 e 50 centavos, bem como nos valores de 1, 2 e 5 cruzeiros, tendo suas emissões durado entre o período de 1942 e 1961.
As moedas de centavo perderam o valor no ano de 1964 e no ano seguinte foram lançadas as moedas de 10, 20 e 50 cruzeiros, que foram as primeiras a serem emitidas pelo Banco Central do Brasil e que acabaram por perder o seu valor 1 ano após com a adoção do padrão Cruzeiro Novo.

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Primeira família de notas

O Cruzeiro (Cr$) foi a moeda do Brasil de 1942 a 1967. Sua adoção se deu em 1942, durante o Estado Novo, na primeira mudança de padrão monetário no país, com o propósito de uniformizar o dinheiro em circulação. Um cruzeiro (Cr$ 1,00) equivalia a um mil réis (1$000,00 Réis), Cr$ 1.000 cruzeiros era equivalente a 1:000$000 (um conto de réis). A nova moeda foi instituída através do Decreto-lei 4.791, de 05 de outubro de 1942.
A primeira edição do Cruzeiro ficou vigente de 5 de outubro de 1942 a 12 de fevereiro de 1967. Sua denominação se baseava na constelação do Cruzeiro do Sul, escolhido como símbolo da pátria, esta antiga moeda tinha o código BRZ.
Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros. As notas de 1, 2 e 5 cruzeiros só foram introduzidas por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão de moedas metálicas.
A primeira estampa das cédulas foi encomendada do fabricante: American Bank Note Company.
Valor: Cr$ 1,00
Anverso: Marquês de Tamandaré (Joaquim Marques Lisboa, 1807-1897). Almirante brasileiro cuja vida está estreitamente associada à história da marinha brasileira.
Reverso: Vista da Escola Naval, instalada em 1938 na ilha de Villegaignon, próxima ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro(RJ).
Período de Circulação: 14.12.44 a 13.05.67
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 1000. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 2,00

Anverso: Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva,1803-1880), militar e estadista, responsável por importantes ações militares pacificadoras em movimentos revoltosos internos.
Reverso: Vista da Escola Militar de Resende, criada em 1944 para a formação dos oficiais do exército brasileiro. Localizada na cidade de Resende (RJ), em 1951 teve o nome alterado para Academia Militar das Agulhas Negras.
Período de Circulação: 14.12.44 a 13.05.67
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 5,00

Anverso: Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos (1845-1912). Historiador, estadista e diplomata, Rio Branco exerceu importantes missões no exterior, durante o Império. No período republicano, negociou diversas questões de fronteira com nações vizinhas, consolidando de forma pacífica os limites do território brasileiro.
Reverso: "A Conquista do Amazonas", tela de Antônio Parreiras, executada entre 1906 e 1907, sob encomenda do governo do Estado do Pará.
Período de Circulação: 16.11.44 a 13.05.67.
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido.

Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros.

Valor: Cr$ 10,00

Anverso: Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954), político brasileiro que exerceu por mais tempo o cargo de Presidente do país: Governo Provisório (1930-34), instalado após a Revolução de 1930, governo constitucional (1934-37), ditadura do Estado Novo (1937-45) e segundo mandato como presidente constitucional (1951-54).
Reverso: "Unidade Nacional", alegoria de autoria da American Bank Note Company.
Período de Circulação: 11.04.44 a 30.06.72
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas.  Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0330. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 20,00
Anverso: Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), proclamador da República, chefe do Governo Provisório e primeiro Presidente constitucional do Brasil, no período de 25.02 a 23.11.1891, quando renunciou.
Reverso: "Proclamação da Replública", tela de Cadmo Fausto de Souza, representando a alvorada de uma nova época , na qual aparece em destaque a Constituição Republicana, ostentando a constelação do Cruzeiro do Sul.
Período de Circulação: 13.09.44* a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas.
Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0460. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 50,00
Anverso: Princesa Isabel (l846-1921). Filha do imperador Pedro II e herdeira da coroa brasileira assumiu a regência do Brasil por três vezes. Em duas dessas oportunidades assinou leis de grande repercussão na nossa história: a do Ventre Livre (28.09.1871), que libertou os filhos nascidos de escravos, e a Áurea (l3.05.1888), que aboliu definitivamente a escravidão negra no País.
Reverso: "Lei Áurea", tela de Cadmo Fausto de Souza, apresentando a tábua da lei Áurea, sustentada pela figura da liberdade, tendo à direita os grilhões partidos.
Período de Circulação: 11.07.44 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0320. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 100,00
Anverso: D. Pedro II (1825-1891), segundo imperador do Brasil. Declarada sua maioridade em 23.07.1840, foi coroado em 18.07.1841, governando o país até a proclamação da República, em 1889. Era homem culto, dedicado ao estudo das ciências e das artes.
Reverso: "Cultura Nacional", quadro de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 06.09.44 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0235. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 200,00
Anverso: D. Pedro I (1798-1834), primeiro imperador do Brasil. Nascido em Portugal, filho de D. João VI, veio para o Brasil em 1808, com a família real portuguesa. Em 1821, com o retorno de D. João VI para Portugal, foi nomeado príncipe regente do Brasil. Proclamou a independência do país em 07.09.1822, sendo aclamado imperador em 12.10.1822. Governou até abril de 1831, quando abdicou do trono, em favor de seu filho D. Pedro II.
Reverso: "O grito do Ipiranga", quadro de Pedro Américo, representando a proclamação da Independência do Brasil, ocorrida às margens do riacho Ipiranga, nos arredores de São Paulo.
Período de Circulação: 08.09.43 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0320. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 500,00
Anverso: D. João VI (1767-1826), Príncipe regente de Portugal, transferiu-se com a família real para o Brasil, fugindo da invasão francesa. Ao chegar, em janeiro de 1808, seu primeiro ato foi decretar a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. Em 16.12.1815, elevou o Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarve. Com a morte da rainha D. Maria I, foi coroado como D. João VI, em 06.02.1818, retornando a Portugal, em abril de 1821.
Reverso: "Abertura dos Portos", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 25.09.44 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0160. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 1.000,00
Anverso: Pedro Álvares Cabral (provavelmente entre 1467-1520), foi o comandante da expedição marítima portuguesa que descobriu o Brasil, em 22.04.1500.
Reverso: "A Primeira Missa", quadro de Vítor Meireles, representa a primeira missa celebrada no Brasil, por Frei Henrique Soares, em 26.04.1500, no ilhéu da Coroa Vermelha, situado na baía Cabrália, litoral sul do estado da Bahia.
Período de Circulação: 08.09.43 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0230.  Observação: valor recebido.

Por conta da inflação, a nota de 5.000 cruzeiros foi lançada em 1963 e a de 10.000 cruzeiros em 1966, estas duas ultimas notas eram diferentes da série que até então existia.

Valor: Cr$ 5.000,00
Anverso: Tiradentes (Joaquim José da Silva
Xavier, 1746-1792), herói nacional, mártir da conjuração mineira - movimento político pela independência da capitania de Minas Gerais, de inspiração liberal e republicana, ocorrido no início de 1789.
Reverso: "Tiradentes ante o Carrasco", quadro de Rafael Falco, pintado em 1941. Período de Circulação: 09.08.63 a 30.06.74
Chancelas: Ministro da Fazenda: Miguel Calmon Du Pin e Almeida Sobrinho. Diretor da Caixa de Amortização: Reginaldo Fernandes Nunes
Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0400. Observação: valor legal.

Valor: Cr$ 10.000,00

Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: 01.08.66* a 30.06.75
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0493.
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0561 a 0590.

O Cruzeiro passou por uma reforma monetária no governo Castelo Branco, sendo substituído pelo Cruzeiro Novo.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas

domingo, 1 de março de 2015

Moedas do Brasil - Mil-Réis (R$) - Edição especial - Segunda guerra

O REAL era o nome da moeda que vigorou no Brasil desde o início da colonização (1500) até 1942. Nesta época existiam 56 tipos diferentes de cédulas, sendo 35 do tesouro nacional, 14 do Banco do Brasil e sete da extinta Caixa de Estabilização.
Em 1942 a Reforma Monetária pretendida pelo Presidente Washington Luiz, desde 1930, se concretizou com a criação do "CRUZEIRO", o Novo Padrão Monetário Nacional, cuja unidade valia 1$000 Réis (Um mil Réis). Todas as notas de Réis perderam totalmente o valor em 1955.
Em 1944 por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão notas e moedas, foram emitidas cédulas do tesouro nacional como "Emissão Provisória", 7 estampas do Réis receberam carimbo de Cruzeiro, uma dupla impressão azul em forma de rosácea e foram aproveitadas até 1944, passando a valer respectivamente: Cr$ 5, Cr$ 10, Cr$ 20, Cr$ 50, Cr$ 100, Cr$ 200, e Cr$ 500.
Também devido ao esforço de guerra e a necessidade de numerário de 1 Cruzeiro no Meio Circulante e a impossibilidade de suprí-la de imediato, o Governo decidiu colocar em circulação - valendo 1 Cruzeiro (Cr$1,) - as antigas cédulas de 1$000 Réis de 1923, que estavam estocadas (sem uso) no Banco do Brasil. Foram aproveitadas as cédulas à partir da Série 279. Nenhuma delas recebeu carimbo.

1$000 RÉIS
1944 - 1a. estampa (Séries 279a.-500a.)Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Manuel Ferraz de Campos Sales (*1841 +1913), IV Presidente da República do Brasil (1898-1902).
Reverso: Armas da República. Autografada. Dimensões: 123mm X 62mm.
Observação: Estas cédulas não receberam carimbo ou qualquer impressão indicativa do Novo Padrão Monetário. Sua distinção do Réis faz-se pelo número de Série. À partir da Série 279a. entraram em circulação valendo 1 Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.

5$000 RÉIS
1942 - 19a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: José Maria da Silva Paranhos "Barão do Rio Branco" (*1845 +1912), Ministro das Relações Exteriores (1902-1912).
Reverso: Alegorias da Indústria e do Comércio.
Autografada. Dimensões: 162mm X 74mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

10$000 RÉIS

1942 - 17a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Manuel Ferraz de Campos Sales (*1841 +1913), IV Presidente da República do Brasil (1898-1902).
Reverso: Av. Beira Mar / RJ.
Autografada - dimensões: 170mm X 80mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

20$000 RÉIS


1942 - 16a. estampa - ABN Co.
Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (*1827 +1892), I Presidente da República do Brasil (1889-1891).
Reverso: Minerva, deusa romana das Artes e da Sabedoria.
Autografada.
Dimensões: 180mm X 83mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

50$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - W & S Ltd.
Fabricante: Waterlow & Sons Limited.
Anverso: Joaquim Xavier da Silveira Junior (*1840 +1874), Líder abolicionista brasileiro.
Reverso: Monumento do Ipiranga / SP
Autografada.
Dimensões: 139mm X 78mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

100$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Afonso Augusto Moreira Pena (*1847 +1909), VI Presidente da República do Brasil (1906-1909).
Reverso: vista do Flamengo, Catete e Largo do Machado / RJ com vista do Pão de Açúcar. Autografada.
Dimensões: 186mm X 86mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.

200$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Prudente José de Morais, Presidente da República 1894-1898, ao centro.
Reverso: Palácio Monroe (demolido em 1976), Rio de Janeiro.
Dimensões: 189 x 87 mm
Réis sem carimbo de Cruzeiro. Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.


500$000 RÉIS

1936 - 15a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Marechal Floriano Vieira Peixoto (*1839 +1895), II Presidente da República do Brasil (1891-1894).
Reverso: Armas da República.
Autografada.
Número, estampa e série juntos.
Dimensões: 193mm X 89mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.







segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Moedas do Brasil Império - Real (R$) - Primeira edição - Primeira família de notas

Os 500 réis do Império do Brasil (1878).
Quando D. Pedro I se tornou imperador do Brasil em 1822, encontrou os cofres vazios e uma enorme dívida pública. Sob o governo de D. Pedro II a situação melhorou, principalmente devido à produção cafeeira (que seria o centro da economia brasileira nos próximos 100 anos) e à construção de ferrovias e estradas.
Em 1888, com a abolição da escravatura, completava-se parte do caminho - que seria concluído pela imigração - da formação do nosso mercado de trabalho, o que disponibilizou a mão-de-obra necessária para nossa industrialização. Foram evoluções imprescindíveis para o desenvolvimento capitalista no Brasil.
Os 1000 réis do Império do Brasil (1885)
No dia-a-dia, passou-se a usar o mil-réis, múltiplo do real, como unidade monetária devido às seguidas desvalorizações. O Real  (plural: réis) foi utilizado de 1500 a 8 de outubro de 1834. e a partir de 8 outubro de 1834 a 1 de novembro de 1942 a moeda foi o múltiplo Mil-Réis e o Conto de Réis (equivalente a um milhão de réis, ou 1.000 mil-réis).
Após a independância e organização do Império do Brasil, foi criado o Tesouro Nacional para gerir as finanças do Império. Abalado pela retirada de grandes somas de recursos durante o embarque da família real portuguesa para a Europa em 1821, o 1º Banco do Brasil faliu e foi extinto em 1829. No entanto, os blihetes emitidos continuaram a circular.
A primeira emissão do Tesouro, em 1833, destinou-se ao recolhimento das moedas de cobre nas províncias. O aumento do número de falsificações dessas cédulas e dos antigos bilhetes emitidos pelo Banco do Brasil obrigou o Governo Imperial a preparar a primeira emissão regular de cédulas do padrão Mil Réis, destinada a uniformizar o meio circulante e acabar com as falsificações.
A Lei de 6 de outubro de 1835 determinou a substituição de todos os bilhetes do extinto Banco do Brasil e de todas as cédulas para o troco do cobre por cédulas do Tesouro Nacional, fabricadas na Inglaterra pela Perkins, Bacon & Petch com impressão em um único lado do papel. Foi a primeira vez que o Tesouro Nacional deteve a exclusividade da emissão de cédulas no Brasil.
O aumento do preço dos metais utilizados para a fabricação das moedas e a multiplicação da população tornaram o uso de papel-moeda cada vez mais disseminado no decorrer do século XIX. No entanto, a vastidão do território dificultava a distribuição das cédulas. A solução encontrava pelo governo foi autorizar bancos particulares a emitirem junto com o Tesouro Nacional. O segundo Banco do Brasil, criado pelo Visconde de Mauá em 1854, também é autorizado a emitir.
Em 1868 ocorre uma mudança no padrão das cédulas, que passam a ser impressas em ambos os lados do papel. Essas notas bifaciais, fabricadas pela American Bank Note Company, circularam até o fim do Império em 1889. Todas elas traziam estampado no seu anverso o Imperador D. Pedro II.
500 Réis - 1ª Estampa
Valor facial: 500 réis
Data de emissão: 21.12.1874
Órgão emissor: Tesouro Nacional
Empresa impressora: American Bank Note Company.
Estampa: 1ª Estampa
Anverso: Brasão do Império do Brasil à esquerda, D. Pedro II ao centro e mulher à direita.
Reverso: Inscrição IMPERIO DO BRASIL e valor facial.
Dimensões: 165 x 75 mm.
Chancela: Autografada. Letras de controle: A-F. Séries: 1ª-60ª.

500 Réis - 2ª Estampa

Valor facial: 500 réis
Ano de emissão: 1878.
Órgão emissor: Tesouro Nacional
Empresa impressora: American Bank Note Company
Estampa: 2ª Estampa
Anverso: D. Pedro II ao centro, ladeado por  duas figuras femininas.
Reverso: Armas do Império do Brasil, inscrição IMPERIO DO BRASIL e valor facial.
Dimensões: 165 x 75 mm
Chancela: Autografada
Letras de controle: A-F
Séries: 1ª-60ª
Observação: cédula com numeração apenas à esquerda.


Referências bibliográficas:

AMATO, Cláudio P., Irlei S. das Neves, Júlio E. Schütz. Cédulas do Brasil (1833 a 2011), 5ª edição. São Paulo, 2011. ISBN 978-85-904216-3-4. www.claudioamato.com.br.

MARTINS, Luiz Cláudio L. S. Cédulas Brasileiras do Mil-Réis ao Real. Sociedade Numismática Brasileira, Projeto Cultura SNB (Biênio 2003-2004) edição n.º 54, p. 104-114. Disponível em: http://snb.org.br/boletins/pdf/54%20-%20C%C3%A9dulas%20Brasileiras.pdf.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Dinheiro no Brasil 2ª edição. Brasília, BCB, 2004, 36 p.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Akira n° 1 - A estrada

Esta revista épica de lançamento pode ser
baixada em: Akira 01 - A estrada
Akira n° 1 - Publicado em: dezembro de 1990
Editora: Globo
Gênero: Mangá
Status: Série completa com 38 edições com 68 páginas
Formato: Americano (17 x 26 cm)
Colorido/Lombada com grampos
Preço de capa: Cr$ 350,00
Arte: Kim Oluf
Editor: Leandro Luigi Del Manto
Personagens: Shotaro Kaneda, Tetsuo Shima
Roteiro e desenho: Katsuhiro Otomo
Cores: Steve Oliff
A estrada
Em Dezembro de 1992 um novo tipo de bomba explodiu na área metropolitana do Japão. Nove horas depois começou a Terceira Guerra Mundial.
38 anos depois da guerra, o planeta está reconstruído. A trama de Akira se passa em Neo-Tokyo City, em 2030. Um grupo de motoqueiros se vê envolto com um fato estranho que os levará a um mundo cheio de intrigas e situações paranormais.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

É hora da mudança ...

Comunico a todos os visitantes deste blog que visando uma estrutura mais moderna em termos de publicação de conteúdo online, este blog está de mudança. O endereço virtual é o mesmo. Porém todo o conteúdo aqui disponível desde a criação deste blog, continuará neste mesmo endereço para consultas e manutenção dos links existentes pela a web, mas também houve alterações e do material para novas páginas do site. Contamos com a colaboração de todos, atualizando o endereçamento, apontamentos e compartilhamentos pelas diversas rede sociais. Abraços a todos.
Professor Sinésio Gomes

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança tinha Zebrinha da Loteria Esportiva no "Fantástico", Calça Adidas para Educação Física da Professora Izabel do "Zé Bernades", Negativo de foto do "Joaquim Retratista", Língua do "P", Emulsão de Scott na Farmácia do Dito, Naftalina no Armazém do "Lazo Lopes", Blusa de Cacharrel na loja da Dona Rosa, Jeep do Waldemar Leiteiro, Kombi do "Zé Rosa", Brasilia, , TL , Rural Willys, Bobs para o cabelo que a "Professora Cidinha" usava em sala de aula, Papel Carbono, Mimeógrafo, Xampu de ovo, Pó compacto Cashmere Bouquet, Leque, Cigarro de Palha, Piteira do "Zé Tito", Atirei o Pau no Gato, Marré, marré deci, Óleo Singer, Disco de 78 rotações, Cobertor Sonoleve,na loja do "Mário Silveira", Sabonetes Madeira do Oriente. Brim, Pyrex, Tarzã, Corante Anil Guarany, Bibelô, Bidê. Revista Sétimo Céu. Revista Grande Hotel. Revista "Manchete", Relógio Cuco, Bomba de Flit para pintar Bicicletas com tintas compradas na loja do "Lélé".
Também tinha Toca discos á pilha, Caminhão FNM, Flâmula dos times dos bairros. Monark, Pneu Balão, Camisa Volta ao Mundo. Sapato Vulcabrás. Neocid para piolhos. Escola de datilografia da dona "Olga". Corte meia cabeleira no salão do Dito. Envelope verde-amarelo para correspondência aérea. Alpargatas Monóculo com fotos de Aparecida do Norte, Bombril na antena. Enceradeira. Fotonovela. Decalque. Araldite. Simca Chambord. Galocha. Chaveiro com pé de coelho. Meia-sola. Máquina de moer carne. Sabonete Eucalol. Maiôs Catalina. Varig na Noite. Sabão Rinso. Dedal. Uniforme de Gala.  Glostora. Leite de Rosas. Leiteiro. Jogo de futebol de botão. Mingau de aveia Quaker. Jeca-tatu. Saci-pererê. 
Tinha Pinico, Bacia para banho, Urinol embaixo da cama, Cartão de Natal, Mercurocromo, Espiral contra mosquito, Talha, Filtro de Barro, Toca-fitas, Aquaplay, Soldadinho de chumbo. Topo Gigio. Kichute. Conga. Tênis Bamba. Ovo de madeira para cerzir meia. Dedal, Crush. Bambolê. Sabonete Lever. 
Tinha também Instituto Universal Brasileiro. Calçadeira. Slide. Três em Um. Roupa engomada. Revista do Rádio. Cadernos do MOBRAL. Clube do Bolinha. Casinha na árvore. Cadeiras na calçada. Velar o defunto em casa. Seringa de vidro para dar injeção. Suadouro contra gripe. Escaldapé. Rodelas de batata inglesa na testa contra dor-de-cabeça. Gemada com canela. Manta de lã contra cachumba e Entregador de pães.

domingo, 12 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando éramos crianças meus pais me davam Biotônico Fontoura misturado com Emulsão de Scott. Todos nós na minha casa, pelo menos uma vez tomamos e éramos em 5 irmãos. Acabava um vidro e meu pai já comprava outro, e olha só a simpatia que minha mãe fazia com agente na hora de tomar cada um segurava uma chave que era pra não vomitar. Minhas duas irmãs mais velhas achavam tão gostoso. Aquilo me causava insônia, a noite revirava na cama e às vezes de madrugada minha mãe me carregava por duas, três esquinas até que me acalmasse e a crise de insônia passar.
Éramos 5 irmãos mas só os mais velhos tomaram a tal Emulsão de Scott. A emulsão era bom para memória pois as pessoas que tomavam lembravam da mesma 03 três dias após ao arrotarem.
Também passei por maus pedaços ao tomar o Purgante de Mamona (óleo de rícino) que era oleoso e ficava flutuando no chá de erva cidreira, mas lembro que estamos todos vivos e raramente adoecemos e naquela época acredito que não tinha pediatra, e se tivesse passaria fome porque não teria clientes. 

sábado, 11 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança e colecionava figurinhas, não conhecia emoção mais completa do que abrir pacotinhos. Esperava meu tio chegar para que ele tirasse de algum bolso algumas moedas, que logo comprava chiquetes de onde retiravas as figurinhas. A boca doía de tanto mascar 5, 10, 20 chiquetes. figurinhas da Copa do Mundo, figurinhas da Fórmula 1, figurinhas de Pássaros, figurinhas de Animais, figurinhas do Fundo do Mar, figurinhas repetidas, figurinhas premiadas, figurinhas carimbadas, colecionava todas! O curioso é que nunca completei um álbum - e isso diz muito sobre quem eu sou.
Quando eu era criança e usava sandálias havaianas, mal me olhava no espelho. Meu cabelo era de cuia, minhas roupas eram aquelas que minha mãe fazia e me dava para vestir e eu não sabia o que era vaidade. Não era daltônico, mas tanto fazia se usava azul, amarelo ou vermelho. Não podia entrar em loja de roupas que começava a espirrar. Tinha alergia de lojas - menos de lojas de brinquedo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança e jogava futebol de botão, ás vezes sozinho, as regras eram claras. Eu gritava “pro gol” e arrumava o goleiro. Não importa pra que time eu torcesse - se foi gol do adversário, azar o meu. Organizava campeonatos de 12 rodadas, com turno e returno, zona de rebaixamento e tudo o que a CBF nunca vai conseguir fazer.
Quando eu era criança e repeti de ano, pensei que nunca mais voltaria para a escola. Achei que ia ajudar meu pai no trabalho dele, que moraria sempre debaixo daquele teto e me transformaria no “zé louquinho” do bairro. Como eu ia conseguir ganhar meu próprio dinheiro (principalmente para comprar figurinhas), ter minha própria casa, se eu era incapaz de tirar uma média 5 em matemática? Como?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança e acreditava em Papai Noel, também acreditava em Spectroman, Ultraman, Robô Gigantes e na Loira do Banheiro. Quando eu era criança era o último a ser escolhido na formação dos times de futebol nos campinhos, isto ainda é assim pois ninguém acompanha meu tempo de bola, meu estilo. 
Quando eu era criança e me apaixonei pela primeira vez, pela segunda e terceira também. Quando eu era criança e brincava com um baldinho na areia de casas em reforma, construía castelos, no entanto ficava triste quando a brincadeira acabava e tudo era destruído ao ver aqueles restinhos dos meus castelos de areia.
Quando eu era criança eu nem sabia que a gente chegava aos 40 anos; não sabia o que era ter uma idade que não coubesse nas minhas duas mãos espalmadas; não sabia o que era olhar pra trás, não sabia o que era nostalgia; não sabia o que era correr para não perder o horário do trabalho; aliás, quando eu era criança, eu não sabia que o meu trabalho seria tão TRABALHO.
Quando eu era criança eu imaginava muito, no entanto não imaginava que seria adulto, talvez tenha imaginado outro adulto pra mim.