segunda-feira, 9 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Segunda edição - Primeira família de notas

O Cruzeiro (Cr$) foi a moeda do Brasil de 1970 a 1986 pela segunda vez. Em conclusão a reforma monetária iniciada em 1967, com a criação do padrão transitório Cruzeiro Novo, a partir do dia 15 de maio de 1970, foram colocadas novas cédulas em circulação. A partir daí, houve a supressão da palavra "novo" e do N constante no símbolo da moeda então circulante, que voltou a se denominar apenas "Cruzeiro". Esta moeda veio a circular até a criação do Cruzado (Cz$) em 28 de fevereiro de 1986.
Através da Resolução n.º 144, de 31.03.1970, do Conselho Monetário Nacional, o Cruzeiro foi reestabelecido como moeda nacional a partir de 15.05.1970. NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e setenta e cinco centavos) passou a expressar-se como Cr$ 4,75 (quatro cruzeiros e setenta e cinco centavos).
Com o reequipamento da Casa da Moeda do Brasil, as primeiras cédulas, no valor de 1, 5, 10, 50 e 100 cruzeiros, foram emitidas em 1970. A partir daí, todas as cédulas brasileiras seriam impressas pela Casa da Moeda.
A primeira família de notas, emitida entre 1970 e 1980, foi concebida pelo artista gráfico Aloísio Magalhães. Caracterizava-se pelas cédulas de tamanhos diferentes e pelo projeto gráfico mais simples, que eliminou os adornos e as alegorias característicos das notas do cruzeiro "antigo".
Cédula de Cr$ 1,00. Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.
Anverso: Efígie simbólica da República.
Reverso: Edifício histórico situado na cidade do Rio de Janeiro (Av. Rio Branco, n° 30). Nele funcionaram o Ministério da Fazenda, a Caixa de Conversão, a Caixa de Estabilização e a Caixa de Amortização, atualmente é ocupado pelo Banco Central (Departamento do Meio Circulante).
Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto. Presidente do Banco Central: Ernane Galvêas. Estampa: A. Série Normal: 00001 / 03000 e Série de Reposição: *00001 / 00049.

Cédula de Cr$ 5,00. Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.

Anverso: D. Pedro I (1798-1834).
Reverso: Quadro atribuído ao pintor Leandro Joaquim, pintado entre 1779 e 1790.
Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto. Presidente do Banco Central: Ernane Galvêas. Estampa: A. Série Normal: 00001 / 00107 e Série de Reposição: *00001 / 00004.
Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto. Presidente do Banco Central: Ernane Galvêas. Estampa: B. Série Normal: 00001 / 02467 e Série de Reposição: *00001 / 00004.

Cédula de Cr$ 10,00. Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.

Anverso: D. Pedro II (1825-1891).
Reverso: Escultura representando o profeta Daniel, de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (provavelmente em 1730-1814).
Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto. Presidente do Banco Central: Ernane Galvêas. Estampa: A. Série Normal: 00001 / 01429 e Série de Reposição: *00001 / 00011.
Ministro da Fazenda: Mário Henrique Simonsen. Presidente do Banco Central: Paulo Hortênsio Pereira Lira. Estampa: A. Série Normal: 01430 / 07745 e Série de Reposição: *00011 / 00022.

Cédula de Cr$ 50,00. Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.

Anverso: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (1827-1892).
Reverso: Painel de autoria de Cândido Portinari, representando a colheita do café. A obra, com 2,80 x 2,97 metros, integra o conjunto de doze afrescos do Salão Portinari do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, executado em 1944, retratando os ciclos históricos do trabalho no Brasil.
Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto. Presidente do Banco Central: Ernane Galvêa. Estampa: A. Série Normal: 00001 / 01040 e Série de Reposição: *0001 / 0014.

Cédula de Cr$ 100,00. Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.

Anverso: Marechal Floriano Vieira Peixoto (1839-1895).
Reverso: Vista do Congresso Nacional, em Brasília (DF), obra projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto. Presidente do Banco Central: Ernane Galvêas. Estampa: A. Série Normal: 00001 / 01358 e Série de Reposição: *00001 / 00022. Observação: Séries 00001 a 00500 impressas por Thomas de La Rue.
Ministro da Fazenda: Mário Henrique Simonsen
Presidente do Banco Central: Paulo Hortênsio Pereira Lira. Estampa: A. Série Normal: 01359 / 10455 e Série de Reposição: *00022 / 00036.

Em 1972, em comemoração ao sesquicentenário da independência do Brasil, passa a circular junto com as denominações de 1,5, 10, 50 e 100 a cédula de 500 cruzeiros.

Cédula de Cr$ 500,00. Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.

Anverso: Figuras representativas da evolução étnica brasileira, numa seqüência das dirversas raças, por ordem de precedência histórica.
Reverso: Seqüência de Cartas Geográficas históricas, representando a evolução do espaço físico territorial brasileiro, nas suas diferentes fases - descobrimento, comércio, colonização, independência e integração.
Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto. Presidente do Banco Central: Ernane Galvêas. Estampa: A. Série Normal: 00001 / 00090 e Série de Reposição: *00001 / 00003.

Esta nota  de Cr$ 500,00 era totalmente diferente da série que até então existia.

A cédula de 1000 cruzeiros foi lançada em 1978 e que teria sido inspirada nas cartas de baralho, tendo o interesse implícito de facilitar o seu manuseio nos caixas.

Cédula de Cr$ 1.000,00. Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.

Anverso: Retrato do Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos - 1845-1912), inspirado em fotos oficiais da época em que era Ministro de Estado (1902-1912).
Reverso: Painel baseado no taqueômetro utilizado na "Questão das Missões" e no mapa da fronteira definitiva entre Brasil e Argentina, feito por Dionísio Cerqueira, em 1904.
Período de Circulação: 06.12.78 a 15.01.89
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Mário Henrique Simonsen. Presidente do Banco Central: Paulo Hortênsio Pereira Lira.
Estampa: A. Série Normal: A0001 / A0665. Série de Reposição: *000.



Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro Novo (NCr$)

Em 1966 é criado o Cruzeiro Novo, nesta época ocorre a divisão por mil do cruzeiro, na equivalência de NCr$1,00=Cr$1000,00. São reaproveitadas cédulas de 10, 50, 100, 500, 1000, 5000 e 10000, com carimbos, respectivamente de 1 centavo, 5, 10, 50 centavos, 1, 5 e 10 cruzeiros novos. É o único período em que as cédulas tiveram denominação de centavos, até então fração exclusiva das moedas.
Em 1972, as notas carimbadas foram desmonetizadas. Total de 8 cédulas diferentes.
Padrão Monetário: Cruzeiro Novo
Lançamento: 13.02.1967 (cédulas carimbadas) através do Decreto-lei nº 1, de 13.11.1965, regulamentado pelo Decreto nº 60.190, de 08.02.1967. Resolução nº 47, de 08.02.1967, do Conselho Monetário Nacional.
O Cruzeiro Novo foi criado como um padrão de caráter temporário, para vigorar durante o tempo necessário ao preparo das novas cédulas e à adaptação da sociedade ao corte de três zeros.
Para isso, o Cruzeiro Novo utilizou as cédulas do padrão anterior, carimbadas com os novos valores. Os centavos foram também representados em moedas metálicas, criadas especialmente para o padrão.
Fabricante: Thomas de La Rue & Company Limited e American Bank Note Company.

Valor: NCr$ 0,01
Anverso: Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954).
Reverso: Unidade Nacional, alegoria de autoria da American Bank Note Company.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.72
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões.
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira.
Estampa: 2ª. Série Normal: 3056 a 4055. Observação: nas cédulas das séries 3056 a 3151 a palavra ministro foi grafada "minstro".

Valor: NCr$ 0,05

Anverso: Princesa Isabel (1846-1921).
Reverso: Painel com o quadro "Lei Áurea", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.72
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
Estampa: 2ª. Série Normal: 0786 a 1885. Observação: nas cédulas das séries 786 a 1313 a palavra ministro foi grafada "minstro".

Valor: NCr$ 0,10

Anverso: D. Pedro II (1825-1891).
Reverso: Painel com o quadro "Cultura Nacional", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.72
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
Estampa: 2ª. Série Normal: 0416 a 1515. Observação: nas cédulas das séries 416 a 911 a palavra ministro foi grafada "minstro".

Valor: NCr$ 0,50

Anverso: D. João VI (1767-1826).
Reverso: Painel com o quadro "Abertura dos Portos", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.73
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
Estampa: 1ª. Série Normal: 1461 a 2360

Valor: NCr$ 1,00

Anverso: Pedro Álvares Cabral (provavelmente em 1467-1520).
Reverso: "A Primeira Missa", quadro de Vítor Meireles, representando a primeira missa celebrada no Brasil por Frei Henrique Soares, em 26.04.1500, no ilhéu da Coroa Vermelha, situado na baía Cabrália, litoral sul do estado da Bahia.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.73
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões.
Presidente do Banco Central: Sérgio Augusto Ribeiro (2)
Estampa: 1ª. Série Normal: 3831 a 3930
Observação: Carimbadas no Brasil

Valor: NCr$ 5,00

Anverso: Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier, 1746-1792).
Reverso: "Tiradentes ante o Carrasco", quadro de Rafael Falco, pintado em 1941.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.74
Chancelas (1) :
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Sérgio Augusto Ribeiro (2)
Estampa: 1ª. Série Normal: 1651 a 1700
Observação: Carimbadas no Brasil

Valor: NCr$ 10,00

Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: 13.02.67 a 30.06.75
Chancelas (1) :
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões
Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira
- Estampa: 1ª
- Série Normal: 0591 a 0700

Valor: NCr$ 10,00

Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: ...12.67* a 30.06.75
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Antonio Delfim Netto
Presidente do Banco Central: Ruy Aguiar da Silva Leme
Estampa: 2ª
Série Normal: 0001 a 1000

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Terceira família de notas

Cédulas emitidas pelo Tesouro Nacional - Padrão Cruzeiro - 01.11.1942
O Cruzeiro "antigo", foi a primeira moeda a utilizar os centavos no Brasil, sendo que esta moeda foi emitida em substituição ao padrão Mil-Réis, em vigor durante o período colonial, a monarquia e também durante as primeiras décadas do período republicano.
Em 1961, sob este padrão, houve a primeira experiência de emissão de cédulas por parte da Casa da Moeda do Brasil, que emitiu a terceira estampa da nota de 5 cruzeiros, que passou a ser conhecida como a Nota do Índio.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil
Valor: Cr$ 5,00
Anverso: Efígie de índio, tendo à esquerda representação de jangada sobre ondas.
Reverso: Painel com vitória-régia, planta aquática da Amazônia, encontrada em riachos e igarapés, cujas folhas, grandes e redondas, com bordas levantadas, medem até 2 metros de diâmetro.
Período de Circulação: 06.07.61 a 13.05.67
Chancelas: Ministro da Fazenda: Sebastião Paes de Almeida. Diretor da Caixa de Amortização: Carlos Augusto Carrilho. Estampa: 3ª. Série Normal: 001 a 075. Observação: valor recebido.

Através da Lei 4.511, de 01 de dezembro de 1964 foi extinto os centavos.
O cruzeiro vigorou durante o período compreendido entre 1 de novembro de 1942 a 12 de fevereiro de 1967, quando por conta da alta da inflação ocorrida nos anos 50 e 60, houve a necessidade de readequar a moeda para haver uma contabilidade mais adequada das somas, que estavam cada vez mais vultosas por conta do descontrole monetário.
Por conta deste fato, foi criada a moeda transitória Cruzeiro Novo, que tinha o valor de 1.000 Cruzeiros "antigos" e se destinava a circulação até que as novas cédulas, lançadas em 1970 e emitidas pela Casa da Moeda do Brasil, entrassem em circulação.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.

terça-feira, 3 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Segunda família de notas

Cédulas emitidas pelo Tesouro Nacional - Padrão Cruzeiro (01.11.1942) 
Fabricante: Thomas de La Rue & Company Limited

Valor: Cr$ 2,00
Anverso: Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva,1803-1880), militar e estadista, responsável por importantes ações militares pacificadoras em movimentos revoltosos internos.
Reverso: Vista da Escola Militar de Resende, criada em 1944 para a formação dos oficiais do exército brasileiro. Localizada na cidade de Resende ( RJ ), em 1951 teve o nome alterado para Academia Militar das Agulhas Negras.
Período de Circulação: 29.08.55 a 13.05.67
Chancelas : Ministro da Fazenda: Eugênio Gudin. Diretor da Caixa de Amortização: Claudionor de Souza Lemos. 
Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0230. Observação: reverso laranja - valor recebido.

Valor: Cr$ 5,00
Anverso: Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos (1845-1912). Historiador, estadista e diplomata, Rio Branco exerceu importantes missões no exterior, durante o Império. No período republicano, negociou diversas questões de fronteira com nações vizinhas, consolidando de forma pacífica os limites do território brasileiro.
Reverso: "A Conquista do Amazonas", tela de Antônio Parreiras, executada entre 1906 e 1907, sob encomenda do governo do Estado do Pará.
Período de Circulação: 14.08.50 a 13.05.67
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido

Valor: Cr$ 10,00
Anverso: Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954), político brasileiro que exerceu por mais tempo o cargo de Presidente do país: Governo Provisório (1930-34), instalado após a Revolução de 1930, governo constitucional (1934-37), ditadura do Estado Novo (1937-45) e segundo mandato como presidente constitucional (1951-54).
Reverso: "Unidade Nacional", alegoria de autoria da American Bank Note Company.
Período de Circulação: 24.08.50 a 30.06.72
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0435. 
Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 20,00
Anverso: Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), proclamador da República, chefe do Governo Provisório e primeiro Presidente constitucional do Brasil, no período de 25.02 a 23.11.1891, quando renunciou.
Reverso: "Proclamação da Rep&uacuteblica", tela de Cadmo Fausto de Souza, representando a alvorada de uma nova época , na qual aparece em destaque a Constituição Republicana, ostentando a constelação do Cruzeiro do Sul.
Período de Circulação: 04.08.50 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0370. Observação: valor recebido. 

Valor: Cr$ 50,00
Anverso: Princesa Isabel (l846-1921). Filha do imperador Pedro II e herdeira da coroa brasileira assumiu a regência do Brasil por três vezes. Em duas dessas oportunidades assinou leis de grande repercussão na nossa história: a do Ventre Livre (28.09.1871), que libertou os filhos nascidos de escravos, e a Áurea (l3.05.1888), que aboliu definitivamente a escravidão negra no País.
Reverso: "Lei Áurea", tela de Cadmo Fausto de Souza, apresentando a tábua da lei Áurea, sustentada pela figura da liberdade, tendo à direita os grilhões partidos.
Período de Circulação: 16.03.49 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0115. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 100,00
Anverso: D. Pedro II (1825-1891), segundo imperador do Brasil. Declarada sua maioridade em 23.07.1840, foi coroado em 18.07.1841, governando o país até a proclamação da República, em 1889. Era homem culto, dedicado ao estudo das ciências e das artes.
Reverso: "Cultura Nacional", quadro de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 15.03.49 a 30.06.72
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0115. 
Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 200,00
Anverso: D. Pedro I (1798-1834), primeiro imperador do Brasil. Nascido em Portugal, filho de D. João VI, veio para o Brasil em 1808, com a família real portuguesa. Em 1821, com o retorno de D. João VI para Portugal, foi nomeado príncipe regente do Brasil. Proclamou a independência do país em 07.09.1822, sendo aclamado imperador em 12.10.1822. Governou até abril de 1831, quando abdicou do trono, em favor de seu filho D. Pedro II.
Reverso: "O grito do Ipiranga", quadro de Pedro Américo, representando a proclamação da Independência do Brasil, ocorrida às margens do riacho Ipiranga, nos arredores de São Paulo.
Período de Circulação: 13.06.51 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. 
Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0030. Observação: valor recebido

Valor: Cr$ 500,00
Anverso: D. João VI (1767-1826), Príncipe regente de Portugal, transferiu-se com a família real para o Brasil, fugindo da invasão francesa. Ao chegar, em janeiro de 1808, seu primeiro ato foi decretar a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. Em 16.12.1815, elevou o Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarve. Com a morte da rainha D. Maria I, foi coroado como D. João VI, em 06.02.1818, retornando a Portugal, em abril de 1821.
Reverso: "Abertura dos Portos", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 30.05.49 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0120. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 1.000,00
Anverso: Pedro Álvares Cabral (provavelmente entre 1467-1520), foi o comandante da expedição marítima portuguesa que descobriu o Brasil, em 22.04.1500.
Reverso: "A Primeira Missa", quadro de Vítor Meireles, representa a primeira missa celebrada no Brasil, por Frei Henrique Soares, em 26.04.1500, no ilhéu da Coroa Vermelha, situado na baía Cabrália, litoral sul do estado da Bahia.
Período de Circulação: 19.12.49 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0090. Observação: valor recebido.

Por conta da inflação, a nota de 5.000 cruzeiros foi lançada em 1963 e a de 10.000 cruzeiros em 1966, estas duas ultimas notas eram diferentes da série que até então existia.

Valor: Cr$ 5.000,00
Anverso: Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier, 1746-1792), herói nacional, mártir da conjuração mineira - movimento político pela independência da capitania de Minas Gerais, de inspiração liberal e republicana, ocorrido no início de 1789.
Reverso: "Tiradentes ante o Carrasco", quadro de Rafael Falco, pintado em 1941.
Período de Circulação: 13.12.63 a 30.06.74
Chancelas: Ministro da Fazenda: Miguel Calmon Du Pin e Almeida Sobrinho. Diretor da Caixa de Amortização: Reginaldo Fernandes Nunes 
Estampa: 2ª. Série Normal: 0001 a 0400. Observação: valor legal

Valor: Cr$ 10.000,00
Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: ...08.66* a 30.06.75
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª
- Série Normal: 0001 a 0493.
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0561 a 0590.

O Cruzeiro passou por uma reforma monetária no governo Castelo Branco, sendo substituído pelo Cruzeiro Novo.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas

segunda-feira, 2 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Família de moedas

As moedas de cruzeiro foram emitidas inicialmente nos valores de 10, 20 e 50 centavos, bem como nos valores de 1, 2 e 5 cruzeiros, tendo suas emissões durado entre o período de 1942 e 1961.
As moedas de centavo perderam o valor no ano de 1964 e no ano seguinte foram lançadas as moedas de 10, 20 e 50 cruzeiros, que foram as primeiras a serem emitidas pelo Banco Central do Brasil e que acabaram por perder o seu valor 1 ano após com a adoção do padrão Cruzeiro Novo.

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Primeira família de notas

O Cruzeiro (Cr$) foi a moeda do Brasil de 1942 a 1967. Sua adoção se deu em 1942, durante o Estado Novo, na primeira mudança de padrão monetário no país, com o propósito de uniformizar o dinheiro em circulação. Um cruzeiro (Cr$ 1,00) equivalia a um mil réis (1$000,00 Réis), Cr$ 1.000 cruzeiros era equivalente a 1:000$000 (um conto de réis). A nova moeda foi instituída através do Decreto-lei 4.791, de 05 de outubro de 1942.
A primeira edição do Cruzeiro ficou vigente de 5 de outubro de 1942 a 12 de fevereiro de 1967. Sua denominação se baseava na constelação do Cruzeiro do Sul, escolhido como símbolo da pátria, esta antiga moeda tinha o código BRZ.
Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros. As notas de 1, 2 e 5 cruzeiros só foram introduzidas por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão de moedas metálicas.
A primeira estampa das cédulas foi encomendada do fabricante: American Bank Note Company.
Valor: Cr$ 1,00
Anverso: Marquês de Tamandaré (Joaquim Marques Lisboa, 1807-1897). Almirante brasileiro cuja vida está estreitamente associada à história da marinha brasileira.
Reverso: Vista da Escola Naval, instalada em 1938 na ilha de Villegaignon, próxima ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro(RJ).
Período de Circulação: 14.12.44 a 13.05.67
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 1000. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 2,00

Anverso: Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva,1803-1880), militar e estadista, responsável por importantes ações militares pacificadoras em movimentos revoltosos internos.
Reverso: Vista da Escola Militar de Resende, criada em 1944 para a formação dos oficiais do exército brasileiro. Localizada na cidade de Resende (RJ), em 1951 teve o nome alterado para Academia Militar das Agulhas Negras.
Período de Circulação: 14.12.44 a 13.05.67
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 5,00

Anverso: Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos (1845-1912). Historiador, estadista e diplomata, Rio Branco exerceu importantes missões no exterior, durante o Império. No período republicano, negociou diversas questões de fronteira com nações vizinhas, consolidando de forma pacífica os limites do território brasileiro.
Reverso: "A Conquista do Amazonas", tela de Antônio Parreiras, executada entre 1906 e 1907, sob encomenda do governo do Estado do Pará.
Período de Circulação: 16.11.44 a 13.05.67.
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido.

Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros.

Valor: Cr$ 10,00

Anverso: Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954), político brasileiro que exerceu por mais tempo o cargo de Presidente do país: Governo Provisório (1930-34), instalado após a Revolução de 1930, governo constitucional (1934-37), ditadura do Estado Novo (1937-45) e segundo mandato como presidente constitucional (1951-54).
Reverso: "Unidade Nacional", alegoria de autoria da American Bank Note Company.
Período de Circulação: 11.04.44 a 30.06.72
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas.  Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0330. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 20,00
Anverso: Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), proclamador da República, chefe do Governo Provisório e primeiro Presidente constitucional do Brasil, no período de 25.02 a 23.11.1891, quando renunciou.
Reverso: "Proclamação da Replública", tela de Cadmo Fausto de Souza, representando a alvorada de uma nova época , na qual aparece em destaque a Constituição Republicana, ostentando a constelação do Cruzeiro do Sul.
Período de Circulação: 13.09.44* a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas.
Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0460. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 50,00
Anverso: Princesa Isabel (l846-1921). Filha do imperador Pedro II e herdeira da coroa brasileira assumiu a regência do Brasil por três vezes. Em duas dessas oportunidades assinou leis de grande repercussão na nossa história: a do Ventre Livre (28.09.1871), que libertou os filhos nascidos de escravos, e a Áurea (l3.05.1888), que aboliu definitivamente a escravidão negra no País.
Reverso: "Lei Áurea", tela de Cadmo Fausto de Souza, apresentando a tábua da lei Áurea, sustentada pela figura da liberdade, tendo à direita os grilhões partidos.
Período de Circulação: 11.07.44 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0320. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 100,00
Anverso: D. Pedro II (1825-1891), segundo imperador do Brasil. Declarada sua maioridade em 23.07.1840, foi coroado em 18.07.1841, governando o país até a proclamação da República, em 1889. Era homem culto, dedicado ao estudo das ciências e das artes.
Reverso: "Cultura Nacional", quadro de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 06.09.44 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0235. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 200,00
Anverso: D. Pedro I (1798-1834), primeiro imperador do Brasil. Nascido em Portugal, filho de D. João VI, veio para o Brasil em 1808, com a família real portuguesa. Em 1821, com o retorno de D. João VI para Portugal, foi nomeado príncipe regente do Brasil. Proclamou a independência do país em 07.09.1822, sendo aclamado imperador em 12.10.1822. Governou até abril de 1831, quando abdicou do trono, em favor de seu filho D. Pedro II.
Reverso: "O grito do Ipiranga", quadro de Pedro Américo, representando a proclamação da Independência do Brasil, ocorrida às margens do riacho Ipiranga, nos arredores de São Paulo.
Período de Circulação: 08.09.43 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0320. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 500,00
Anverso: D. João VI (1767-1826), Príncipe regente de Portugal, transferiu-se com a família real para o Brasil, fugindo da invasão francesa. Ao chegar, em janeiro de 1808, seu primeiro ato foi decretar a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. Em 16.12.1815, elevou o Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarve. Com a morte da rainha D. Maria I, foi coroado como D. João VI, em 06.02.1818, retornando a Portugal, em abril de 1821.
Reverso: "Abertura dos Portos", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 25.09.44 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0160. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 1.000,00
Anverso: Pedro Álvares Cabral (provavelmente entre 1467-1520), foi o comandante da expedição marítima portuguesa que descobriu o Brasil, em 22.04.1500.
Reverso: "A Primeira Missa", quadro de Vítor Meireles, representa a primeira missa celebrada no Brasil, por Frei Henrique Soares, em 26.04.1500, no ilhéu da Coroa Vermelha, situado na baía Cabrália, litoral sul do estado da Bahia.
Período de Circulação: 08.09.43 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0230.  Observação: valor recebido.

Por conta da inflação, a nota de 5.000 cruzeiros foi lançada em 1963 e a de 10.000 cruzeiros em 1966, estas duas ultimas notas eram diferentes da série que até então existia.

Valor: Cr$ 5.000,00
Anverso: Tiradentes (Joaquim José da Silva
Xavier, 1746-1792), herói nacional, mártir da conjuração mineira - movimento político pela independência da capitania de Minas Gerais, de inspiração liberal e republicana, ocorrido no início de 1789.
Reverso: "Tiradentes ante o Carrasco", quadro de Rafael Falco, pintado em 1941. Período de Circulação: 09.08.63 a 30.06.74
Chancelas: Ministro da Fazenda: Miguel Calmon Du Pin e Almeida Sobrinho. Diretor da Caixa de Amortização: Reginaldo Fernandes Nunes
Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0400. Observação: valor legal.

Valor: Cr$ 10.000,00

Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: 01.08.66* a 30.06.75
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0493.
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0561 a 0590.

O Cruzeiro passou por uma reforma monetária no governo Castelo Branco, sendo substituído pelo Cruzeiro Novo.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas

domingo, 1 de março de 2015

Moedas do Brasil - Mil-Réis (R$) - Edição especial - Segunda guerra

O REAL era o nome da moeda que vigorou no Brasil desde o início da colonização (1500) até 1942. Nesta época existiam 56 tipos diferentes de cédulas, sendo 35 do tesouro nacional, 14 do Banco do Brasil e sete da extinta Caixa de Estabilização.
Em 1942 a Reforma Monetária pretendida pelo Presidente Washington Luiz, desde 1930, se concretizou com a criação do "CRUZEIRO", o Novo Padrão Monetário Nacional, cuja unidade valia 1$000 Réis (Um mil Réis). Todas as notas de Réis perderam totalmente o valor em 1955.
Em 1944 por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão notas e moedas, foram emitidas cédulas do tesouro nacional como "Emissão Provisória", 7 estampas do Réis receberam carimbo de Cruzeiro, uma dupla impressão azul em forma de rosácea e foram aproveitadas até 1944, passando a valer respectivamente: Cr$ 5, Cr$ 10, Cr$ 20, Cr$ 50, Cr$ 100, Cr$ 200, e Cr$ 500.
Também devido ao esforço de guerra e a necessidade de numerário de 1 Cruzeiro no Meio Circulante e a impossibilidade de suprí-la de imediato, o Governo decidiu colocar em circulação - valendo 1 Cruzeiro (Cr$1,) - as antigas cédulas de 1$000 Réis de 1923, que estavam estocadas (sem uso) no Banco do Brasil. Foram aproveitadas as cédulas à partir da Série 279. Nenhuma delas recebeu carimbo.

1$000 RÉIS
1944 - 1a. estampa (Séries 279a.-500a.)Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Manuel Ferraz de Campos Sales (*1841 +1913), IV Presidente da República do Brasil (1898-1902).
Reverso: Armas da República. Autografada. Dimensões: 123mm X 62mm.
Observação: Estas cédulas não receberam carimbo ou qualquer impressão indicativa do Novo Padrão Monetário. Sua distinção do Réis faz-se pelo número de Série. À partir da Série 279a. entraram em circulação valendo 1 Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.

5$000 RÉIS
1942 - 19a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: José Maria da Silva Paranhos "Barão do Rio Branco" (*1845 +1912), Ministro das Relações Exteriores (1902-1912).
Reverso: Alegorias da Indústria e do Comércio.
Autografada. Dimensões: 162mm X 74mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

10$000 RÉIS

1942 - 17a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Manuel Ferraz de Campos Sales (*1841 +1913), IV Presidente da República do Brasil (1898-1902).
Reverso: Av. Beira Mar / RJ.
Autografada - dimensões: 170mm X 80mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

20$000 RÉIS


1942 - 16a. estampa - ABN Co.
Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (*1827 +1892), I Presidente da República do Brasil (1889-1891).
Reverso: Minerva, deusa romana das Artes e da Sabedoria.
Autografada.
Dimensões: 180mm X 83mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

50$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - W & S Ltd.
Fabricante: Waterlow & Sons Limited.
Anverso: Joaquim Xavier da Silveira Junior (*1840 +1874), Líder abolicionista brasileiro.
Reverso: Monumento do Ipiranga / SP
Autografada.
Dimensões: 139mm X 78mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

100$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Afonso Augusto Moreira Pena (*1847 +1909), VI Presidente da República do Brasil (1906-1909).
Reverso: vista do Flamengo, Catete e Largo do Machado / RJ com vista do Pão de Açúcar. Autografada.
Dimensões: 186mm X 86mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.

200$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Prudente José de Morais, Presidente da República 1894-1898, ao centro.
Reverso: Palácio Monroe (demolido em 1976), Rio de Janeiro.
Dimensões: 189 x 87 mm
Réis sem carimbo de Cruzeiro. Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.


500$000 RÉIS

1936 - 15a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Marechal Floriano Vieira Peixoto (*1839 +1895), II Presidente da República do Brasil (1891-1894).
Reverso: Armas da República.
Autografada.
Número, estampa e série juntos.
Dimensões: 193mm X 89mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.







segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Moedas do Brasil Império - Real (R$) - Primeira edição - Primeira família de notas

Os 500 réis do Império do Brasil (1878).
Quando D. Pedro I se tornou imperador do Brasil em 1822, encontrou os cofres vazios e uma enorme dívida pública. Sob o governo de D. Pedro II a situação melhorou, principalmente devido à produção cafeeira (que seria o centro da economia brasileira nos próximos 100 anos) e à construção de ferrovias e estradas.
Em 1888, com a abolição da escravatura, completava-se parte do caminho - que seria concluído pela imigração - da formação do nosso mercado de trabalho, o que disponibilizou a mão-de-obra necessária para nossa industrialização. Foram evoluções imprescindíveis para o desenvolvimento capitalista no Brasil.
Os 1000 réis do Império do Brasil (1885)
No dia-a-dia, passou-se a usar o mil-réis, múltiplo do real, como unidade monetária devido às seguidas desvalorizações. O Real  (plural: réis) foi utilizado de 1500 a 8 de outubro de 1834. e a partir de 8 outubro de 1834 a 1 de novembro de 1942 a moeda foi o múltiplo Mil-Réis e o Conto de Réis (equivalente a um milhão de réis, ou 1.000 mil-réis).
Após a independância e organização do Império do Brasil, foi criado o Tesouro Nacional para gerir as finanças do Império. Abalado pela retirada de grandes somas de recursos durante o embarque da família real portuguesa para a Europa em 1821, o 1º Banco do Brasil faliu e foi extinto em 1829. No entanto, os blihetes emitidos continuaram a circular.
A primeira emissão do Tesouro, em 1833, destinou-se ao recolhimento das moedas de cobre nas províncias. O aumento do número de falsificações dessas cédulas e dos antigos bilhetes emitidos pelo Banco do Brasil obrigou o Governo Imperial a preparar a primeira emissão regular de cédulas do padrão Mil Réis, destinada a uniformizar o meio circulante e acabar com as falsificações.
A Lei de 6 de outubro de 1835 determinou a substituição de todos os bilhetes do extinto Banco do Brasil e de todas as cédulas para o troco do cobre por cédulas do Tesouro Nacional, fabricadas na Inglaterra pela Perkins, Bacon & Petch com impressão em um único lado do papel. Foi a primeira vez que o Tesouro Nacional deteve a exclusividade da emissão de cédulas no Brasil.
O aumento do preço dos metais utilizados para a fabricação das moedas e a multiplicação da população tornaram o uso de papel-moeda cada vez mais disseminado no decorrer do século XIX. No entanto, a vastidão do território dificultava a distribuição das cédulas. A solução encontrava pelo governo foi autorizar bancos particulares a emitirem junto com o Tesouro Nacional. O segundo Banco do Brasil, criado pelo Visconde de Mauá em 1854, também é autorizado a emitir.
Em 1868 ocorre uma mudança no padrão das cédulas, que passam a ser impressas em ambos os lados do papel. Essas notas bifaciais, fabricadas pela American Bank Note Company, circularam até o fim do Império em 1889. Todas elas traziam estampado no seu anverso o Imperador D. Pedro II.
500 Réis - 1ª Estampa
Valor facial: 500 réis
Data de emissão: 21.12.1874
Órgão emissor: Tesouro Nacional
Empresa impressora: American Bank Note Company.
Estampa: 1ª Estampa
Anverso: Brasão do Império do Brasil à esquerda, D. Pedro II ao centro e mulher à direita.
Reverso: Inscrição IMPERIO DO BRASIL e valor facial.
Dimensões: 165 x 75 mm.
Chancela: Autografada. Letras de controle: A-F. Séries: 1ª-60ª.

500 Réis - 2ª Estampa

Valor facial: 500 réis
Ano de emissão: 1878.
Órgão emissor: Tesouro Nacional
Empresa impressora: American Bank Note Company
Estampa: 2ª Estampa
Anverso: D. Pedro II ao centro, ladeado por  duas figuras femininas.
Reverso: Armas do Império do Brasil, inscrição IMPERIO DO BRASIL e valor facial.
Dimensões: 165 x 75 mm
Chancela: Autografada
Letras de controle: A-F
Séries: 1ª-60ª
Observação: cédula com numeração apenas à esquerda.


Referências bibliográficas:

AMATO, Cláudio P., Irlei S. das Neves, Júlio E. Schütz. Cédulas do Brasil (1833 a 2011), 5ª edição. São Paulo, 2011. ISBN 978-85-904216-3-4. www.claudioamato.com.br.

MARTINS, Luiz Cláudio L. S. Cédulas Brasileiras do Mil-Réis ao Real. Sociedade Numismática Brasileira, Projeto Cultura SNB (Biênio 2003-2004) edição n.º 54, p. 104-114. Disponível em: http://snb.org.br/boletins/pdf/54%20-%20C%C3%A9dulas%20Brasileiras.pdf.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Dinheiro no Brasil 2ª edição. Brasília, BCB, 2004, 36 p.