sábado, 12 de março de 2016

Os escândalos nosso de cada dia - Corrupção no Brasil

Conheça os casos mais notórios da corrupção no Brasil, dos últimos 20 anos.

19_2014. Petrobrás
CASO: Petrolão
ROMBO: R$ 10 Bilhões
QUANDO: De 2004 a 2014
ONDE: Rio de Janeiro
A Operação Lava Jato da Polícia Federal começou localmente em Curitiba, investigando uma teia de doleiros acusados de lavagem de dinheiro, mas encontrou um esquema de corrupção na Petrobras armado durante os governos do PT com o objetivo de financiar campanhas políticas e, de quebra, enriquecer bandidos do colarinho-branco. As investigações avançaram na hierarquia política do Brasil até chegar à inimaginável situação de ter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff citados por um peixe grande caído na rede – justamente o caixa do esquema, o doleiro Alberto Youssef. Maior escândalo de corrupção da história da República, o petrolão lavou pelo menos 10 bilhões de reais, segundo as investigações da Polícia Federal.

18_2013. Petrobrás
CASO: Lava-jato
ROMBO: R$ 90 Milhões
QUANDO: De 2009 a 2013
ONDE: Brasilia
Em uma despretensiosa operação, a Polícia Federal passou a monitorar em julho de 2013 os telefonemas doleiro Carlos Chater, por suspeita de lavagem de dinheiro. Ele atuava em uma casa de câmbio num posto de gasolina em Brasília. O Posto da Torre, um dos mais movimentados da capital federal, tem como dono o doleiro e abriga um complexo comercial que oferece de lanchonete a lavanderia de roupas. Embora não possua um lava-jato, serviu de inspiração para o nome da operação.
Ao quebrar o sigilo do doleiro, os agentes descobriram que uma das empresas de fachada de Youssef, movimentara 90 milhões de reais entre 2009 e 2013. Chamou a atenção dos investigadores os depósitos feitos por algumas das maiores empreiteiras do Brasil. Só a Mendes Júnior depositara 5,5 milhões de reais para o doleiro.

17_2013. ISS
CASO: Máfia do ISS 
ROMBO: R$ 500 milhões
QUANDO: De 1998 a 2013
ONDE: Prefeitura de São Paulo
Em 30 de outubro de 2013, uma operação coordenada pelo Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo e pela Controladoria-Geral do Município (CGM) prendeu quatro servidores municipais e desarticulou um esquema de desvio de verbas do imposto sobre serviços (ISS) na capital paulista.
Quarto escândalo a envolver a área de fiscalização imobiliária em São Paulo em quinze anos, o esquema funcionava da seguinte maneira: auditores fiscais recebiam milhões de empreiteiras para abater dívidas do imposto. Os corruptos concediam às empreiteiras até 50% de desconto no total do tributo devido para quitar as dívidas e conceder às incorporadoras o habite-se, uma licença obrigatória para a venda de empreendimentos. Pelo menos quinze empreiteiras são investigadas pela promotoria por pagamentos de propina - entre elas Brookfield, Trisul, BKO, Alimonti e Tarjab.
Destas, apenas a Brookfield admitiu ter desembolsado 4 milhões de reais. O bando agia com tamanha desenvoltura que seus integrantes costumavam registrar imóveis e carros luxuosos no próprio nome, em vez de colocá-los em nome de laranjas – e ainda se gabavam nas redes sociais de suas posses. Fotos de lanchas, casas em condomínio de luxo com campo de golfe e uma pousada no interior do Rio de Janeiro, avaliada em 6 milhões de reais, foram parar em páginas do Facebook - e no radar da equipe que investiga o enriquecimento suspeito de funcionários da prefeitura.

16_2012. ANAC e ANA
CASO: Operação Porto Seguro
ROMBO: ?
QUANDO: 2012
ONDE: Brasilia
Deflagrada em 23 de novembro de 2012, a Operação Porto Seguro da Polícia Federal desarticulou uma quadrilha infiltrada em órgãos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos em benefício de empresários trambiqueiros. O grupo era comandado pelos irmãos petistas Paulo e Rubens Vieira, instalados em cargos de direção de agências reguladoras. A dupla contava com a ajuda da chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha - mulher de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva –, que facilitava o acesso dos Vieira a políticos e funcionários públicos do interesse da quadrilha. Seis pessoas foram presas, e dezenove, indiciadas pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e corrupção ativa e passiva.
Além de Rosemary Noronha, foram denunciados por formação de quadrilha, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, seus irmãos, o ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) Rubens Rodrigues Vieira e o comerciante Marcelo Vieira e os advogados Marco Antonio Negrão Martorelli e Patricia Santos Maciel da Oliveira.

15_2012. Ministério da Pesca
CASO: Escândalo na Pesca
ROMBO: R$ 32 milhões
QUANDO: 2012
ONDE: Santa Catarina
Em março de 2012, reportagem do jornal O Estado de S.Paulo revelou que o Ministério da Pesca torrou R$ 31,1 milhões na aquisição de 28 lanchas-patrulha com as quais não têm o que fazer: a pasta não tem competência para fazer patrulha, nem lugar para guardar as lanchas. A compra foi acertada na gestão de Altemir Gregolin, do PT catarinense, em 2009. Quem ganhou o negócio foi uma empresa de Santa Catarina, a Intech Boating, de propriedade de um ex-militante do PT. Feita a encomenda, a empresa foi procurada por um emissário da Pesca atrás de doações para a campanha de 2010. Cedeu 150 mil reais. O dinheiro entrou para o caixa do PT catarinense, que bancou a maior parte da campanha de Ideli Salvatti ao governo do estado. Ideli perdeu disputa e acabou escalada por Dilma para suceder Gregolin no ministério da Pesca, quando então quitou parte da dívida com a Intech: 5,2 milhões de reais. O caso chamou a atenção do TCU, que determinou a abertura de processo. O tribunal aponta que "os gestores do ministério falharam gravemente" e suspeita que o edital tenha sido dirigido para favorecer a Intech. Em março, das 28 lanchas, 23 permaneciam fora de operação.

14_2012. Operação Monte Carlo
CASO: Caso Cachoeira
ROMBO: ?
QUANDO: Goiás
Em fevereiro de 2012, a operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelou as íntimas relações do bicheiro Carlos Cachoeira com influentes políticos do Centro-Oeste, tanto da oposição como da base aliada. O senador goiano Demóstenes Torres (ex-DEM), figura de proa da oposição, foi o primeiro atingido. Uma série de gravações apontou que um dos mais combativos políticos do Congresso usava sua influência e credibilidade para defender os negócios de Cachoeira em troca de ricos presentes. Também se complicaram parlamentares de pelo menos seis siglas (PT, PSDB, PP, PTB, PPS e PCdoB), três governadores (o petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, o tucano Marconi Perillo, de Goiás, e o peemedebista Sérgio Cabral, do Rio) e a Delta, de Fernando Cavendish, empreiteira com maior número de obras no PAC.  As revelações levaram à abertura de diversos inquéritos no STF, STJ e na Justiça Federal de Goiás e à criação de uma CPI no Congresso, presidida por Vital do Rêgo (PMDB-PB) e relatada por Odair Cunha (PT-MG).

13_2008. Me dá um dinheiro aí
CASO: Máfia dos fiscais
ROMBO: R$ 18 milhões
QUANDO: 1998 e 2008
ONDE: Câmara dos vereadores e servidores públicos de São Paulo.
Comerciantes e ambulantes (mesmos aqueles com licença para trabalhar) eram colocados contra a parede: se não pagassem propinas, sofriam ameaças, como ter as mercadorias apreendidas e projetos de obras embargados. O primeiro escândalo estourou em 1998, no governo de Celso Pitta. Dez anos mais tarde, uma nova denúncia deu origem à Operação Rapa.
Charge de Cláudio de oliveira: Agora, 7 de novembro de 1997 - Denúncias da Máfia dos Fiscais envolvem o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Nelo Rodolpho, e o seu colega Vicente Viscome.
Retorno: Quatro ex-vereadores envolvidos no escândalo da máfia dos fiscais, que culminou com a cassação e até a prisão de parlamentares, voltam a rondar a Prefeitura, ao ocupar a linha de frente da busca de votos para o candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno (PRB), na zona leste da cidade.

12_2007. Navalha na carne
CASO: Operação Navalha
ROMBO: R$ 610 milhões
QUANDO: 2007
ONDE: Prefeituras, Câmara dos Deputados e Ministério de Minas e Energia
Atuando em nove estados e no Distrito Federal, empresários ligados à Construtora Gautama pagavam propina a servidores públicos para facilitar licitações de obras. Até projetos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao Programa Luz Para Todos foram fraudados. Todos os 46 presos pela Polícia Federal foram soltos.
Charge de Dálcio.

11_2006. Siga aquela ambulância
CASO: Sanguessuga
ROMBO: R$ 140 milhões
QUANDO: 2006
ONDE: Prefeituras e Congresso Nacional
Investigações apontaram que os donos da empresa Planam pagavam propina a parlamentares em troca de emendas destinadas à compra de ambulâncias, superfaturadas em até 260%. Membros do governo atuavam nas prefeituras para que empresas ligadas à Planam ganhassem as licitações. Nenhum dos três senadores e 70 deputados federais envolvidos no caso perdeu o mandato.
Charge de Glauco de 17/7/2006 sobre a CPI dos Sanguessugas, que investigou congressistas envolvidos na máfia de ambulâncias superfaturadas.
O Escândalo dos Sanguessugas, também conhecido como máfia das ambulâncias, foi um escândalo de corrupção que estourou em 2006 devido à descoberta de uma quadrilha que tinha como objetivo desviar dinheiro para a compra de ambulâncias. Entre seus principais envolvidos estavam os ex-deputados Ronivon Santiago e Carlos Rodrigues.

10_2005. Olha essa mesada!
CASO: Mensalão
ROMBO: R$ 55 milhões
QUANDO: 2005
ONDE: Câmara Federal
Segundo delatou o ex-deputado federal Roberto Jefferson, acusado de envolvimento em fraudes dos Correios, políticos aliados ao PT recebiam R$ 30 mil mensais para votar de acordo com os interesses do governo Lula. Dos 40 envolvidos, apenas três deputados foram cassados. A conta final foi estimada em R$ 55 milhões, mas pode ter sido muito maior.
Charge de Sinfronio: Lula e os Condenados do Mensalão.
Condenação: No julgamento, foram condenados dois ex-presidentes do PT, José Dirceu e José Genoino; o ex-tesoureiro Delúbio Soares; e o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha. Exceto Genoino, todos deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

09_2004. Chama o Van Helsing
CASO: Vampiros da Saúde
ROMBO: R$ 2,4 bilhões
QUANDO: De 1990 a 2004
ONDE: Ministério da Saúde
Empresários, funcionários e lobistas do Ministério da Saúde desviaram dinheiro público fraudando licitações para a compra de derivados do sangue usados no tratamento de hemofílicos. Propinas eram pagas para a Coordenadoria Geral de Recursos Logísiticos, que comandava as compras do Ministério, e os preços (bem acima dos valores de mercado) eram combinados antes.
A coordenadoria era comandada pelo coordenador Luiz Cláudio Gomes da Silva, homem-chave da quadrilha, levado para a Pasta pelo ministro Humberto Costa. A Polícia Federal ao concluir o inquérito enviou ao Ministério Público Federal pedido para indiciar 42 pessoas, entre elas o ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de Pernambuco, Humberto Costa, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por corrupção. Eles se juntaram aos 18 presos em 2004, quando a Operação Vampiro desmantelou a quadrilha. As provas de envolvimento dos dois surgiram com o cruzamento dos dados obtidos nas buscas e apreensões e os depoimentos tomados ao longo da investigação.
Charge de Lisandro Greco: Entre Batman e Robin. Lula, pra variar, não viu e não sabe de nada. Mais ceguinho do que morcego debaixo d'agua...

8_2000. Manda pra fora
CASO: Banestado
ROMBO: R$ 42 bilhões
QUANDO: De 1996 a 2000
ONDE: Paraná
Durante quatro anos, cerca de US$ 24 bilhões foram remetidos ilegalmente do antigo Banestado (Banco do Estado do Paraná) para fora do país por meio de contas de residentes no exterior, as chamadas contas CC5. Uma investigação da Polícia Federal descobriu que as remessas fraudulentas eram feitas por meio de 91 contas correntes comuns, abertas em nome de “laranjas”. A fraude seria conhecida por gerentes e diretores do banco. Foram denunciados 684 funcionários - 97 foram condenados a penas de até quatro anos de prisão. O estado obteve o retorno de arrecadação tributária de cerca de R$ 20 bilhões.

7_1999. Pobre Amazônia
CASO: Sudam
ROMBO: R$ 214 milhões
QUANDO: 1998 e 1999
ONDE: Senado Federal e União
Dirigentes da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia desviavam dinheiro por meio de falsos documentos fiscais e contratos de bens e serviços. Dos 143 réus, apenas um foi condenado e recorre da sentença. Jader Barbalho, acusado de ser um dos pivôs do esquema, renunciou ao mandato de senador, mas foi reeleito em 2011.
Charge de Angeli de  10/5/2001, quando se investigava o desvio de verbas da Sudam por deputados e seus parentes.



6_1999. Cadê o fórum?
CASO: TRT de São Paulo
ROMBO: R$ 923 milhões
QUANDO: De 1992 a 1999
ONDE: Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo
O Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão, perdeu a licitação para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. A vencedora, Incal Alumínio, deu os direitos para o empresário Fabio Monteiro de Barros. Mas uma investigação mostrou que Fabio repassava milhões para o Grupo OK, com aval de Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, ex-presidente do TRT-SP.



5_1999. Precinho camarada
CASO: Banco Marka
ROMBO: R$ 1,8 bilhão
QUANDO: 1999
ONDE: Banco Central
Com acordos escusos, o Banco Marka, de Salvatore Cacciola, conseguiu comprar dólar do Banco Central por um valor mais barato que o ajustado. Uma CPI provou o prejuízo aos cofres públicos, além de acusar a cúpula do BC de tráfico de influência, entre outros crimes. Cacciola foi detido em 2000, fugiu para a Itália no mesmo ano e, preso em Mônaco em 2008, voltou ao Brasil deportado.
Charge de Cláudio de 9 de maio de 1999. Salvatore Cacciola, do Banco Marka, acusado de operações irregulares de compra de dólares junto ao Banco Central.

4_1992. Bilhete premiado
CASO: Anões do orçamento
ROMBO: R$ 800 milhões
QUANDO: De 1989 a 1992
ONDE: Congresso Nacional
Sete deputados (os tais “anões”) da Comissão de Orçamento do Congresso faziam emendas de lei remetendo dinheiro a entidades filantrópicas ligadas a parentes e cobravam propinas de empreiteiras para a inclusão de verbas em grandes obras. Ficou famoso o método de lavagem do dinheiro ilegal: as sucessivas apostas na loteria do deputado João Alves.
Charge de 1º/10/1993 sobre deputados, então chamados sete anões, que chefiavam a comissão que discutia o Orçamento federal no Congresso.




3_1989. INSS
CASO: Caso Jorgina Maria de Freitas Fernandes
ROMBO: R$ 500 milhões
QUANDO: De 1986 a 1989
ONDE: Pernanbuco
Década de 80,o maior escândalo da política brasileira foi o Caso Jorgina Maria de Freitas Fernandes. Escândalo que tem esse nome, o que é o da advogada que era procuradora previdenciária, a qual organizou o esquema de desvio de verbas de aposentadorias.  O roubo chegaria no total de R$ 500 milhões, mas da metade de toda a arrecadação do INSS naquela época.

2_1987. BANESPA
CASO: Caso Banespa
ROMBO: Cz$ 1 Bilhão
QUANDO: De 1986 a 1987
ONDE: São Paulo
O banco foi o centro de dois escândalos no governo de Orestes Quércia em São Paulo. O primeiro foi descoberto pouco depois de sua posse, em 1987. Otávio Ceccato, secretário da Indústria e Comércio, envolveu-se em uma fraude que provocou um rombo de 1 bilhão de cruzados (pouco mais de 900.000 reais) na corretora do Banespa. Já perto de encerrar o mandato, foi Quércia o responsável por outro escândalo envolvendo o banco, desta vez por meio dos empréstimos especiais chamados “antecipação de receita orçamentária”, ou ARO. Em dois deles, o governo pegou 674 milhões de dólares no banco oficial. Os desmandos resultaram na intervenção da instituição pelo Banco Central.

1_1981. Planta que eu dou
CASO: Escândalo da Mandioca
ROMBO: R$ 20 milhões
QUANDO: De 1979 a 1981
ONDE: Pernanbuco
Década de 70 o maior escândalo da política brasileira foi o, Escândalo da Mandioca, (financeiro), que aconteceu na agência do Banco do Brasil de Floresta, entre 1979 e 1981, em Pernambuco, onde houve um desvio de Cr$ 1,5 milhões, R$ 20 milhões aproximadamente do PROAGRO (Programa de Incentivo Agrícola criado pelo Governo Federam no ano de 1973).


Referência: veja.abril.com.br - Rede de  Escândalos.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Qual caminho seguir?

Um fato corrente no momento é a carência de profissionais no setor industrial. Essa condição vêm de muitos anos, um exemplo dessa falta de mão de obra foi a criação do SENAI na década de 40. Houve então uma parábola um tanto acentuada na oferta de mão de obra qualificada. No início sendo escassa, em outro intervalo de tempo sendo razoável e hoje em dia quase chegando a escassez novamente.
Observando tal fato, o mercado se mobilizou para qualificar pessoas para atuar na indústria, sem contar as tradicionais escolas técnicas que já fazem esse serviço desde o inicio. Junto com a queda da oferta de mão de obra veio consigo a qualidade. E eu falo isso com conhecimento de causa, já estive em algumas instituições onde o docente mal sabia o que estava fazendo, imagine só o que estava ensinando então. 
É evidente que com a evolução tecnológica as indústrias se modernizaram e surgiram novas necessidades, assim exigindo diferentes tipos de profissionais. 
Ultimamente tenho recebido muitos e-mails pedindo orientação no tocante: Qual caminho seguir?
Essa foi uma pergunta que eu não precisei me fazer, pois nos anos 80's não havia muitas ofertas e a medida que oportunidades foram surgindo e o tempo foi passando, mais gosto pelo setor industrial eu fui tomando. Hoje estou mais focado na eletroeletrônica e manutenção industrial, mas já passei por vários setores, desde estoque até planejamento de produção, passando principalmente pelo setor de manutenção industrial. Porém não estou aqui para falar sobre mim.
Uma dica que sempre dou é: faça o que você se sente mais confortável e, principalmente, goste. O que merece ser feito, merece ser bem feito.
Outro fator bem decisivo é análise de mercado, pesquise os mais diferentes tipos de setores. Uma coisa que eu posso dizer com toda certeza é que no mercado existem grandes empresas que atuam com setores específicos, e a cada dia que passo mais eu descubro isso. Sintetizando: Procure o que goste, estude bastante, pesquise as empresas e trabalhe com empenho.

sábado, 8 de agosto de 2015

“Ser Pai, é ser super-herói sem capa. Pai é quem muda o mundo para ver você feliz!”







Quem disse que a vida de pessoas e aliens com super poderes é só glamour, porrada e segredo sobre suas identidades secretas? Super-heróis também são gente como a gente!
Quando eles chegam em casa deixam de ser super-heróis e passam a ser super pais! É isso que a série de imagens Justice Families apresenta, as famílias dos heróis da Liga da Justiça. Nas ilustrações bacanas criadas por Andry Rajoelina podemos ver Super-Homem, Batman, Flash, Lanterna Verde, Arqueiro Verde e Aquaman acompanhados de seus mini-heróis.
O ilustrador Andry Rajoelina criou uma série de imagens geniais que coloca os super-heróis que compõe a Liga da Justiça, da DC Comics, realizando tarefas corriqueiras de quem é pai e mãe: levando seus filhos à escola.
“Ser Pai, é ser super-herói sem capa. Pai é quem muda o mundo para ver você feliz!”

domingo, 22 de março de 2015

Moedas do Brasil - Real (R$) - Segunda edição - Primeira família de notas

Instituído como padrão monetário junto com o Plano Real, O Real está em vigor desde 1º de julho de 1994. Após sucessivas trocas monetárias (réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo, novamente cruzeiro e cruzeiro real), o Brasil adotou o real que, aliado à drástica queda das taxas de inflação, constituiu uma moeda estável para o país. Foi implantado no mandato do presidente Itamar Franco, sob o comando do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, depois eleito presidente da República. Quando o Real foi lançado, em 1 de julho, o ministro da Fazenda já era Rubens Ricupero.
O nome escolhido, "real", coincide com o nome da primeira moeda do Brasil (plural: réis), moeda essa utilizada pelo império de Portugal em todas as suas colônias. Diferentemente das moedas que haviam circulado anteriormente, o real não traz na sua nota personalidades da história nacional, mas sim animais da fauna brasileira. Em todas as notas, estampado no anverso temos a Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Em 2001 foi lançada a cédula de 2 reais e, em 2002, a de 20 reais. Além disso, em 2000 tivemos o lançamento da cédula comemorativa aos 500 anos do descobrimento do Brasil, confeccionada em polímero. Todas essas formam a chamada Primeira Família do Real.
As dimensões da nota do real são 140 x 55 mm. A cores das notas variavam do verde, azul, violeta, carmim, amarelo e laranja, marrom e cinza.
R$ 1,00
Anverso: Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso: Gravura de um Beija-Flor (Amazilia lactea). O Beija-Flor é típico do continente americano e ocorrem mais de cem espécies no Brasil.
Período de Circulação: 01.07.94 (em circulação)
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan.
Estampa: A. Série Normal:A0001 a A2409. Série de Reposição:A0211 e A1930.

R$ 2,00
Anverso: Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso: Gravura de uma tartaruga marinha (Eretmochelis imbricata ou tartaruga-de-pente). Homenagem a uma espécie que estava em extinção e que, graças ao trabalho desenvolvido pelo Projeto Tamar, agora é preservada no litoral brasileiro.
Período de Circulação: 13.12.2001 (em circulação).
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Pedro Sampaio Malan. Presidente do Banco Central: Arminio Fraga Neto.
Estampa: A. Série Normal: A0001 a A2798. Série de reposição: não houve.

R$ 5,00
Anverso: Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso: Figura de uma Garça (Casmerodius albus), ave pernalta (família dos ardeídeos), espécie muito representativa da fauna encontrada no território brasileiro.
Período de Circulação: 01.07.94 (em circulação)
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan
Estampa: B. Série Normal: A0001 a A1000. Série de Reposição: *0001 e *0004. Observação: Impressor: Giesecke & Devrient GmbH (Alemanha).

R$ 10,00
Anverso: Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso: Gravura de uma Arara (Ara chloreptera), ave de grande porte da família dos psitacídeos, típica da fauna do Brasil e de outros países latino-americanos
Período de Circulação: 01.07.94 (em circulação)
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan
Estampa: B. Série Normal: A0001 a A1200. Série de Reposição: *0001 e *0002. Observação: Impressor: Thomas de La Rue & Company Limited (Inglaterra).

R$ 10,00 - Cédula Comemorativa dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Anverso: Efígie de Pedro Álvares Cabral, o navegador português que descobriu o Brasil em 22/04/1500 e o mapa "Terra Brasilis", uma das primeiras representações da nova terra.
Reverso: Versão estilizada do mapa do Brasil, formada por quadros. Alguns deles contêm fisionomias típicas do povo brasileiro (índio, branco, negro e mestiço), retratando a pluralidade étnica e cultural do Brasil contemporâneo.
Período de Circulação: 24.04.2000 (em circulação)
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Ministro da Fazenda: Pedro Sampaio Malan. Presidente do Banco Central: Armínio Fraga Neto (2ª chancela)
Estampa: D. Série Normal:A0001 a A2536. Série de Reposição:A0211
Observação: É uma cédula feita em polímero, material plástico ultra-resistente.

R$ 20,00

Anverso: Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso: Figura de um Mico-leão-dourado (Leonthopitecus rosalia), primata de pêlo alaranjado e cauda longa nativo da Mata Atlântica, que é o símbolo da luta pela preservação das espécies brasileiras ameaçadas de extinção.
Período de Circulação: 27.06.2002 (em circulação)
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Ministro da Fazenda: Pedro Sampaio Malan. Presidente do Banco Central: Armínio Fraga Neto
Estampa: A. Série Normal: A0001 a A2125

R$ 50,00
Anverso: Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso: Figura de uma Onça Pintada (Panthera onca), conhecido e belo felídeo de grande porte, ameaçado de extinção, mas ainda encontrado principalmente na Amazônia e no Pantanal Matogrossense.
Período de Circulação: 01.07.94 (em circulação)
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan.
Estampa: B. Série Normal: A0001 a A0400. Série de Reposição: Não houve emissão. Observação: Impressor: François-Charles Oberthur Fiduciaire (França).

R$ 100,00
Anverso: Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso: Gravura de uma Garoupa (Epinephelus marginatus), peixe marinho da família dos serranídeos, e um dos mais conhecidos dentre os encontrados nas costas brasileiras.
Período de Circulação: 01.07.94 (em circulação)
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan.
Estampa: A. Série Normal: A0001 a A1198. Série de Reposição: A0211.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.


Moedas do Brasil - Cruzeiro Real (CR$)

O cruzeiro real (CR$) foi o padrão monetário no Brasil entre 1 de agosto de 1993 a 30 de junho de 1994. Padrão Monetário: Cruzeiro Real. Lançamento: 01.08.1993
Base Legal: Medida Provisória nº 336, de 28.07.1993, convertida na Lei nº 8.697, de 27.08.1993. Resolução nº 2.010, de 28.07.1993, do Conselho Monetário Nacional.
As altas taxas de inflação que marcaram o ano de 1993 levaram o governo Itamar Franco a editar a medida provisória que criou o cruzeiro real, equivalente a mil cruzeiros.
Depois disso, foram lançadas em circulação entre 1993 e 1994 as seguintes cédulas, já com o nome do novo padrão.

1.000 cruzeiros reais
Frente: Retrato de Anísio Spínola Teixeira (1900-1971), tendo à esquerda vista parcial da Escola Parque, integrante do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, projeto do arquiteto e engenheiro Diógenes Rebouças, sob orientação do próprio Anísio.
Trás: Cena alegórica referente à proposta de ensino levada a efeito pela Escola Parque, cujo fundamento e método defendem a educação como processo constante de reorganização e reconstrução de experiências.
Período de Circulação: 01.10.93 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso.
Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan.
Estampa: A. Série Normal: A0001 a A2515

5.000 cruzeiros reais
Frente: Efígie de "gaúcho", ladeada por painel que retrata, em visão simultânea, a fachada e o interior das ruínas da Igreja de São Miguel das Missões (RS), construída pelos jesuítas na primeira metade do século XVII.
Trás: Painel apresentando cena do "gaúcho" manejando o laço, na captura do gado. Sob as legendas da margem inferior, reproduções de acessórios típicos que o gaúcho usa em sua lida diária: boleadeira, relho, guampa e esporas.

10.000 cruzeiros reais
Frente: Efígie da Renderia, com os dizeres: "DEUS SEJA LOUVADO" e "RENDEIRA". 
Trás: Figura de três gerações de mulheres trabalhando na confecção de rendas, com a descrição "RENDEIRAS DE BILRO". Aparecem os utensílios e instrumentos de trabalho, destacando o par de sandálias, recipiente com linha/ tesoura/ agulha, almofadas cilíndricas e os bilros.
Período de Circulação:30.03.94 a 15.09.94.
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso.
Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan.
Estampa: A. Série Normal: P0001.

50.000 cruzeiros reais
Frente: Efígie de "baiana", com torço e colares, tendo à esquerda painel onde figuram alguns de seus mais importantes balagandãs, os quais possuem diversos significados: romã e cacho de uvas (fecundidade); figa de madeira e dentes de animais (proteção); caju (abundância); peixe, cordeiro e pombas do Espírito Santo (elementos resultantes do sincretismo com o catolicismo).
Trás: Cena de baiana, trajada com o requinte dos dias de grande festa, com o clássico tabuleiro, preparando o acarajé. Ao fundo vê-se perspectiva da Igreja do Bonfim, em Salvador, cenário de uma das mais famosas festas do sincretismo religiosos brasileiro: a Lavagem do Bonfim.
Período de Circulação: 30.03.94 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso.
Presidente do Banco Central: Pedro Sampaio Malan.
Estampa: A. Série Normal: A0001 a A1200.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.



domingo, 15 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Terceira edição

Através da Medida Provisória 168, de 15 de março de 1990 e Resolução 1.689, do Conselho Monetário Nacional, de 18 de março de 1990 o Cruzeiro volta como unidade monetária nacional, mantendo, contudo, a equivalência com o padrão anterior - cruzado novo. NCz$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos cruzados novos) são equivalentes a Cr$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos cruzeiros).
Houve o lançamento de uma nota especial diferente das demais da série, esta cédula emergencial no valor de 5.000 cruzeiros (Estampa B), cujo anverso mostrava a efígie simbólica da República e o reverso as Armas da República..
Valor: Cr$ 5.000,00
Anverso: Efígie da República, tendo, a esquerda, rosácea em guilhochê (desenhos contínuos e simétricos em que a ponta de trabalho retorna ao ponto inicial).
Reverso: Representação das Armas Nacionais, ladeada por composição de rosáceas em guilhochê.
Período de Circulação: 09.04.90 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministra da Fazenda: Zélia Maria Cardoso de Mello. Presidente do Banco Central: Ibrahim Eris. Estampa: B. Série Normal: A0001 / A1520. Série de Reposição: *0001 / 0002.

O padrão anterior do cruzado novo com a série de notas onde a escolha das figuras homenageadas foram os artistas e cientistas: o músico Heitor Villa-Lobos, os poetas Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade e os cientistas Carlos Chagas e Augusto Ruschi foi mantido.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil
Valor: Cr$ 50,00
Anverso: Efígie de Carlos Drumond de Andrade (1902-1987), aparecendo, ao fundo, o casario e as montanhas de Itabira (MG).
Reverso: Uma gravura representa o poeta em sua mesa, no ofício de escrever. À direita da gravura, estão reproduzidos os versos do poema "Canção Amiga".
Período de Circulação: 15.04.90 a 30.09.92
Chancelas (1): Ministro da Fazenda: Mailson Ferreira da Nóbrega. Presidente do Banco Central: Wadico Waldir Bucchi. Estampa: A. Série Normal: A3359 / A5338. Série de Reposição:*0002 / 0005. Observação: Com Legenda Adaptada.

Valor: Cr$ 100,00
Anverso: Retrato de Cecília Meireles (1901-1964), tendo a esquerda, a reprodução de desenho de sua autoria, ao qual se sobrepõem alguns versos manuscritos extraídos de seus "Cânticos".
Reverso: A gravura, a esquerda, representa o universo da criança, suas fantasias e o momento da aprendizagem. O painel é completado, a direita, com a reprodução de desenhos feitos pela escritora, representativos de seus estudos sobre folclore, músicas e danças populares.
Período de Circulação: 03.12.90 a 30.09.92
Chancelas (1): Ministra da Fazenda: Zélia Maria Cardoso de Mello. Presidente do Banco Central: Ibrahim Eris. Estampa: A. Série Normal: A0001 / A1045. Série de Reposição: *0001. Observação: Com legenda adaptada.

Valor: Cr$ 200,00
Anverso: Efígie simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura. À esquerda, gravura simbolizando a reunião de ideais republicanos, onde aparecem as personagens históricas de Silva Jardim, Benjamim Constant, Marechal Deodoro da Fonseca e Quintino Bocaiúva.
Reverso: Detalhe do quadro "Pátria", do pintor Pedro Bruno (1888-1949), onde aparece a bandeira do Brasil sendo bordada no seio de uma família.
Período de Circulação: 03.12.90 a 15.09.94
Chancelas (1) :Ministra da Fazenda: Zélia Maria Cardoso de Mello. Presidente do Banco Central: Ibrahim Eris. Estampa: A. Série Normal: A0001 / A1646. Série de Reposição: *0001. Observação: Com legenda adaptada.

Valor: Cr$ 500,00
Anverso: Efígie do cientista Augusto Ruschi (1915-1986), ladeada por alegorias de flora e fauna, destacando-se uma representação da "Cattleya labiata warneri", orquídea que, com dezenas de variedades, é a mais típica do Espírito Santo e a maior flor do gênero no Brasil.
Reverso: Ruschi examinando orquídeas, aparecendo em destaque a figura de um beija-flor.
Período de Circulação: 03.12.90 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministra da Fazenda: Zélia Maria Cardoso de Mello. Presidente do Banco Central: Ibrahim Eris. Estampa: A. Série Normal: A0001 / A0210. Série de Reposição: Não houve emissão. Observação: Com legenda adaptada.

Na novas notas de 1 mil, 5 mil, 10 mil e 50 mil cruzeiros foram homenageados Marechal Rondon, o compositor Carlos Gomes, o cientista Vital Brazil e Professor Câmara Cascudo.

Valor: Cr$ 1.000,00
Anverso: Efígie de Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958), tendo, a esquerda, gravura em que aparece uma estação telegráfica pioneira, além da representação de uma floresta e de mapa com contornos do Brasil e da América do Sul.
Reverso: Casal de índios carajás, ladeado pela representação de alimentos e de uma habitação nhambiquara.
Período de Circulação: 31.05.90 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministra da Fazenda: Zélia Maria Cardoso de Mello. Presidente do Banco Central: Ibrahim Eris. Estampa: A. Série Normal: A0001 / A6796. Série de Reposição: *0001 / 0003.

Valor: Cr$ 5.000,00

Anverso: Efígie de Antônio Carlos Gomes (1836-1896),tendo, a esquerda, três figuras que fazem parte do monumento existente junto ao Teatro Municipal de São Paulo, as quais representam "O Guarani", "Salvador Rosa" e "O Escravo", três de suas mais importantes óperas.
Reverso: À direita, parte do monumento já referido no anverso e, a esquerda, um piano que pertenceu ao homenageado.
Período de Circulação: 11.06.90 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Marcílio Marques Moreira. Presidente do Banco Central: Francisco Roberto André Gros. Estampa: A. Série Normal: A4490 / A5501.

Em 1991, por conta da alta inflação, foram lançadas as cédulas nos valores de 10.000 e de 50.000 cruzeiros, sendo que no ano seguinte por ocasião da Eco 92, foi lançada a nota de 100.000 cruzeiros.

Valor: Cr$ 10.000,00
Anverso: Efígie do cientista Vital Brazil (1865-1950), tendo a esquerda, gravura que representa cena clássica de extração do veneno, tarefa básica para a produção de soros.
Reverso: Painel calcográfico mostrando um antigo serpentário, com destaque para a cena de cobra muçurana devorando uma jararaca.
Período de Circulação: 26.04.91 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Marcílio Marques Moreira. Presidente do Banco Central: Francisco Roberto André Gros. Estampa: A. Série Normal: A3137 / A6937. Série de Reposição: Não houve emissão.

Valor: Cr$ 50.000,00

Anverso: Efígie de Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), tendo a esquerda, cena de jangadeiros.
Reverso: Cena do "Bumba-meu-boi", bailado popular do folclore brasileiro.
Período de Circulação: 09.12.91 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Marcílio Marques Moreira. Presidente do Banco Central: Francisco Roberto André Gros. Estampa: A. Série Normal: A0001 / A6289. Série de Reposição: Não houve emissão.

Em 92 foram lançadas novas notas de 100 mil e em 1993, foi lançada a nota de 500.000 Cruzeiros, a última cédula deste padrão com homenagem ao escritor Mário de Andrade. A Casa da Moeda chegou a realizar estudos para uma nota de 1 milhão. O artista homenageado foi o escritor Mário de Andrade.

Valor: Cr$ 100.000,00

Anverso: Cena de um beija-flor (Amazilia lactea) alimentando filhotes no ninho.
Reverso: Vista das Cataratas do Iguaçu, situada na fronteira com a Argentina.
Período de Circulação: 24.07.92 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Marcílio Marques Moreira. Presidente do Banco Central: Francisco Roberto André Gros. Estampa: A. Série Normal: A0001 / A6052. Série de Reposição: Não houve emissão.

Valor: Cr$ 500.000,00

Anverso: Efígie de Mário Raul de Morais Andrade (1893-1945), tendo a esquerda, desenho inspirado em fotografia de sua autoria, intitulada "Sombra Minha". Acompanhada pelo último verso do conhecido poema "Eu sou trezentos...".
Reverso: Cena representando Mário de Andrade conversando com crianças, ladeada por prédios que simbolizam o crescimento vertiginoso da cidade de São Paulo na época do escritor.
Período de Circulação: 29.01.93 a 15.09.94
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Paulo Cesar Ximenes Alves Ferreira. Estampa: A. Série Normal: A4405 / A8291. Série de Reposição: Não houve emissão.

No ano de 1993 foram originalmente desenhadas para representar 1 milhão e 5 milhões de cruzeiros as cédulas que não chegaram a entrar em circulação, a primeira trazendo a efígie do educador Anísio Teixeira e a segunda, a figura do gaúcho (acompanhando a série dos tipos regionais). Estas acabaram não entrando em circulação como Cruzeiros  por conta da criação do Cruzeiro Real e consequente corte de 3 zeros. Quase não sofreram alterações, quando voltaram com três zeros a menos.

Valor: Cr$ 1.000.000,00
Frente: Retrato de Anísio Spínola Teixeira (1900-1971), tendo à esquerda vista parcial da Escola Parque, integrante do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, projeto do arquiteto e engenheiro Diógenes Rebouças, sob orientação do próprio Anísio.
Trás: Cena alegórica referente à proposta de ensino levada a efeito pela Escola Parque, cujo fundamento e método defendem a educação como processo constante de reorganização e reconstrução de experiências.
Período de Circulação: Não Houve circulação devido ao lançamento do do Cruzeiro real
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Paulo Cesar Ximenes Alves Ferreira. Estampa: A. Série Normal: Não houve emissão. Série de Reposição: Não houve emissão.

Valor: Cr$ 5.000.000,00
Frente: Efígie de "gaúcho", ladeada por painel que retrata, em visão simultânea, a fachada e o interior das ruínas da Igreja de São Miguel das Missões (RS), construída pelos jesuítas na primeira metade do século XVII.
Trás: Painel apresentando cena do "gaúcho" manejando o laço, na captura do gado. Sob as legendas da margem inferior, reproduções de acessórios típicos que o gaúcho usa em sua lida diária: boleadeira, relho, guampa e esporas.
Período de Circulação: Não Houve circulação devido ao lançamento do do Cruzeiro real
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso. Presidente do Banco Central: Paulo Cesar Ximenes Alves Ferreira. Estampa: A. Série Normal: Não houve emissão. Série de Reposição: Não houve emissão.

O Cruzeiro ficou vigente de 16 de março de 1990 a 31 de julho de 1993.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzado Novo (NCz$)

O cruzado novo (NCz$)1 foi a moeda brasileira de 16 de janeiro de 1989 a 16 de março de 1990. Foi consequência da reforma monetária promovida pelo Plano Verão, instituído pelo ministro Maílson da Nóbrega, em 1989. O cruzado novo correspondia a mil cruzados, ou seja houve um corte de três zeros na data de 16 de janeiro de 1989.
Inicialmente foram reaproveitadas as cédulas do padrão Cruzado, nas quais foi aposto um carimbo com os valores respectivos de cruzados novos.
Depois disso, foram emitidas cédulas próprias do padrão, com o tamanho de 140 x 65 mm, que a partir de então viria a ser o tamanho padrão das cédulas brasileiras, se seguindo até a emissão das cédulas do padrão Real.
Padrão Monetário: Cruzado Novo. Lançamento: 16.01.1989. Base Legal: Medida Provisória nº 32, de 15.01.1989, convertida na Lei nº 7.730, de 31.01.1989. Resolução nº 1.565, de 16.01.1989, do Conselho Monetário Nacional.

NCz$ 10,00
Padrão Monetário: Cruzado Novo.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.
Anverso: Retrato de Carlos Chagas (1879-1934), baseado em foto de 1931, tendo, a esquerda, gravura representando esquema clássico do ciclo evolutivo do protozoário "Trypanosoma cruzi" (o barbeiro).
Reverso: Gravura mostrando Carlos Chagas trabalhando em laboratório.
Período de Circulação: 17/3/1989 a 30/9/1992.
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Mailson Ferreira da Nóbrega. Presidente do Banco Central: Elmo de Araújo Camões.
Estampa: A. Série Normal: A1842 / A4171. Série de Reposição: *0001. Sem carimbo.


NCz$ 50,00
Padrão Monetário: Cruzado Novo.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.
Anverso: Efígie de Carlos Drumond de Andrade (1902-1987), aparecendo, ao fundo, o casario e as montanhas de Itabira (MG).
Reverso: Uma gravura representa o poeta em sua mesa, no ofício de escrever. À direita da gravura, estão reproduzidos os versos do poema "Canção Amiga".
Período de Circulação: 17/3/1989 a 30/9/1992.
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Mailson Ferreira da Nóbrega. Presidente do Banco Central: Elmo de Araújo Camões.
Estampa: A. Série Normal: A0001 / A3340. Série de Reposição: *0001 / 0002.

NCz$ 100,00
Padrão Monetário: Cruzado Novo.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.
Anverso: Retrato de Cecília Meireles (1901-1964), tendo à esquerda, a reprodução de desenho de sua autoria, ao qual se sobrepõ em alguns versos manuscritos extraídos de seus "Cânticos".
Reverso: A gravura, à esquerda, representa o universo da criança, suas fantasias e o momento da aprendizagem. O painel é completado, à direita, com a reprodução de desenhos feitos pela escritora, representativos de seus estudos e pesquisas sobre folclore, músicas e danças populares.
Período de Circulação: 19/5/1989 a 30/9/1992
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Mailson Ferreira da Nóbrega. Presidente do Banco Central: Elmo de Araújo Camões.
Estampa: A. Série Normal: A0001 / A6772. Série de Reposição: *0001 / 0002

NCz$ 200,00
Padrão Monetário: Cruzado Novo.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.
Anverso: Efígie simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura. À esquerda, gravura simbolizando a reunião de ideais republicanos, onde aparecem as personagens históricas de Silva Jardim, Benjamim Constant, Marechal Deodoro da Fonseca e Quintino Bocaiúva.
Reverso: Detalhe do quadro "Pátria", do pintor Pedro Bruno (1888-1949), onde aparece a bandeira do Brasil sendo bordada no seio de uma família.
Período de Circulação: 8/11/1989 a 15/9/1994.
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Mailson Ferreira da Nóbrega. Presidente do Banco Central: Wadico Waldir Bucchi.
Estampa: A. Série Normal: A0001 / A1964. Série de Reposição: *0001 / 0002.

NCz$ 500,00
Padrão Monetário: Cruzado Novo.
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil.
Anverso: Efígie do cientista Augusto Ruschi (1915-1986), ladeada por alegorias de flora e fauna, destacando-se uma representação da "Cattleya labiata warneri", orquídea que, com dezenas de variedades, é a mais típica do Espírito Santo e a maior flor do gênero no Brasil.
Reverso: Ruschi examinando orquídeas, aparecendo em destaque a figura de um beija-flor.
Período de Circulação: 8/2/1990 a 15/9/1994.
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Mailson Ferreira da Nóbrega. Presidente do Banco Central: Wadico Waldir Bucchi.
Estampa: A. Série Normal: A0001 / A3700. Série de Reposição: *0001 / 0002.

O Cruzado Novo foi mais um dos padrões monetários da década de 1980 criado na tentativa de conter a hiperinflação. Ele trouxe mais um corte de três zeros e mais carimbos, mas a espiral inflacionária fez com que essa moeda durasse apenas um ano.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.