sábado, 8 de março de 2025

A lenda da criação do mundo - Mitologia Judaica

Esta teoria nos lembra da ancestral polêmica gerada pela discussão entre Ciência, Filosofia e Religião, sobre as origens do Universo e da própria Humanidade. Ela procura dar sua versão sobre esta questão, do ponto de vista religioso. Assim, ela sustenta que todos os seres vivos existentes foram criados por um ou mais entes inteligentes. Esta é a hipótese de maior recepção em todo o planeta, elaborada em oposição à teoria evolucionista, fruto de pesquisas científicas.

O Cristianismo tem sua própria teoria explicativa, narrada na Bíblia, seu livro sagrado. Segundo esta religião, o homem foi criado por Deus, logo após a gênese dos céus e da terra. Aqui também a Humanidade foi modelada no barro, mas nesta versão ela ganha a vida através do sopro divino, exalado em suas narinas. De acordo com as crenças abordadas, variam as argumentações, mas muitas delas apresentam várias semelhanças. 
O Gênesis, primeiro livro do Antigo Testamento, por exemplo, narra a origem do mundo e do Homem com metáforas e símbolos muito parecidos com os das narrativas mesopotâmicas.
Segundo a Bíblia, a criação do mundo foi um ato de Deus. Com Suas palavras, Deus formou cada elemento do universo e deu vida a toda criatura. No início da criação, a terra não tinha forma, apenas havia trevas e água caótica e o Espírito de Deus se movia sobre ela. Então, em uma semana, Deus formou o mundo que conhecemos.
Gênesis 1 conta o que Deus criou em cada um dos seis dias da criação:
No primeiro dia da criação do mundo, Deus disse “haja luz” e a luz surgiu. A luz e a escuridão ficaram separadas e Deus chamou a parte do tempo com luz de dia e a parte do tempo na escuridão de noite. Foi assim que surgiu o primeiro dia.
No segundo dia, Deus criou o céu (a atmosfera) por cima da terra. O céu serviu para separar a água em estado líquido, sobre a superfície da terra, da água em estado gasoso (Gênesis 1:6-8). Surgiu assim o ciclo da água.
No terceiro dia, Deus criou a terra seca. As águas cobriam toda a superfície da terra, por isso Deus ordenou que recuassem, deixando exposta uma parte da superfície. Deus chamou a parte seca de terra e as águas de mares (Gênesis 1:9-10). Foi assim que surgiram os continentes e as ilhas.
No mesmo dia, Deus cobriu a terra com vegetação. Todo tipo de planta brotou da terra, de todas as espécies, cada planta com capacidade para reproduzir.
No quarto dia, Deus criou os corpos celestes, para marcar a passagem do tempo – dias, meses, anos... Ele encheu o céu (o espaço) com estrelas e criou uma estrela que, da terra, parecia maior – o sol – para iluminar o dia. Deus também criou a lua, um pouco menor, para iluminar um pouco a noite.
No quinto dia, Deus criou os animais aquáticos. Ele ordenou e as águas se encheram de peixes e outros animais aquáticos, grandes e pequenos. Deus também criou as aves, que colocou para viver na terra e voar no céu. Deus abençoou as aves e os animais aquáticos e ordenou que se reproduzissem, enchendo o mundo (Gênesis 1:22).
No sexto dia, Deus criou os animais terrestres. Todo tipo de animal que vive na terra e não voa foi criado nesse dia, cada um com capacidade para reproduzir.
Depois, Deus falou consigo mesmo e decidiu formar uma criatura especial, à Sua imagem e semelhança, para dominar sobre todos os animais que tinha criado. Surgiram assim o homem e a mulher (Gênesis 1:26-27).
Deus abençoou o homem e a mulher e ordenou que se reproduzissem, enchendo e dominando a terra. Todos os animais terrestres, aquáticos e voadores ficaram debaixo de seu comando. Deus também deu as plantas como alimento à humanidade e a todos os animais. Foi assim que Deus concluiu a criação do mundo.
No sétimo dia, Deus descansou. Ele estava satisfeito, porque tudo que tinha criado era bom. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque era o dia de descanso.
Quer seja literal, quer seja uma metáfora, a história da criação nos mostra que o mundo foi criado por Deus. Não foi obra do acaso. A criação do mundo também nos mostra nosso valor como criaturas feitas à imagem de Deus e nosso papel de dominadores e protetores da terra. Deus tem prazer na Sua criação e quer nos abençoar com descanso.

segunda-feira, 3 de março de 2025

A lenda da criação do mundo - Mitologia Grega

Caos é o nome do deus responsável pela criação do mundo. Esta divindade vivia sozinha, em um completo vazio, uma escuridão disforme, o nada. Caos criou a noite Nix (a noite) e Érebo (as trevas), eles vivem assim por um tempo onde só existia escuridão e silêncio, mas surgiu Gaia (a terra), ela era lindíssima, cheia de vida e alegria. Mas o Caos também continha o pavoroso Ébero, um reino sombrio e escuro que se encontrada nas profundidades da Terra.
Nix engravida de Érebo e da origem a Éter (o ar) e a Hemera (o dia). Gaia gera de si mesma Urano (o céu). Urano reinava sobre todos os outros deuses, e tendo coberto a Terra com seu infinito manto azul, a desposou, e desta união nasceram os titãs.
Um deles era Oceano, que se espalhou sobre a Terra gerando rios e lagos. Dois dos filhos e Urano, os titãs Hipérion e sua esposa Téia foram os pais de três lindos deuses: Hélio (o sol), Aurora e a Lua. Outro filho de Urano era Cronos, o tempo.
Urano também concebeu os Ciclopes, gigantes de um olho só, que possuíam poderes sobre o fogo, as tempestades e trovões. Viviam no alto de uma montanha, um vulcão, onde mantinham sua chama acesa e forjavam armas.  Entre os filhos de Urano estavam também os poderosos gigantes de cem mãos. Estes últimos, em determinado momento, desrespeitaram o pai Urano, que por sua vez, enfurecido os exilou para as profundezas do Tártaro junto com outros titãs.
Cronos, que sonhava em silêncio em se tornar o senhor de todas as coisas, e se baseando nos erros de seu pai, se revoltou contra este. Se armou de uma foice, e foi atrás de Urano. Ao encontrá-lo adormecido, deu um golpe em Urano que o feriu gravemente. Uranos não poderia então ter mais filhos e Cronos tomou o poder. Urano porém o amaldiçoou dizendo “que um dia seus filhos façam a você o que acaba de fazer com seu próprio pai". Cronos libertou das profundezas alguns de seus irmãos, mas lá deixou os gigantes de cem mãos por não confiar neles. O ato de crueldade de Cronos, fez com que muitos deuses ficassem contra ele, e foi em seu reinado que surgiu o mal no mundo.
Cronos se casou com Réia e teve filhos, mas como ele tinha medo de que a profecia se realizasse, começou a devorar seus filhos, mas Réia escondeu o mais novo Zeus. Zeus depois de mais velho liberta os hecatônquiros e os cíclopes com a ajuda de Gaia, ele sobe o Olimpo e derrota seu pai, depois de muito tempo Zeus da origem a seu filho Hefesto, Hefesto constrói o primeiro mortal que ele deu o nome de Pandora.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

A lenda da criação do mundo - Mitologia Nórdica

A mitologia nórdica é originada nos países chamados escandinavos que abrangem a Suécia, a Dinamarca, a Noruega e a Islândia. As narrativas da Mitologia nórdica estão contidas em duas coleções chamadas as Edas, sendo a mais antiga, uma poesia datada de 1056 e a mais moderna, uma prosa, de 1640.
A narrativa das Edas conta que, no princípio, não havia nem céu nem terra, apenas uma enorme abismo sem fundo e um mundo de vapor, no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte surgiram doze rios que, após longa viagem, congelaram-se e com o acúmulo das camadas de gelo umas sobre as outras, o abismo se encheu.
Ao sul desse mundo de vapor, havia um mundo de luz, que soprando vapores quentes, derreteu o gelo que havia se formado. Esses vapores, ao elevarem-se no ar, formaram nuvens e destas surgiu Ymir, o gelo gigante e sua geração. Surgiu, também, a vaca Audumbla, que alimentou o gigante com seu leite e alimentava-se da água e sal contidos no gelo. Certo dia, quando a vaca lambia o gelo, surgiu o cabelo de um homem; no segundo dia, a cabeça e no terceiro, todo o corpo, com grande beleza, força e agilidade.
O novo ser era um deus e dele e de sua esposa surgiram Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir. Com o corpo do gigante morto, fizeram a terra, com o sangue, os mares, com os ossos ergueram as montanhas, dos cabelos fizeram as árvores, com o crânio fizeram o céu e o cérebro tornou-se as nuvens carregadas de neve e granizo. A moradia dos homens foi formada pela testa de Ymir e ficou conhecida como Midgard ou terra média.
Odin criou os períodos do dia e da noite e as estações, colocando o Sol e a Lua no céu e definindo seus cursos. Tão logo o Sol lançou seus raios sobre a Terra, fez-lhe nascerem os vegetais. Logo após a criação do mundo, os deuses passearam junto ao mar, satisfeitos pela obra realizada, mas que ainda faltavam os seres humanos. Assim, pegaram um freixo (grande árvore) e criaram o homem, chamando-o de Aske e de um amieiro (árvore ornamental) fizeram a mulher e lhe chamaram de Embla. Odin deu-lhes a vida e a alma, Vili, a razão e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da palavra. A Midgard foi dada a eles e assim, se tornaram os progenitores da raça humana.
Asgard é a morada dos deuses e, para se chegar lá, é necessário atravessar a ponte Bifrost (arco-íris). O lugar consiste de palácios de ouro e prata, moradia dos deuses, mas o mais belo de todos é o Valhala, moradia de Odin, de onde ele avista todo o céu e toda a Terra. Sobre seus ombros ficam os corvos Hugin e Munin que voam sobre a Terra durante todo o dia e, à noite contam a ele tudo que viram e ouviram. Odin foi o criador dos caracteres rúnicos, com os quais as Norns gravam os destinos.
Odin, frequentemente chamado de Alfadur (todo pai) era tido, muitas vezes, pelos escandinavos, como filho de uma divindade superior a ele, não criada e eterna.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

A lenda da criação do mundo - Mitologia Chinesa

Diz a lenda chinesa sobre a criação do mundo que, no início, não havia nada além do vazio chamado Dao. E do Dao criou-se um ovo negro, que foi chocado por dezoito mil anos. Dentro deste ovo, Yin, Yang e Panku coexistiram em um estado de unicidade por todo este tempo.
Com muita determinação, Panku rompeu a casca do ovo e foi criado o Universo. Yin, mais pesado, foi para baixo e formou a Terra. Yang, mais leve, subiu e formou o Céu. Panku, assustado com sua criação, rapidamente afastou as pernas e ergueu os braços, segurando Céu e Terra e impedindo que eles voltassem a se unir. Depois de dezoito mil anos, Panku descansou.
Sua respiração tornou-se o vento; sua voz, o trovão. Seu olho esquerdo se transformou no Sol e o direito na Lua. Seu corpo deu origem às montanhas e seu sangue formou os rios. Seus músculos deram origem à Terra. Sua barba formou os arbustos e mudas de plantas, e seus pêlos formaram as florestas. Sua pele virou o chão, seus ossos os minerais e sua medula, todas as pedras preciosas. Seu suor caiu como chuva. E todas as pequenas criaturas que viviam em seu corpo, como pulgas, piolhos e pequenas bactérias, foram carregadas pelo vento e deram origem a todos os dez mil seres, que se espalharam pelo mundo.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

A lenda da criação do mundo - Mitologia Egípcia

Conta-se que no inicio nada existia, a não ser um imenso vazio conhecido por Nun, o grande oceano primitivo que um dia será chamada de "Nilo", ao redor deste oceano reinavam o silêncio, as trevas o caos sem fim. Porém de forma misteriosa o oceano começa a se movimentar, despertando de seu sono profundo. Acontece que Nun é assolado por negras tempestades, que fazem suas águas se agitarem de  forma intensa, e de dentro do oceano começa a surgir um pedaço de terra, uma ilha conhecida como monte da criação.
Surge então uma flor de lótus no meio desta ilha, e de dentro da flor surge o deus solar Rá, que ao abrir os olhos inundou o mundo com sua luz radiante, contemplando o imenso vazio que ainda deveria ser totalmente criado. De seus olhos escorre uma lágrima que penetrou no na terra e de onde surgirá mais tarde a humanidade. Depois disto Rá fecharou os olhos e começou a criar os deuses para lhe fazerem companhia. Surgem então Tefnut, deusa da água, Shu, deus do ar, que vão habitar o firmamento, e da união destes surgem Geb, deus da terra e Nut deusa do firmamento.
Quando Geb e Nut nasceram, Shu percebeu que os irmãos estavam unidos e, num ímpeto de fúria, elevou nos braços a sua filha Nut e a suspendeu bem alto, separando-a de Geb, pisando sobre ele. E foi nesse instante que Nut virou o céu, Geb se transformou na terra e o nosso planeta foi criado.
Ainda hoje, durante o dia eles são separados pelo próprio pai - Shu, o poderoso deus do ar. Mas como eles se amam incondicionalmente, todas as noites eles se encontram escondidos de Shu, exatamente quando o sol se apaga ao entardecer. É a deusa Nut que o engole o astro rei para descer vestida de estrelas com o seu corpo nu, para se encontrar com o Geb, criando a escuridão da noite para que o encontro seja secreto. Então, eles se unem a partir de cada crepúsculo.
Em seguida vão surgiu os deuses da primeira geração que serão aqueles que vão habitar a sagrada terra do Egito. são eles as deusas Isis e Néftis, os deuses Osiris e Seth. Sendo Osíris o primogênito, e aquele que veio ao mundo para cumprir o ciclo de vida e morte. Foi também ele o grande deus que ensinarou aos homens, as artes da agricultura e do culto, pois os homens ainda estavam envoltos em sua forma mais bárbara e primitiva de vida, espalhando assim a civilização pelo mundo. Ele também é o primeiro deus a possuir forma humana e reinar sobre as criaturas. Ao seu lado está Isis, sua irmã e esposa, juntos vão reinar as terras entorno do Rio Nilo e aos poucos farão com que o povo prospere. 
Ísis e Osíris tiveram um filho chamado Hórus. Hórus passou a comandar o mundo e abriu o precedente para os faraós que o sucederam.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Criacionismo - A origem da vida e a evolução do homem

A origem do homem e do mundo são duas questões que ocuparam a mente do homem nas mais diversas culturas e tempos históricos. Afinal de contas, a nossa existência e a das coisas que nos rodeiam se deram de que maneira? 
A criação de Adão.
Cena representa episódio do Livro do Gênesis,
onde Deus origina o homem.
(Foto: Michelangelo/Reprodução)
De fato, essa é uma questão complexa e, por isso, ganhou uma gama de respostas que não poderiam ser simplesmente comportadas em um único texto. Entretanto, podemos dar especial destaque sobre os princípios e implicações da chamada teoria criacionista. 
Conceitualmente, o criacionismo é uma forma de explicação sobre a origem do mundo onde se busca atribuir a constituição das coisas à ação de um sujeito criador. Sem dúvida, essa teoria ganhou espaço em diferentes culturas espalhadas pelo mundo e apareceu muito antes que o discurso científico viesse a tratar dessa mesma questão. Nos mais diferentes contextos culturais, temos a elaboração de um mito criacionista capaz de nos revelar interessantes concepções sobre a civilização que o produziu.
Criacionismo na mitologia egípicia
Entre os egípcios havia a crença de que antes do mundo surgir existiam somente as trevas e a chamada “água primordial” (o que faz clara referência ao Rio Nilo). A partir dessa água primordial teria surgido o deus Atum, que deu origem a descendentes responsáveis pela criação dos ares, das terras e do céu. 
Criacionismo na mitologia grega
Na mitologia grega, o mundo seria fruto dos filhos gerados a partir de Caos. Entre todos os descendentes, foi da união de Urano (céu) e Gaia (terra) que o mundo teria surgido.
A a origem do homem ao feito dos titãs Epimeteu e Prometeu. Epimeteu teria criado os homens sem vida, imperfeitos e feitos a partir de um molde de barro. Por compaixão, seu irmão Prometeu resolveu roubar o fogo do deus Vulcano para dar vida à raça humana. 
Criacionismo na mitologia chinesa
Já a mitologia chinesa atribui a criação da raça humana à solidão da deusa Nu Wa, que, ao perceber sua sombra sob as ondas de um rio, resolveu criar seres à sua semelhança.
Criacionismo no cristianismo
O cristianismo adota a Bíblia como fonte explicativa sobre a criação do homem. Segundo a narrativa bíblica, o homem foi concebido depois que Deus criou céus e terra. Também feito a partir do barro, o homem teria ganhado vida quando Deus assoprou o fôlego da vida em suas narinas. Outras religiões contemporâneas e antigas formulam outras explicações, e algumas chegam a ter pontos de explicação bastante semelhantes.
Criacionismo no Judaismo
Uma das mais conhecidas narrativas criacionistas do mundo Ocidental foi instituída pelas religiões judaico-cristãs. O chamado criacionismo bíblico relata que Deus teria feito a terra em sete dias. No primeiro dia teria construído o universo e a Terra. No segundo e no terceiro, estabeleceu os céus, as terras e mares do mundo. Nos dois dias seguintes apareceram os primeiros seres vivos e a separação do dia e da noite. No sexto e último dia, surgiram os demais animais e o homem.

Com o surgimento da teoria evolutiva, muitos passam a criticar sistematicamente as teorias criacionistas e passaram a considerá-las uma espécie de pensamento falso. Em contrapartida, muitos criacionistas passaram a advogar em defesa do Neocriacionismo, teoria onde a vida teria sido atribuída por um ser superior que abriu portas para que todo o processo evolutivo acontecesse. 
A partir dessas disputas, vemos ciência e religião se colocarem em campos de forte oposição. Entretanto, podemos colocar as duas terias em grau de importância equivalente ao admitirmos que ciência e religião possuem grande importância no interior de muitas culturas. Dessa maneira, antes de detrair alguma destas teorias, seria interessante encará-las como formas de interpretação distintas do mundo, sem necessariamente colocar em disputa o alcance de uma verdade absoluta. Pautadas em princípios distintos, criação e evolução podem coexistir no campo de debates desse assunto milenar.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Proposta de um calendário de 13 meses de 28 dias cada mês

Inicialmente, lembrarei que o filosófo positivista francês Auguste Comte (1798-1857) lançou uma proposta de reforma do calendário com 13 meses de 28 dias cada mês.
O Calendário Positivista de Comte, elaborado em 1849, além de 13 meses com 28 dias, propõe a alteração do nome dos meses, sugerindo os de importantes personagens da religião, literatura, ciências, filosofia e política: Moisés, Homero, Aristóteles, Arquimedes, César, São Paulo, Carlos Magno, Dante, Gutenberg, Shakespeare, Descartes e Frederico II.
Um calendário de 13 meses com 28 dias cada mês é extremamente fácil de assimilar, memorizar e utilizar. Cria ritmo também para os meses – atualmente, os meses podem ter 28 dias em fevereiro nos anos comuns, 29 dias em fevereiro nos anos bissextos, 30 dias em abril, junho, setembro e novembro e 31 dias em janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro.
Um detalhe essencial sobre o Calendário Positivista é que se trata de um calendário fixo. Quer dizer que o 365° dia do ano, que seria correspondente ao dia 29 do 13° mês, não cairia nem em um domingo, nem na segunda, terça, quarta, quinta, sexta-feira e nem no sábado. Seria uma data fora da contagem dos 7 dias da semana (Dia A).
Nos anos bissextos, a data que corresponderia a 29  do 2° mês também seria um dia fora da contagem dos 7 dias da semana (Dia B).
Os mayas já sabiam,  o ano tem 13 luas sim. Você mesmo pode fazer a simulação no site solarsystemscope. Nele você escolhe a língua portuguesa, seleciona a visão heliocêntrica e simula fixando um ponto. Depois você conta quantas vezes a lua dá uma volta em torno da terra até o ponto que você fixou e verá que isso ocorre 13 vezes no ano. Portanto, nosso ano tem 13 meses de 28 dias exatos.

sábado, 13 de janeiro de 2024

Á caminho de Santa Rita do Sapucaí

Um dia estava andando pelas ruas de Congonhal-MG com vários dúvidas na cabeça, vivia de pequena renda, já tinha quinze anos e queria ganhar o mundo. Quando passei em frente da rodoviária e decidi entrar, sem pensar, comprei uma passagem para Santa Rita do Sapucaí,também em Minas, meu companheiro Renato, tinha uma loja de móveis lá, dizia que havia uma grande obra, muitos caminhões, estavam construindo uma escola, queria ser caminhoneiro. Em poucas horas, após ter feito baldeação de ônibus e caminhado, estava em outra cidade. 
Desejava desbravar o mundo, a oportunidade surgiu nesta viagem conheci alguns estudantes que se preparavam para o vestibular de ETE "Francisco Moreira da Costa", mochileiros de outras cidades, alguns estrangeiros e decidi que queria ser como eles. Aos 16 anos, fui morar em Santa Rita do Sapucaí-MG onde aprendei a me virar sozinho, tive medo, angústia, mas encontrei coragem para enfrentar o desconhecido.
Havia muita amizade, muitas vidas, muitos destinos diferentes. Histórias que se cruzam num mesmo sonho: o de mudar o mundo. Neste período dirigi a minha vida, as vezes em busca de aventura, como um piloto de corrida que não tinha habilitação, muitas vezes "pisava fundo", ignorando a sinalização, nem quebra-mola nem sinal vermelho me parava não, diversas vezes derrapei, saí da pista, subi na calçada, fui multado quando quis "cortar caminho" pela contramão, mas graças a Deus eu saí inteiro, tomei juízo (não tinha dinheiro para vodca) e hoje não me arrisco mais, tô andando numa estrada nova, nesta viagem estou seguro.
Percorri este caminho muitas vezes, 13696 Km, mas valeu a pena. Sempre fui de carona, perdi a conta de quantas caronas peguei. Bicicleta, moto, táxi, moto-táxi, carro, ônibus e caminhão. Quando pegava carona em carros chegava mais rápidos, dava para almoçar na casa da mamãe. Mesmo assim, gostava de ir com os gigantes da estrada, ia devagar podia observar o caminho, as curvas da estrada, a paisagem, conhecia pessoas que levavam a vida com simplicidade e valorizavam cada segundo. A carona foi se repetindo na minha vida, mais por necessidade do que por aventura, foi assim muita vezes neste caminho entre Santa Rita do Sapucaí e Congonhal. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Eu não sou eu nem sou o outro

Tinha uns seis anos morava em Congonhal, um lugarejo lá em Minas Gerais. Parecia mais um indio do que um moleque. Andava descalço, usava só um calção largo, jogava pedras nos carros que passavam pela rodovia e gostava de tomar banho em rio pelado que corria nas redondezas da cidade.
Um dia, ao voltar para casa, notei certo alvoroço. A avó Maria contou que havia se instalado na cidade um bando de ciganos. Eu nunca havia visto ciganos, só em livros de histórias e em relatos da Rádio Clube de Pouso Alegre.
- Vocês devem tomar cuidado com os ciganos. Ciganas roubam crianças, escondem-nas debaixo da saia, fogem. Nunca mais ninguém as encontra! – falou a avó.
Meu Deus! Que coisa horrivel! Como é que podiam fazer isto? Roubar criança pequena! Com cautela, fui até o portão. Será que havia alguma criança ná rua enquanto os ciganos estavam na cidade? Foi quando avistei Rogério meu amigo de escola.
- Rogério, sabia que tem ciganos na cidade?
- Sei. Até já fiz amizade com eles quando passaram na frente de casa. Conheci uma ciganinha linda, ela se chama Elaine, usa vestido bem comprido, rodado e colorido. Também usa muitas pulseiras, colares e brincos. Seu pai tem dente de ouro, sabia...
Apesar do medo, meu rosto se iluminou como quem está prestes a ver uma assombração.
- Minha avó Maria disse que eles roubam crianças.
- Minha avó Mércia também. Disse pra tomar cuidado. Quando ver uma cigana, devo fugir.
- Rogério, a gente podia ir ali pertinho, eles estão no bairro do Cruzeiro, só espiar.
Não falamos mais nada. Com o coração aos pulos, fomos até a venda do Fifico, de onde avistamos enormes barracas. Nunca tinhamos visto barracas tão grandes. Os olhos arregalaram-se e ficamos observando. As lonas laterais estavam levantadas, conseguimos ver o movimento de mulheres e meninas, todas vestidas de uma maneira estranhamente linda. Tranças negras, saias floridas, muitos enfeites. As crianças brincavam correndo ao redor das barracas. Não se podia entender o que diziam, mas falavam alto, alguns cantavam. Ficamos ali por um bom tempo, sentido o medo e o prazer de desvendar um outro mundo, totalmente desconhecido para nós. Lembro que o Rogério comentou baixinho:
- Será que estas crianças foram roubadas?
- Não, acho que não. As crianças estão alegres, estão brincando e parecem felizes.

O tempo passou sem que percebessemos, até que começou a escurecer, corremos de volta para casa. Cheguei toda esbaforido, minha avó Maria indagou, por onde havia andado? Sem saber explicar por que, sentiu uma vontade de contar o que realmente gostaria que tivesse acontecido:
- Vó, a senhora nem sabe! Eu e o Rogério estávamos brincando e uma ciganinha veio falar conosco. Ela nos convidou para ir até a barraca dela. Ela foi muito boazinha, até serviu um bolo de fubá. A barraca é muito linda, tem muitos tapetes coloridos, a gente senta no chão. A ciganinha, ela chama Elaine,  nos mostrou os vestidos dela, são de um pano bem fininho e lisinho. Uns tem brilho, outros são transparentes. Muitas pulseiras, colares e brincos, todos de ouro. Ela guarda tudo em um baú enorme com dobradiças de ferro. A mãe da ciganinha convidou agente para ir lá amanhã.
Foi aí que tudo aconteçeu. Eu era gordinho, cabelo preto liso, bochechas coradas, dedo gordo, as pernas tinham dobras. Fui criado até os cinco anos no sitio Nossa Senhora Aparecida á um nove quilômetros de congonhal, comia legumes frescos, carne de porco, arroz e feijão feito em banha de porco. Se ficava doente, com verme, era atendido no postinho pela Rita ou pelo Dr. Sebastião, tinha saúde.

Já os ciganos não tinham endereço fixo, documentos, conta em banco, carteira assinada nem história. A vida deles passava despercebida, como se não existisse. A única certeza é que nunca faltava a eles preconceito e ignorância, medo e fascínio, injustiças e alegrias ao longo de sua interminável jornada. A história dos ciganos é toda baseada em suposições pois lhe faltam documentos. Os ciganos são um povo sem escrita. Eles nunca deixaram nenhum registro que pudesse explicar suas origens e seus costumes. Suas tradições são transmitidas oralmente. A dificuldade em se fixar, o conceito quase inexistente de propriedade e a forma com que lidam com a morte – eliminando todos os pertences do falecido – dificultam ainda mais o conhecimento exato de sua história. Este grupo que ali estava, onde conheci Elaine, veio de algum lugar entre a Bolívia e a Argentina, mas ela foi registrada no Brasil. Sua familia nômade, atravessou diversos países da América do Sul, e naquela época ainda não havia ido à escola, embora já tivesse cerca de dez anos de idade.

Ela tinha um irmão, tinha também cerca de seis anos, era baixinho, franzino, cabeçudo, cabelo escorrido, barrigudo, com certeza não sobreviveria á um inverno mais rigoroso.

E não é que os ciganos me trocaram, levaram o Sinésio gordinho e corado e deixaram no lugar o Cigano magrinho e barrigudinho. Meu pai até que foi atrás dos ciganos mais nada encontrou. Ficou comigo mesmo. Portanto eu não sou eu nem sou o outro. Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio. Pilar da ponte de tédio que vai de mim para o outro.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Minha carreira artística foi breve, muito breve.

Na primeira apresentação pública, se encerou minha promissora carreira como baterista. Após anos de ensaios, lesões nas mãos, denúncia do vizinho que disse ao delegado que eu surrava o instrumento da maneira que podia. Disse outra vez que tinha a impressão de que eu estava fazendo uma reforma no prédio; derrubando paredes e rompendo o silêncio; quebrando tudo; encheu de policia na rua; uma maravilha!!!



Foram diversas idas a delegacia por infração da lei de proteção contra a poluição sonora, mas naquele dia eu perspicaz baterista mineiro, iria finalmente realizar a Estréia ou Première, (do Frances), era minha primeira exibição, havia sido promovido de Staff para Baterista substituto.


A apresentação musical da banda ABANDONI com o novo baterista Sinésio prometia ser a primeira de muitas, havia planos. Na barraca do Diretório Acadêmico do INATEL na quermesse da paróquia de Santa Rita do Sapucaí já havia passado SKANK, JOTA QUEST, ALMA AZUL, e tantas outras banda não tão famosas, mas agora era a vez da ABANDONI.
Não foi exatamente um grande evento cultural com acontecimentos extravagantes, não havia atraindo um grande número de personalidades da vida social, não estava presente colunáveis, também não atraiu a atenção das mídias (Jornal, Revista, TV), mas ainda assim era uma estréia e quando chegou o momento algo deu errado.


Tropecei e cai aparatosamente atrás do palco, fora da Barraca, mas recompus-se e apareci pela entrada junto ao público, subi novamente ao palco e finalizei a interpretação de Moby Dick do Led Zeppelin na apresentação com a banda “Abandoni” na qual havia sido promovido de Staff para Baterista substituto.
"Agradeci as palmas", amparado pelo guitarrista Marcelo, que correu em meu auxílio após a queda. Encerrou aí minha carreira como baterista, não participei dos próximos shows, não gravei álbum, fui destituído.
"Moby Dick" é uma música instrumental com solo de bateria da banda inglesa de rock Led Zeppelin. A banda era composta pelo guitarrista Jimmy Page, o baterista John Bonham e o baixista John Paul Jones.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Já sobrevivi a vários fins do mundo

Vou dizer uma só coisa: Já sobrevivi a vários fins do mundo e vou sobreviver ao próximo!

A primeira vez que sobrevivi ao fim do mundo foi quando eu tinha 6 ou 7 anos de idade, no ano de 1979 ou de 1980, não sei ao certo. Teve um eclipse total do sol, o que foi o suficiente pras pessoas acharem que o mundo estava acabando. Eu lembro de algunas imagens porque daquela época é difícil lembrar de deta...lhes, mas acho que me lembro porque foi uma coisa marcante. Me lembro de muitas pessoas saírem na rua, histéricas, e minha tia ajoelhada rezando sem parar. Era dia e estava escuro como se fosse meia noite. Eu lembro que eu fiquei chamando a minha mãe pra dormir porque pensei que já era noite. Enfim, o eclipse passou, o mundo não acabou e minha vida continuou!



A segunda vez foi em 1986, este fim do mundo coincidia com a passagem do Cometa Halley. Eu estava de prontidão para o fim do mundo de 1986. Na Tv era assunto diário, especialistas, ufólogos! Comprei a lancheirinha do cometa, comprei revistinhas do Mauricio de Souza, comprei o iogurte do cometa da Batavo,  comprei a bolacha do cometa com formato de cometa, estrela, lua! Nesta época, ouvi conselhos de uma legião de astrônomos profissionais e amadores sobre como se comportar após a passagem do cometa Halley. Acreditava que o fim do mundo seria um dos mais esplêndidos espetáculos celestes, a verdade seria revelada e iria desvendar todos os seus segredos.

A terceira vez foi em 1999, quando houve o alinhamento dos planetas e foi anunciado que seria o fim do mundo. Lembro direitinho porque eu fiquei acordado só na expectativa do fim dos tempos, na sala assistindo “Jornal da Globo” esperando Noticias do fim do mundo, nada aonteceu, no entanto a Globo passou no "Corujão" o filme Hair e a música fazia todo sentido para o momento. Era realmente o fim. Sei lá, acho que o sensacionalismo contribuiu muito com isso. Vi notícias de jornal que eram absurdas, como a de um fazendeiro que matou todo o rebanho, estocou comida e se trancou com a família dentro de casa e atirava em quem se aproximasse da casa dele, pois estavam aguardando o fim do mundo. Vi notícias de pessoas com medo do fim do mundo e que não queriam esperar a catástrofe chegar. Sem falar nas escolas fechando e gente fazendo sexo porque não queria morrer virgem. Enfim, a noite passou, o filme acabou e outro começou, o dia clareou, o mundo não acabou e minha vida continuou!

Agora em 12 de dezembro de 2012 estava esperando o fim do mundo, desta vez acompanhando as noticias pelo Facebook, este fim do mundo seria muito pior que o fins do mundo previstos anteriormente. No entanto este fim do mundo já deveria ter começado em paises com fuso horario mais adiantado e o que aconteceu até agora?

- Nada, nadica de nada!

Como Adriana Calcanhoto, acreditei nessa conversa mole, pensei que o mundo ia se acabar, fui tratando de me despedir, sem demora fui tratando de aproveitar, beijei a bôca de quem não devia, peguei na mão de quem não conhecia, dancei um samba em traje de maiô e o tal do mundo não se acabou...

E agora como fica meus direitos pois como bom cidadão estourei o limite do meu cartão de credito, fiz diversas dividas, comprei TV de LED 3D, coloquei pneus no carro, comprei um Ifhone 5, etc...
E agora se o mundo não acabar até á meia noite vou entrar 2013 devendo até as cuecas. O povo deveria entrar com um processo contra os MAIAS por propaganda enganosa e fraudulenta. Bom já que o mundo não acabou só me resta sei la vou redefinir meus projetos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

7 passos para resolver o cubo mágico - CUBO DE RUBIK

Fig 0A - Patente norte americana (USA)
de Ernö Rubik's do Cubo de Rubik
em Janeiro de 1975
O Cubo Mágico ( Cubo de Rubik ) é um quebra-cabeça mecânico tridimensional inventado pelo húngaro Ernö Rubik em 1974. O quebra-cabeça consiste em 26 peças ou cubinhos distintos, dispostos em uma estrutura 3x3x3 e unidos por um mecanismo central, que seria o 27º cubinho, o qual permite rotacionar cada face do cubo, ou seja, um conjunto de nove cubinhos, para ambos os sentidos.
Um Cubo Mágico 3x3x3, que possui 8 cubinhos de canto e 12 cubinhos de aresta, tem 8! = 40.320 arranjos para os cantos e 12!/2 = 239.500.800 arranjos para as arestas, pois um quarto de volta de uma face faz uma permutação ímpar dos cantos e uma permutação ímpar das arestas, o que conjuntamente é par. Os cantos podem ainda ser rotacionados, onde sete deles independentemente e o oitavo dependendo dos sete precedentes, dando 3^7 = 2187 possibilidades. Também onze arestas podem ser rotacionadas independentemente, com a rotação da décima segunda dependendo das precedentes, dando 2^11 = 2048 possibilidades. O total de permutações possíveis no Cubo Mágico é de: 8! x 3^7 x 12!/2 x 2^11 = 43.252.003.274.489.856.000 combinações.
Notação do cubo mágico
Cada face do cubo é marcada com a letra inicial do seu nome em inglês. Uma letra sozinha significa uma rotação no sentido horário da face, enquanto uma rotação anti-horária é marcada com uma linha (ex. F').
  • U – Up, cima;
  • B – Back, traseira;
  • R – Right, direita;
  • L – Left, esquerda;
  • D – Down, baixo;
  • F – Front, frontal.
Cada face do cubo possui uma cor, tradicionalmente branco, amarelo, vermelho, laranja, verde e azul, e desta forma, cada cubinho possui uma, duas ou três cores, dependendo da sua localização. No cubo oficial as cores são arranjadas com o branco oposto ao amarelo, o vermelho oposto ao laranja e o verde oposto ao azul.
Movimentos do cubo mágico
Fig. 0B - Notação e movimentos
O sentido do movimento é horário ou anti-horário. Em um movimento anti-horário de uma face, a letra correspondente segue de um apóstrofo, exemplo U'. Se não tiver o apóstrofo o sentido é horário. O movimento descrito por uma letra é sempre de 90 graus de giro, ou seja, um quarto de volta. A seguir uma imagem que ilustra todos os movimentos das faces.
  • R' - Um quarto de volta no sentido anti-horário da face Direita (-90°);
  • U - Um quarto de volta no sentido horário da face de cima (90°);
  • F' - Giro anti-horário da face da frente (-90°).
  • R2 - Meia rotação da face da direita (180°).

Passo a passo para resolver o cubo mágico

        Passo 01 - Resolva as arestas brancas
Figura 01 - Montar a cruz branca.
Fig. 01 - Montar a cruz branca

Começamos resolvendo as peças de aresta brancas. É claro que podemos começar por qualquer outra cor, mas neste guia utilizaremos o branco como referência.
Nós já sabemos que as peças de centro são fixas e definem a cor de cada face. Por isso, devemos resolver as arestas brancas prestando atenção às laterais.
Resolver as arestas brancas é intuitivo e relativamente fácil porque há poucas peças resolvidas para você prestar atenção. Na maioria das vezes, você precisa apenas colocar as peças aonde elas devem estar.
Fig. 01.1 a 01.3 - Algoritmos para montar a cruz branca.

Aqui estão alguns exemplos que requerem alguns movimentos extras.
  • 1.1 - Aplique este pequeno algoritmo quando a peça está na posição correta (aresta FU), mas está mal orientada: U' / R' / U / F' .
  • 1.2 - Faça isso quando você não pode simplesmente girar a aresta da frente para o seu lugar porque ela está mal orientada: F' / U' / R / U .
  • 1.3 - O algoritmo para resolver a aresta branca quando ela está mal orientada na camada do meio: U' / R / U.
    Passo 02 - Resolva os cantos brancos
Fig. 02.1, 02.2 e 02.3 - Algoritmo para montar a face branca.

Agora que as arestas brancas estão resolvidas, devemos resolver os cantos brancos para completar a primeira camada. Nosso cubo deverá ficar assim quando completarmos este passo.
Esta é mais uma etapa fácil, onde você não precisará memorizar nenhum algoritmo, apenas seguir seus instintos.
  • 2.1 - Se você encontrar dificuldades ao resolver os cantos brancos, aqui está um pequeno truque que você sempre poderá aplicar. Você só deve memorizar um curto algoritmo, repetindo-o até que a peça esteja resolvida: R' / D' / R / D .
Traga o canto abaixo do lugar aonde ele deve ir (canto da frente-direita-cima) e repita o algoritmo acima até que o canto branco vá para seu lugar com a orientação correta. Este algoritmo leva a peça entre os lugares marcados, sempre mudando a orientação. O truque com R' / D' / R / D sempre funciona, mas leva a vários passos desnecessários. Aqui estão algoritmos mais curtos:
  • 2.2 - Aplique este pequeno algoritmo quando a peça está na posição oposta (aresta FD), mas já orientada: F / D / F' .
  • 2.3 - Aplique este pequeno algoritmo quando a peça está na posição oposta (aresta FD), mas está mal orientada: R' / D2 / R / D / R' / D' / R .
   Passo 03 - Resolva a segunda camada
Fig. 03.1 e 03.2 - Algoritmos para montar a segunda camada. 

Agora que terminamos a camada branca, vamos virar o cubo de cabeça para baixo porque não precisamos mais olhar o lado resolvido.
A solução foi fácil e intuitiva até este ponto, mas este é o lugar onde a maioria das pessoas fica presa e acaba desistindo.
Precisamos aprender dois algoritmos, que são simétricos entre si. O algoritmo à direita leva a peça de aresta da posição Frente-Cima (FU) para a Frente-Direita (FR), enquanto o algoritmo à esquerda leva a peça à Frente-Esquerda (FL).
  • 3.1 - Frente-Cima (FU) para a Frente-Direita (FR): U' / L' /  U /  L / U / F / U' / F'.
  • 3.2 - Frente-Cima (FU) para a Frente-Esquerda (FL): U / R / U' / R' / U' / F' / U / F.
Fig. 03.3 - Algoritmos combinados para montar a segunda camada.

Quando não houver peças de aresta para inserir na segunda camada, você deverá executar duas vezes o algoritmo para que uma peça apareça.
  • 3.3 - Aparecer a peça: U / R / U' / R' / U' / F' / U / F - U2U / R / U' / R' / U' / F' / U / F.
    Passo 04 - Resolva a cruz amarela (em cima)
Fig. 04.1 - Algoritmos combinados para montar a cruz amarela.
No quarto passo, queremos formar uma cruz amarela no topo do cubo. Não se preocupe se as cores laterais não corresponderem aos centros dos lados porque enviaremos as peças às suas posições finais no próximo passo.

Neste passo, quando todas as outras peças de aresta estão resolvidas, exceto as amarelas, você pode encontrar estes padrões no topo do seu cubo. Use o algoritmo a seguir para transformar um padrão para o próximo até atingir a cruz: F / R /  U /  R' / U' / F'.
  • Ponto – Devemos aplicar a fórmula três vezes quando todas as arestas de cima estão mal orientadas e apenas a peça de centro é amarela na face de cima. Tenha certeza de reorientar seu cubo nas suas mãos após o primeiro estágio, pois o "L" aparecerá de cabeça para baixo.
  • "L" – Você está há dois algoritmos do seu alvo. Certifique-se de que as arestas de trás e da esquerda são as amarelas, como ilustrado. 
  • Linha – Execute o algoritmo uma vez e pronto.
  • Cruz – A cruz está completa, você pode partir para o próximo nível!
Obs: Existe um atalho que passa do "L" direto para a cruz em um passo, reduzindo o tempo de solução: F / U / R /  U' /  R' / F'. 

    Passo 05 - Troque de posição as aresta da última camada
Fig. 05.1 - Algoritmo para trocar de
posição peças da cruz amarela.
Nós temos a cruz no topo, mas os lados das arestas amarelas não correspondem às cores laterais ainda. Devemos colocá-las nas suas posições finais.
Para isso, usaremos um algoritmo que troca as arestas frente-cima (FU) e esquerda-cima (LU): R / U / R' / U / R / U2 / R' / U.
Em alguns casos, duas arestas opostas devem ser trocadas de lugar, o que deve ser feito em duas etapas.
Execute o algoritmo uma vez, então rotacione o cubo para certificar-se de que as peças corretas serão trocadas na segunda vez.
Note que não importa que tipo de rotação das faces você faça, os centros sempre ficam na mesma posição. Essas peças vão determinar a cor de cada face.
Além dos centros fixos, o cubo é composto por 8 peças de canto com três adesivos cada e 12 peças de aresta com dois adesivos.
Existem tantas configurações possíveis no cubo (mais de 43 quintilhões!) que seria impossível resolver girando as faces aleatoriamente até ficar tudo pronto.

    Passo 06 - Posicione os cantos da última camada
Fig. 06.1 - Algoritmo para trocar de
posição cantos da face amarela.

Estamos quase terminando de solucionar nosso Cubo de Rubik. Faltam apenas os cantos amarelos, que serão resolvidos em duas etapas. Primeiro, devemos posicioná-los, orientando-os no próximo passo.
Este algoritmo troca os cantos marcados com números na imagem acima, enquanto o canto frente-direita-cima (FRU), marcado com um OK, permanece no lugar: U / R / U' / L' / U / R' / U' /  L.
Quando você atingir este ponto na solução, procure por um canto que esteja no lugar certo. Se encontrar um, reoriente o cubo nas suas mãos de modo que o canto correto fique na posição marcada com OK e aplique a fórmula. Em alguns casos, você deverá aplicá-la duas vezes.
Se nenhum dos cantos amarelos estiver no lugar certo, aplique o algoritmo para reorganizá-los e procure novamente. Deverá haver um canto na posição correta, desta vez.
Um fato interessante é que neste passo o número de cantos na posição correta pode ser apenas 0, 1 ou 4.

    Passo 07 - Oriente os cantos da última camada
Fig. 07.1 - Algoritmo para girar os
cantos da face amarela.
Neste último passo, cada peça está no lugar onde deveria. Entretanto, os cantos amarelos não estão na orientação correta. Para completar nosso cubo, usaremos o mesmo algoritmo utilizado para resolver os cantos da primeira camada: R' / D' / R / D.
Comece segurando o cubo nas suas mãos com um canto amarelo mal orientado na posição destacada frente-direita-cima (FRU) (verifique a imagem). Repita o algoritmo R' D' R D até que esta peça esteja no seu lugar com o adesivo amarelo para cima.
Girando apenas a face de cima, mova outro canto mal orientado para a posição destacada U e repita o algoritmo R' D' R D até que este canto amarelo esteja resolvido.
Mova outra peça para o lugar destacado, uma por uma, e repita a fórmula até que todos os cantos amarelos estejam resolvidos.
O cubo pode parecer embaralhado entre os movimentos, mas não se preocupe. Tudo irá se acertar quando todos os cantos amarelos estiverem orientados corretamente.
É difícil não bagunçar peças resolvidas enquanto resolvendo outras. Nós devemos dividir o cubo em camadas e usar algoritmos em cada etapa para não bagunçar as camadas resolvidas.
Caso todos os cantos esteja mal orientados será necessário realizar os movimentos: 
  • R' / D' / R / D ; R' / D' / R / D  ; R' / D' / R / D e R' / D' / R / D / U; para resolver o primeiro canto;
  • R' / D' / R / D  ; R' / D' / R / D / U; para resolver o segundo canto;
  • R' / D' / R / D ; R' / D' / R / D  ; R' / D' / R / D e R' / D' / R / D / U; para resolver o terceiro canto, e finalmente:
  • R' / D' / R / D  ; R' / D' / R / D / U; para resolver o último canto;
Resumo: Aqui estão todos os algoritmos juntos para ajudá-lo em sua prática.









Notação: Front (frente), Right (direita), Up (cima), Left (esquerda), Back (traseira), Down (baixo).
Movimentos: L – Esquerda, sentido horário; F' – Frente, sentido anti-horário

1. Camada Branca - Cruz.
2. Camada Branca - Cantos.
3.1. Segunda Camada - Direita: U R U' R' U' F' U F.
3.2. Segunda Camada - Esquerda: U' L' U L U F U' F'.
4. Cruz em Cima: F R U R' U' F'.
5. Permute Arestas de cima: R U R' U R U2 R' U.
6. Posicione os cantos de cima: U R U' L' U R' U' L.
7. Oriente os cantos de cima, mova os cantos mal orientados um por um para a posição destacada, girando a camada de cima e aplique R' D' R D até que a peça esteja resolvida.

Este artigo está organizado em um arquivo que pode ser baixado em: 21_09_01 Cubo mágico de Rubik.


segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Caligrafia de letras maiúsculas e minúsculas.

A caligrafia é uma arte que, infelizmente, está se perdendo. Em muito, isso se deve ao aumento da informatização e do uso das mídias digitais. Escrevemos cada vez menos usando a caneta e a atenção voltado para uma boa escrita – em termos estéticos e ortográficos – torna-se objeto raro. 
Por mais que a tecnologia seja o futuro, e que tudo ocorrerá por meio de um ou dois cliques, a escrita ainda é meio de comunicação fundamental da humanidade. Por isso, não podemos esquecer de incluir o estudo da caligrafia na formação do aluno.
A figura 01 tem um exemplo da sequencia pra uma boa caligrafia das letras maiúscula, minúsculas e números utilizados no alfabeto português.
O alfabeto português é formado por 26 letras, cada uma com a sua forma maiúscula e minúscula, existem diferentes casos em que se utiliza cada uma destas formas. 
A letra maiúscula inicial é utilizada nos seguintes casos: Antropónimos, reais ou fictícios; Topónimos, reais ou fictícios; Nomes de seres antropomorfizados ou mitológicos; Nomes que designam instituições; Nomes de festas e festividades; Títulos de publicações que retém o itálico; Pontos cardeais ou equivalentes, Siglas, símbolos ou abreviaturas, Opcionalmente, em palavras utilizadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente, em início de versos e finalmente em categorizações de logradouros públicos, de templos ou de edifícios.
A letra minúscula inicial é utilizada nos seguintes casos: Ordinariamente, em todos os vocábulos da língua nas utilizações correntes; Nomes dos dias, meses, estações do ano; Bibliónimos; Usos de fulano, sicrano e beltrano; Pontos cardeais (mas não nas abreviaturas); Axiónimos e hagiónimos; Nomes que designem domínios do saber, cursos e disciplinas (opcionalmente com maiúscula).

Conforme o Acordo Ortográfico as disposições sobre a utilização das letras maiúsculas e das minúsculas não impede que obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas, promanadas de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas internacionalmente.

Há 03 Cadernos de caligrafia de autoria de: NANCY MARTINS DE SÁ STOIANOV e ELLEN SCHULTZ HENRIQUE WÜRZLER nos link a seguir:  Acrescer - Caligrafia 01, Acrescer - Caligrafia 02 e Acrescer - Caligrafia 03.

domingo, 7 de janeiro de 2024

Engasguei com uma bala Soft!


Tinha poucos anos, era criado com a avó e vivia em colônia, quando os carros passavam na estrada eu jogava pedra neles; usava só bermudão, era magro cabeça grande e as pernas finas mau sustentavam o peso do corpo.

Quando vinha para cidade minha mãe me dava dessas balas soft mas falava:"Fica esperto pra não engasgar, hein menino!". Eu morria de medo de chupar essa bala. Todo mundo falava: "Cuidado, você vai engolir!"
O fato é que em uma tarde do verão quente de 78 em uma pequena estrada de chão cheia de buracos que provocavam solvancos na charete aconteceu o acidente que por pouco, muito pouco, não me levou a morte. Como ainda não tinha desenvolvido totalmente a traquéia me engasguei, a bala se prendeu na garganta, bloqueu a respiração, fiquei sem ar, azul, depois roxo, não conseguia pedir socorro, foram instantes que demoraram quase uma eternidade até que meu pai percebeu e me socorreu.

O procedimento adotado para me socorrer está representado abaixo: Meu pai me bateu nas 

costas 15 vezes, dêu 3 pulinhos e gritou: Sai Satanás desse corpo que não te pertence!
A bala soft se soltou e saíu pela narina.
Anos depois vim a saber que o Bozo, "Alô criançada, o Bozo chegou!" morreu engasgado com uma bala soft.



sábado, 6 de janeiro de 2024

Foi assim que aconteceu ...

Faz tantos anos e foi num lugar tão remoto que dá para contar agora e fazer de conta que não aconteceu. Eu estava servindo no exército, era atirador de elite acertava alvos fixos á 1000 metros de distância, tinha medalhas de franco atirador. Vivia viajando pelo Brasil, treinando equipes de snipers das maiores forças especiais do exército brasileiro. Era o responsável até os anos 90 pelo mais distante tiro de sniper. Atirei em um alvo distante 2.430 metros. Em cada cidade me hospedava em casas de funcionários do exército.  Desconhecidos que recebiam em suas casas, por 2 ou 3 dias, um franco atirador que vinha do comando central e tinha pouco tempo para transmitir uma porção de informações, treinar atiradores de elite, coisas assim. À noite a gente encerrava pelas 9 horas e ia em algum lugar tomar cerveja, relaxar, jantar alguma coisa.
Numa cidade de cujo nome não quero lembrar, fiquei na casa de um cara que durante a noite trabalhava noutra coisa. Me deu a chave da casa e a do outro carro dele. Almoçávamos juntos, mas à noite ele ia no outro “bico” que fazia e eu saía sozinho. Na minha última noite lá, saí para dar um rolé, fui comer numa palhoça. Lá pelo fim da noite, houve uma confusão e uns caras brigaram, caíram por cima da minha mesa. Troquei uns sopapos e uns insultos com eles. Coisa de bêbo. Depois tudo serenou e os amigos os levaram embora. Finalizei meu uísque, paguei e saí. Tudo deserto. O carro estava distante, era um bairro cheio de matagais, poucas casas, o restaurante já apagando as luzes. Quando dei por mim, um dos caras da briga me atacou. Tinha voltado e estava me tocaiando. Rolamos agarrados, felizmente ele não estava armado, porque era maior do que eu. Ele me deu uma gravata, eu estava apavorado, puxou com muita força, senti um estalo no pescoço, desmaiei e o cara afrouxou e saiu.
Ele já havia caminhado cerca de 500  metros na rua deserta, peguei a arma recarreguei colocando as bala de festim por ultimo, dei o aviso de alerta ele me olhou e levou o primeiro tiro que acertou o homem, atingindo-o no estômago, matando-o na hora, acertei o alvo móvel na primeira tentativa.
Fiquei uma eternidade ali, num terreno baldio cheio de moitas, caído no chão e o corpo do cara esfriando, até que o larguei. O que fazer agora? Ninguém tinha visto nada. Vou chamar a polícia?  Estragar minha carreira?  E o que ia dizer a minha mãe? Que tinha matado um cara sem nem saber quem era? Esse terreno onde eu estava parecia os fundos de uma vacaria, havia uns estábulos, umas cocheiras. Tudo fechado. E havia um poço tampado. Arrastei o cara e o despejei lá embaixo, ouvi os trambolhões da queda e o baque, pelo menos uns dez metros. Pus de novo a tampa de madeira, pesada. Peguei o carro, voltei, entrei sem ninguém me ver, tomei um banho, escondi as roupas sujas no fundo da mala. No dia seguinte viajei. Passei dez anos num verdadeiro inferno, esperando a toda hora uma investigação vagarosa chegar até mim. Nunca mais botei os pés naquele Estado. Quando ouço às vezes o nome da cidade, na TV, sinto uma pontada no coração, até hoje. É fogo. Mais de vinte anos depois e de certa forma eu continuo acordado no fundo daquele poço. Faz tanto tempo e foi num lugar tão longe que dá para contar agora e fazer de conta que é um conto.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Os Cinco Estágios do Erro

Quando deparamos com a aproximação de um momento de tolice é possível vivenciar seis estágios do comportamento humano, conhecidos também como fases do erro:
Você não precisa passar por eles nessa ordem, nem mesmo passar por todos. Mas uma hora ou outra, você vai se identificar com um desses sentimentos. Confira: 
NEGAÇÃO - “Isso não pode estar acontecendo.” É a fase da mentira. Você inventa uma conspiração na sua cabeça. De que este erro pode ser reparado, que você errou quando achou que estava errado. E que em breve tudo vai estar perfeito e todos felizes novamente. Ledo engano. 
RAIVA - “Por que eu? Não é justo.” Você odeia ter feito isto. Você odeia o mundo.  Você odeia a si mesmo. Toda sua tristeza é convertida em fúria e todos os fatores racionais envolvidos no erro perdem totalmente o sentido.
BARGANHA - “Se eu tivesse feito diferente eu seria um cara melhor”. Esse estágio pode ser chamado de um contrato com Deus. Você faz promessas de como seria se tivesse outra chance novamente. Que seria um cara melhor, que faria com mais atenção, que faria melhor. Você tenta se enganar com promessas, que nunca terá a chance de cumprir. 
DEPRESSÃO - “Estou tão triste”. Nada te consola. Você é atacado por uma tristeza infinita que parece que nunca vai passar. Você se isola do mundo, perde a fome e, em alguns casos extremos, a vontade de viver. 
ACEITAÇÃO - “Tudo vai acabar bem”. Você ainda não se recuperou, mas tenta assumir o que aconteceu. Tenta se automotivar com sentimentos bons, mas ainda está sujeito a crises. Ainda mais se você  descobrir que fez mais tolices, uma atrás da outra.
SUPERAÇÃO - O erro se torna um fantasma nas atividades, dando as caras em conversas ferinas sempre que acontece alguma desavença. “Algumas pessoas se recuperam, mas isso não significa que viva bem. É preciso virar a página de vez e não olhar para trás para dar continuidade á atividade”.
“Nada na vida se perde. Quando erramos, adquirimos aprendizado, quando corrigimos um erro, adquirimos conhecimento, e, quando ajudamos alguém a corrigir um erro, demonstramos ter adquirido sabedoria.” 


quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Não usem sachês

O título desta mensagem nasceu no fundo do meu coração e eu desejo que alcançe todas as pessoas do mundo. A razão para divulgação leva em conta um terrível acidente que me aconteceu anos atrás em razão dos sachês não abrirem de maneira nenhuma. Este fato ocorreu na Lanchonete do Modesto em frente a Mercado Municipal de Santa Rita do Sapucaí - MG.
Eu estava com a Ritinha, filha do prefeito, já a quase três anos que convidava ela para sair após a missa de domingo para comer um lanche. E seguindo o ditado de que "agua mole em pedra dura, ..." naquele domingo de festa da padoeira de Santa Rita havia conseguido convencê-la.
Tudo ia bem, o frapê que pedi para acompanhar estava ótimo, o lanche chegou quentinho e sem atraso, porém por azar do destimo pedi o catchup. Notei que naquela embalagem vinha muito pouco - achei até que era uma expressão de pão-durismo do Modesto, dono do estabelecimento a anos. até então servia o catchup em bisnaga, no entanto naquele dia havia uma novidade, o Modesto serviu uns saquinhos microscópicos de catchup.
Naquele instante em que vi aqueles saquinhos espalhados na bandeja pensei: "Puxa vida, eu não estou em uma estação espacial, não estou de quarentena com racionamento de mantimentos, não estamos em guerra? Pra que servem 8 gramas de molho?". Eu aprendi a falar, andar, escrever, zerei super mário no mega-drive gastando só uma vida, cheguei ao século 21, tudo isso para usar míseras 8 gramas de molho?
Olhei para frente e vi a Ritinha - linda ali na mesa. Não ficarei aborrecido. Não havia nada no mundo que pudesse atrapalhar aquele momento.
Peguei o catchup e tentei abrir, foi em vão, não abria. Fiz um pouco mais de força e nada. A Rita notando minha dificuldade, tentou me ajudar, disse com uma voz doce, que era só puxar com os dedos no local onde estava indicado. Já constrangido, pude notar com meus olhos miopes, que estava escrito em letra míuda - Rasgue Aqui - fiz mais força. Não abriu.
Percebi que esses sachês são umas urnas sagradas. Acredito que na parte onde eles escrevem “rasgue aqui”, meu primo Morais que trabalha na fábrica de embalagens tenha colocado um tipo de plástico mais forte, de modo que, mesmo quando eu apliquei toda minha força, só consegui dobrar o plástico. Tentei usar outros dois saches de catchup, não consegui, fiquei logo aborrecido e decidi comer o sanduíche no seco mesmo. O lanche até que estava bom, mesmo sem catchup.
Após comer metade do lanche, sem catchup, notei que a Rita estava distraída, neste momento cometi uma grande tolice, tentei abrir o pacotinho com a boca. Foi pior, fiquei como um idiota, puxando o danado com os dentes, em tentativas frustradas de rasgar o pacote. Logo o pacotinho de catchup estorou e eu me sugei todo, minha camisa de domingo toda suja. Isto foi o começo de uma grande decepção amorosa. Todos me olhavam silenciosamente. Eu já vermelho, a camisa de domingo vermelha, a Ritinha com aquele micro-vestido vermelho me olhava, não entendeu o que tinha acontecido.
Pensei rápido, me despedi e dirigi ligeiramente ao alojamento, onde efetuei a troca da camisa, retornei ainda mais rápido ao Modesto. Não, a Rita não estava mais lá. Pensei: "Amanhã talvez a encontre, será? Lembrei que ainda não havia pago o lanche, tive que pagar também o sachê de catchup.
O pior, foi a ver a Rita aos amassos com o Morais ali na frente, no estacionamento do Mercado Municipal, dentro de um carro vermelho...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

7 dicas para não absorver a “energia negativa” de outras pessoas

Se eu não consigo me desligar da dor ou mesmo das oscilações de humor do outro, logo, eu também sofro com elas.
Basta que qualquer matéria sobre empatia seja postada para que dezenas de pessoas (que se identificam como empatas) comentem sobre o lado difícil do excesso de sensibilidade.
Não é novidade, também, o fato de existirem pessoas que são, voluntaria ou involuntariamente, mais reativas ao que acontece no ambiente ao seu redor. Para elas, a dor do outro dói em si, o mau humor de alguém as abala e as deixa mal humoradas, notícias pesadas as fragilizam e muito estímulo – como estar no meio de multidões e grandes grupos -, as consomem.
A questão é: se eu não consigo me desligar da dor ou mesmo das oscilações de humor do outro, logo, eu também sofro com elas e, pouco posso fazer para ajudar, uma vez que estou imerso na mesma fonte de desestabilização emocional.
E, como deixar de sentir não é uma opção das mais viáveis ou indicadas, proponho uma reflexão sobre maneiras de lidar com essa sobrecarga, inclusive quando você identifica pessoas, cujos comportamentos nocivos, realmente afetam o seu equilíbrio diário.
Abaixo, 7 dicas para lidar com pessoas tóxicas e seu impacto em nossas emoções.
1) Lembre-se que ouvir não te obriga a reagir.
Relacionar-se é um dos atos que mais caracteriza a nossa humanidade e, ao mesmo tempo, continua sendo um dos aspectos mais complexos e desafiadores de nossa existência. Viver em sociedade exige que convivamos com pessoas das mais diversas origens, opiniões e valores pessoais.  E, nesse emaranhado de vidas, certamente nos encontraremos com pessoas cuja presença e convivência não nos fará bem.
Há duas maneiras de lidar com situações como essas: a primeira é o afastamento por completo. Afastar-se, porém, na maioria das vezes, não é um ato viável porque precisamos estar em diversos lugares, precisamos de nossos empregos e não podemos (pelo menos na maioria das vezes) nos afastar por completo da família e assim por diante.
A sabedoria, nesse aspecto, consiste em diminuir a interação ao mínimo possível para uma coexistência pacífica. Por exemplo, se eu não gosto de assuntos polêmicos, por que eu deveria entrar em uma roda de conversa que fala sobre isso? A neutralidade costuma diminuir as chances de desentendimento e não alimenta conversas infrutíferas. Lembre-se que, se você está confortável na sua certeza, não há necessidade de se desgastar tentando provar ao outro que você está certo.
2) Não se sinta responsável por mudanças que apenas a outra pessoa pode buscar.
Você não pode mudar o outro sem que ele mesmo esteja disposto a mudar. Entretanto, quando você muda, você desperta uma reação em cadeia em todo o ambiente que está ao seu redor e, assim, buscando adaptar-se ao seu novo padrão, os outros mudarão também. Mesmo assim, não há garantias de que essas mudanças provocadas venham diretamente ao encontro de suas expectativas.
3) Estabeleça limites para os outros e para si.
Nesse aspecto é importante lembrar que, mesmo que a companhia de muitos seja imposta em nossas vidas, outras pessoas só estão presentes porque nós permitimos e alimentamos a sua presença. Por que razão convidamos para perto de nós pessoas com as quais não queremos estar? Ou seja, é necessário estabelecer limites para decidir quem queremos que fique próximo mas, acima de tudo, são necessários limites para nós mesmos. Precisamos aprender a utilizar o “não” quando esse “não” for a nossa opção de resposta naquele momento.
4) Faça uma manutenção das relações
Tão ou mais importante que acertar é também, respeitar o direito de errar. As relações são construídas e só evoluem mediante a crença, o investimento emocional e a superação de dificuldades. Entretanto, não é porque hoje alguém está em minha vida que essa pessoa deve continuar presente em meu futuro. Após um tempo de convivência devemos ser capazes de identificar quem fica e quem deve sair da nossa intimidade.
Lembre-se que: “Para todo senhor existe um escravo” e, se você se colocar na posição de escravo fazendo o que não quer, logo haverá um senhor a comandá-lo por caminhos que talvez não sejam sua opção e, o que é pior, causem em sua vida um verdadeiro mal.
5) Não ofereça cuidados se você não está disposto a dar. Não vá a lugares onde você não quer estar.
Executadas suas obrigações de trabalho e observados os direitos mínimos de convivência respeitosa – lembre-se que exercer a tolerância também é necessário -, você deve dizer NÃO até mesmo para as pessoas mais queridas se, em determinado momento, você não tiver forças para doar-se à relação.
Grande parte dos problemas que encontramos pelo caminho – e que acabam com nossa energia vital -, são consequências da falta de respeito próprio e de escolhas equivocadas que são retroalimentadas pela rotina, por carências ou mesmo pelo medo da mudança.
Sabe aquela pessoa que te liga e te segura no telefone por mais de uma hora? Pois é.
6) Assuma total responsabilidade por suas decisões
Não alimente algozes e nem incremente um altar para torturadores psicológicos; aqueles que tiram muito de você sem oferecer nada em troca além de destrutividade.  É necessário que identifiquemos o problema e lutemos pela mudança. E, nesses passos, os pés pertencem apenas a quem escolhe o próprio caminho: até na hora de aceitar ajuda a decisão central é pessoal.
7) Guarde seu tempo para recarregar.
Ao chegar em casa, tome seu banho, faça algo que goste. Esteja com quem ama. Procure lugares que transmitam paz. Guarde um tempo para si. Silencie.
Decisões importantes, limites e mudanças devem ser fruto de escolhas feitas com calma.
Para finalizar, apresento o conceito grego da egrégora:
Egrégora é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas. O termo pode também ser descrito como sendo um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões vibracionais.
Ou seja, se nossa energia e a vibração das pessoas em nosso entorno forem positivas, certamente as pessoas que trazem negatividade não terão forças para nos abalar. Se, entretanto, entrarmos na mesma sintonia de posturas negativas (fofocas, agressões), fortaleceremos um conjunto vibracional negativo.
Sejamos, então, responsáveis pelo que emanamos e pelo que queremos perto de nós.
Texto retirado de << https://www.contioutra.com/7-dicas-para-nao-absorver-energia-negativa-de-outras-pessoas/ >>