segunda-feira, 2 de março de 2015

Moedas do Brasil - Cruzeiro (Cr$) - Primeira edição - Primeira família de notas

O Cruzeiro (Cr$) foi a moeda do Brasil de 1942 a 1967. Sua adoção se deu em 1942, durante o Estado Novo, na primeira mudança de padrão monetário no país, com o propósito de uniformizar o dinheiro em circulação. Um cruzeiro (Cr$ 1,00) equivalia a um mil réis (1$000,00 Réis), Cr$ 1.000 cruzeiros era equivalente a 1:000$000 (um conto de réis). A nova moeda foi instituída através do Decreto-lei 4.791, de 05 de outubro de 1942.
A primeira edição do Cruzeiro ficou vigente de 5 de outubro de 1942 a 12 de fevereiro de 1967. Sua denominação se baseava na constelação do Cruzeiro do Sul, escolhido como símbolo da pátria, esta antiga moeda tinha o código BRZ.
Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros. As notas de 1, 2 e 5 cruzeiros só foram introduzidas por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão de moedas metálicas.
A primeira estampa das cédulas foi encomendada do fabricante: American Bank Note Company.
Valor: Cr$ 1,00
Anverso: Marquês de Tamandaré (Joaquim Marques Lisboa, 1807-1897). Almirante brasileiro cuja vida está estreitamente associada à história da marinha brasileira.
Reverso: Vista da Escola Naval, instalada em 1938 na ilha de Villegaignon, próxima ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro(RJ).
Período de Circulação: 14.12.44 a 13.05.67
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 1000. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 2,00

Anverso: Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva,1803-1880), militar e estadista, responsável por importantes ações militares pacificadoras em movimentos revoltosos internos.
Reverso: Vista da Escola Militar de Resende, criada em 1944 para a formação dos oficiais do exército brasileiro. Localizada na cidade de Resende (RJ), em 1951 teve o nome alterado para Academia Militar das Agulhas Negras.
Período de Circulação: 14.12.44 a 13.05.67
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 5,00

Anverso: Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos (1845-1912). Historiador, estadista e diplomata, Rio Branco exerceu importantes missões no exterior, durante o Império. No período republicano, negociou diversas questões de fronteira com nações vizinhas, consolidando de forma pacífica os limites do território brasileiro.
Reverso: "A Conquista do Amazonas", tela de Antônio Parreiras, executada entre 1906 e 1907, sob encomenda do governo do Estado do Pará.
Período de Circulação: 16.11.44 a 13.05.67.
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0500. Observação: valor recebido.

Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros.

Valor: Cr$ 10,00

Anverso: Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954), político brasileiro que exerceu por mais tempo o cargo de Presidente do país: Governo Provisório (1930-34), instalado após a Revolução de 1930, governo constitucional (1934-37), ditadura do Estado Novo (1937-45) e segundo mandato como presidente constitucional (1951-54).
Reverso: "Unidade Nacional", alegoria de autoria da American Bank Note Company.
Período de Circulação: 11.04.44 a 30.06.72
Chancelas : Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas.  Estampa: 1ª . Série Normal: 0001 a 0330. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 20,00
Anverso: Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), proclamador da República, chefe do Governo Provisório e primeiro Presidente constitucional do Brasil, no período de 25.02 a 23.11.1891, quando renunciou.
Reverso: "Proclamação da Replública", tela de Cadmo Fausto de Souza, representando a alvorada de uma nova época , na qual aparece em destaque a Constituição Republicana, ostentando a constelação do Cruzeiro do Sul.
Período de Circulação: 13.09.44* a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas.
Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0460. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 50,00
Anverso: Princesa Isabel (l846-1921). Filha do imperador Pedro II e herdeira da coroa brasileira assumiu a regência do Brasil por três vezes. Em duas dessas oportunidades assinou leis de grande repercussão na nossa história: a do Ventre Livre (28.09.1871), que libertou os filhos nascidos de escravos, e a Áurea (l3.05.1888), que aboliu definitivamente a escravidão negra no País.
Reverso: "Lei Áurea", tela de Cadmo Fausto de Souza, apresentando a tábua da lei Áurea, sustentada pela figura da liberdade, tendo à direita os grilhões partidos.
Período de Circulação: 11.07.44 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0320. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 100,00
Anverso: D. Pedro II (1825-1891), segundo imperador do Brasil. Declarada sua maioridade em 23.07.1840, foi coroado em 18.07.1841, governando o país até a proclamação da República, em 1889. Era homem culto, dedicado ao estudo das ciências e das artes.
Reverso: "Cultura Nacional", quadro de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 06.09.44 a 30.06.72
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0235. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 200,00
Anverso: D. Pedro I (1798-1834), primeiro imperador do Brasil. Nascido em Portugal, filho de D. João VI, veio para o Brasil em 1808, com a família real portuguesa. Em 1821, com o retorno de D. João VI para Portugal, foi nomeado príncipe regente do Brasil. Proclamou a independência do país em 07.09.1822, sendo aclamado imperador em 12.10.1822. Governou até abril de 1831, quando abdicou do trono, em favor de seu filho D. Pedro II.
Reverso: "O grito do Ipiranga", quadro de Pedro Américo, representando a proclamação da Independência do Brasil, ocorrida às margens do riacho Ipiranga, nos arredores de São Paulo.
Período de Circulação: 08.09.43 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0320. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 500,00
Anverso: D. João VI (1767-1826), Príncipe regente de Portugal, transferiu-se com a família real para o Brasil, fugindo da invasão francesa. Ao chegar, em janeiro de 1808, seu primeiro ato foi decretar a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. Em 16.12.1815, elevou o Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarve. Com a morte da rainha D. Maria I, foi coroado como D. João VI, em 06.02.1818, retornando a Portugal, em abril de 1821.
Reverso: "Abertura dos Portos", de autoria de Cadmo Fausto de Souza.
Período de Circulação: 25.09.44 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0160. Observação: valor recebido.

Valor: Cr$ 1.000,00
Anverso: Pedro Álvares Cabral (provavelmente entre 1467-1520), foi o comandante da expedição marítima portuguesa que descobriu o Brasil, em 22.04.1500.
Reverso: "A Primeira Missa", quadro de Vítor Meireles, representa a primeira missa celebrada no Brasil, por Frei Henrique Soares, em 26.04.1500, no ilhéu da Coroa Vermelha, situado na baía Cabrália, litoral sul do estado da Bahia.
Período de Circulação: 08.09.43 a 30.06.73
Chancelas: Ministro da Fazenda: Autografadas. Diretor da Caixa de Amortização: Autografadas. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0230.  Observação: valor recebido.

Por conta da inflação, a nota de 5.000 cruzeiros foi lançada em 1963 e a de 10.000 cruzeiros em 1966, estas duas ultimas notas eram diferentes da série que até então existia.

Valor: Cr$ 5.000,00
Anverso: Tiradentes (Joaquim José da Silva
Xavier, 1746-1792), herói nacional, mártir da conjuração mineira - movimento político pela independência da capitania de Minas Gerais, de inspiração liberal e republicana, ocorrido no início de 1789.
Reverso: "Tiradentes ante o Carrasco", quadro de Rafael Falco, pintado em 1941. Período de Circulação: 09.08.63 a 30.06.74
Chancelas: Ministro da Fazenda: Miguel Calmon Du Pin e Almeida Sobrinho. Diretor da Caixa de Amortização: Reginaldo Fernandes Nunes
Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0400. Observação: valor legal.

Valor: Cr$ 10.000,00

Anverso: Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Reverso: Avião "14-Bis", com o qual Santos Dumont realizou o primeiro vôo mecânico reconhecido oficialmente como o primeiro da história.
Período de Circulação: 01.08.66* a 30.06.75
Chancelas (1) : Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0001 a 0493.
Ministro da Fazenda: Octávio Gouvêa de Bulhões. Presidente do Banco Central: Dênio Chagas Nogueira. Estampa: 1ª. Série Normal: 0561 a 0590.

O Cruzeiro passou por uma reforma monetária no governo Castelo Branco, sendo substituído pelo Cruzeiro Novo.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas

domingo, 1 de março de 2015

Moedas do Brasil - Mil-Réis (R$) - Edição especial - Segunda guerra

O REAL era o nome da moeda que vigorou no Brasil desde o início da colonização (1500) até 1942. Nesta época existiam 56 tipos diferentes de cédulas, sendo 35 do tesouro nacional, 14 do Banco do Brasil e sete da extinta Caixa de Estabilização.
Em 1942 a Reforma Monetária pretendida pelo Presidente Washington Luiz, desde 1930, se concretizou com a criação do "CRUZEIRO", o Novo Padrão Monetário Nacional, cuja unidade valia 1$000 Réis (Um mil Réis). Todas as notas de Réis perderam totalmente o valor em 1955.
Em 1944 por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão notas e moedas, foram emitidas cédulas do tesouro nacional como "Emissão Provisória", 7 estampas do Réis receberam carimbo de Cruzeiro, uma dupla impressão azul em forma de rosácea e foram aproveitadas até 1944, passando a valer respectivamente: Cr$ 5, Cr$ 10, Cr$ 20, Cr$ 50, Cr$ 100, Cr$ 200, e Cr$ 500.
Também devido ao esforço de guerra e a necessidade de numerário de 1 Cruzeiro no Meio Circulante e a impossibilidade de suprí-la de imediato, o Governo decidiu colocar em circulação - valendo 1 Cruzeiro (Cr$1,) - as antigas cédulas de 1$000 Réis de 1923, que estavam estocadas (sem uso) no Banco do Brasil. Foram aproveitadas as cédulas à partir da Série 279. Nenhuma delas recebeu carimbo.

1$000 RÉIS
1944 - 1a. estampa (Séries 279a.-500a.)Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Manuel Ferraz de Campos Sales (*1841 +1913), IV Presidente da República do Brasil (1898-1902).
Reverso: Armas da República. Autografada. Dimensões: 123mm X 62mm.
Observação: Estas cédulas não receberam carimbo ou qualquer impressão indicativa do Novo Padrão Monetário. Sua distinção do Réis faz-se pelo número de Série. À partir da Série 279a. entraram em circulação valendo 1 Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.

5$000 RÉIS
1942 - 19a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: José Maria da Silva Paranhos "Barão do Rio Branco" (*1845 +1912), Ministro das Relações Exteriores (1902-1912).
Reverso: Alegorias da Indústria e do Comércio.
Autografada. Dimensões: 162mm X 74mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

10$000 RÉIS

1942 - 17a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Manuel Ferraz de Campos Sales (*1841 +1913), IV Presidente da República do Brasil (1898-1902).
Reverso: Av. Beira Mar / RJ.
Autografada - dimensões: 170mm X 80mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

20$000 RÉIS


1942 - 16a. estampa - ABN Co.
Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (*1827 +1892), I Presidente da República do Brasil (1889-1891).
Reverso: Minerva, deusa romana das Artes e da Sabedoria.
Autografada.
Dimensões: 180mm X 83mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

50$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - W & S Ltd.
Fabricante: Waterlow & Sons Limited.
Anverso: Joaquim Xavier da Silveira Junior (*1840 +1874), Líder abolicionista brasileiro.
Reverso: Monumento do Ipiranga / SP
Autografada.
Dimensões: 139mm X 78mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955.
Emissão Provisória.

100$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Afonso Augusto Moreira Pena (*1847 +1909), VI Presidente da República do Brasil (1906-1909).
Reverso: vista do Flamengo, Catete e Largo do Machado / RJ com vista do Pão de Açúcar. Autografada.
Dimensões: 186mm X 86mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.

200$000 RÉIS

1942 - 16a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Prudente José de Morais, Presidente da República 1894-1898, ao centro.
Reverso: Palácio Monroe (demolido em 1976), Rio de Janeiro.
Dimensões: 189 x 87 mm
Réis sem carimbo de Cruzeiro. Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.


500$000 RÉIS

1936 - 15a. estampa - ABN Co  - Fabricante: American Bank Note Company.
Anverso: Marechal Floriano Vieira Peixoto (*1839 +1895), II Presidente da República do Brasil (1891-1894).
Reverso: Armas da República.
Autografada.
Número, estampa e série juntos.
Dimensões: 193mm X 89mm.
Réis com carimbo de Cruzeiro.
Período de circulação: 1942 - 1955. Emissão Provisória.

Fonte: Museu de Valores do Banco Central. http://www.bcb.gov.br/htms/museu-espacos/cedulas.







segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Moedas do Brasil Império - Real (R$) - Primeira edição - Primeira família de notas

Os 500 réis do Império do Brasil (1878).
Quando D. Pedro I se tornou imperador do Brasil em 1822, encontrou os cofres vazios e uma enorme dívida pública. Sob o governo de D. Pedro II a situação melhorou, principalmente devido à produção cafeeira (que seria o centro da economia brasileira nos próximos 100 anos) e à construção de ferrovias e estradas.
Em 1888, com a abolição da escravatura, completava-se parte do caminho - que seria concluído pela imigração - da formação do nosso mercado de trabalho, o que disponibilizou a mão-de-obra necessária para nossa industrialização. Foram evoluções imprescindíveis para o desenvolvimento capitalista no Brasil.
Os 1000 réis do Império do Brasil (1885)
No dia-a-dia, passou-se a usar o mil-réis, múltiplo do real, como unidade monetária devido às seguidas desvalorizações. O Real  (plural: réis) foi utilizado de 1500 a 8 de outubro de 1834. e a partir de 8 outubro de 1834 a 1 de novembro de 1942 a moeda foi o múltiplo Mil-Réis e o Conto de Réis (equivalente a um milhão de réis, ou 1.000 mil-réis).
Após a independância e organização do Império do Brasil, foi criado o Tesouro Nacional para gerir as finanças do Império. Abalado pela retirada de grandes somas de recursos durante o embarque da família real portuguesa para a Europa em 1821, o 1º Banco do Brasil faliu e foi extinto em 1829. No entanto, os blihetes emitidos continuaram a circular.
A primeira emissão do Tesouro, em 1833, destinou-se ao recolhimento das moedas de cobre nas províncias. O aumento do número de falsificações dessas cédulas e dos antigos bilhetes emitidos pelo Banco do Brasil obrigou o Governo Imperial a preparar a primeira emissão regular de cédulas do padrão Mil Réis, destinada a uniformizar o meio circulante e acabar com as falsificações.
A Lei de 6 de outubro de 1835 determinou a substituição de todos os bilhetes do extinto Banco do Brasil e de todas as cédulas para o troco do cobre por cédulas do Tesouro Nacional, fabricadas na Inglaterra pela Perkins, Bacon & Petch com impressão em um único lado do papel. Foi a primeira vez que o Tesouro Nacional deteve a exclusividade da emissão de cédulas no Brasil.
O aumento do preço dos metais utilizados para a fabricação das moedas e a multiplicação da população tornaram o uso de papel-moeda cada vez mais disseminado no decorrer do século XIX. No entanto, a vastidão do território dificultava a distribuição das cédulas. A solução encontrava pelo governo foi autorizar bancos particulares a emitirem junto com o Tesouro Nacional. O segundo Banco do Brasil, criado pelo Visconde de Mauá em 1854, também é autorizado a emitir.
Em 1868 ocorre uma mudança no padrão das cédulas, que passam a ser impressas em ambos os lados do papel. Essas notas bifaciais, fabricadas pela American Bank Note Company, circularam até o fim do Império em 1889. Todas elas traziam estampado no seu anverso o Imperador D. Pedro II.
500 Réis - 1ª Estampa
Valor facial: 500 réis
Data de emissão: 21.12.1874
Órgão emissor: Tesouro Nacional
Empresa impressora: American Bank Note Company.
Estampa: 1ª Estampa
Anverso: Brasão do Império do Brasil à esquerda, D. Pedro II ao centro e mulher à direita.
Reverso: Inscrição IMPERIO DO BRASIL e valor facial.
Dimensões: 165 x 75 mm.
Chancela: Autografada. Letras de controle: A-F. Séries: 1ª-60ª.

500 Réis - 2ª Estampa

Valor facial: 500 réis
Ano de emissão: 1878.
Órgão emissor: Tesouro Nacional
Empresa impressora: American Bank Note Company
Estampa: 2ª Estampa
Anverso: D. Pedro II ao centro, ladeado por  duas figuras femininas.
Reverso: Armas do Império do Brasil, inscrição IMPERIO DO BRASIL e valor facial.
Dimensões: 165 x 75 mm
Chancela: Autografada
Letras de controle: A-F
Séries: 1ª-60ª
Observação: cédula com numeração apenas à esquerda.


Referências bibliográficas:

AMATO, Cláudio P., Irlei S. das Neves, Júlio E. Schütz. Cédulas do Brasil (1833 a 2011), 5ª edição. São Paulo, 2011. ISBN 978-85-904216-3-4. www.claudioamato.com.br.

MARTINS, Luiz Cláudio L. S. Cédulas Brasileiras do Mil-Réis ao Real. Sociedade Numismática Brasileira, Projeto Cultura SNB (Biênio 2003-2004) edição n.º 54, p. 104-114. Disponível em: http://snb.org.br/boletins/pdf/54%20-%20C%C3%A9dulas%20Brasileiras.pdf.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Dinheiro no Brasil 2ª edição. Brasília, BCB, 2004, 36 p.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Akira n° 1 - A estrada

Esta revista épica de lançamento pode ser
baixada em: Akira 01 - A estrada
Akira n° 1 - Publicado em: dezembro de 1990
Editora: Globo
Gênero: Mangá
Status: Série completa com 38 edições com 68 páginas
Formato: Americano (17 x 26 cm)
Colorido/Lombada com grampos
Preço de capa: Cr$ 350,00
Arte: Kim Oluf
Editor: Leandro Luigi Del Manto
Personagens: Shotaro Kaneda, Tetsuo Shima
Roteiro e desenho: Katsuhiro Otomo
Cores: Steve Oliff
A estrada
Em Dezembro de 1992 um novo tipo de bomba explodiu na área metropolitana do Japão. Nove horas depois começou a Terceira Guerra Mundial.
38 anos depois da guerra, o planeta está reconstruído. A trama de Akira se passa em Neo-Tokyo City, em 2030. Um grupo de motoqueiros se vê envolto com um fato estranho que os levará a um mundo cheio de intrigas e situações paranormais.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

É hora da mudança ...

Comunico a todos os visitantes deste blog que visando uma estrutura mais moderna em termos de publicação de conteúdo online, este blog está de mudança. O endereço virtual é o mesmo. Porém todo o conteúdo aqui disponível desde a criação deste blog, continuará neste mesmo endereço para consultas e manutenção dos links existentes pela a web, mas também houve alterações e do material para novas páginas do site. Contamos com a colaboração de todos, atualizando o endereçamento, apontamentos e compartilhamentos pelas diversas rede sociais. Abraços a todos.
Professor Sinésio Gomes

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança tinha Zebrinha da Loteria Esportiva no "Fantástico", Calça Adidas para Educação Física da Professora Izabel do "Zé Bernades", Negativo de foto do "Joaquim Retratista", Língua do "P", Emulsão de Scott na Farmácia do Dito, Naftalina no Armazém do "Lazo Lopes", Blusa de Cacharrel na loja da Dona Rosa, Jeep do Waldemar Leiteiro, Kombi do "Zé Rosa", Brasilia, , TL , Rural Willys, Bobs para o cabelo que a "Professora Cidinha" usava em sala de aula, Papel Carbono, Mimeógrafo, Xampu de ovo, Pó compacto Cashmere Bouquet, Leque, Cigarro de Palha, Piteira do "Zé Tito", Atirei o Pau no Gato, Marré, marré deci, Óleo Singer, Disco de 78 rotações, Cobertor Sonoleve,na loja do "Mário Silveira", Sabonetes Madeira do Oriente. Brim, Pyrex, Tarzã, Corante Anil Guarany, Bibelô, Bidê. Revista Sétimo Céu. Revista Grande Hotel. Revista "Manchete", Relógio Cuco, Bomba de Flit para pintar Bicicletas com tintas compradas na loja do "Lélé".
Também tinha Toca discos á pilha, Caminhão FNM, Flâmula dos times dos bairros. Monark, Pneu Balão, Camisa Volta ao Mundo. Sapato Vulcabrás. Neocid para piolhos. Escola de datilografia da dona "Olga". Corte meia cabeleira no salão do Dito. Envelope verde-amarelo para correspondência aérea. Alpargatas Monóculo com fotos de Aparecida do Norte, Bombril na antena. Enceradeira. Fotonovela. Decalque. Araldite. Simca Chambord. Galocha. Chaveiro com pé de coelho. Meia-sola. Máquina de moer carne. Sabonete Eucalol. Maiôs Catalina. Varig na Noite. Sabão Rinso. Dedal. Uniforme de Gala.  Glostora. Leite de Rosas. Leiteiro. Jogo de futebol de botão. Mingau de aveia Quaker. Jeca-tatu. Saci-pererê. 
Tinha Pinico, Bacia para banho, Urinol embaixo da cama, Cartão de Natal, Mercurocromo, Espiral contra mosquito, Talha, Filtro de Barro, Toca-fitas, Aquaplay, Soldadinho de chumbo. Topo Gigio. Kichute. Conga. Tênis Bamba. Ovo de madeira para cerzir meia. Dedal, Crush. Bambolê. Sabonete Lever. 
Tinha também Instituto Universal Brasileiro. Calçadeira. Slide. Três em Um. Roupa engomada. Revista do Rádio. Cadernos do MOBRAL. Clube do Bolinha. Casinha na árvore. Cadeiras na calçada. Velar o defunto em casa. Seringa de vidro para dar injeção. Suadouro contra gripe. Escaldapé. Rodelas de batata inglesa na testa contra dor-de-cabeça. Gemada com canela. Manta de lã contra cachumba e Entregador de pães.

domingo, 12 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando éramos crianças meus pais me davam Biotônico Fontoura misturado com Emulsão de Scott. Todos nós na minha casa, pelo menos uma vez tomamos e éramos em 5 irmãos. Acabava um vidro e meu pai já comprava outro, e olha só a simpatia que minha mãe fazia com agente na hora de tomar cada um segurava uma chave que era pra não vomitar. Minhas duas irmãs mais velhas achavam tão gostoso. Aquilo me causava insônia, a noite revirava na cama e às vezes de madrugada minha mãe me carregava por duas, três esquinas até que me acalmasse e a crise de insônia passar.
Éramos 5 irmãos mas só os mais velhos tomaram a tal Emulsão de Scott. A emulsão era bom para memória pois as pessoas que tomavam lembravam da mesma 03 três dias após ao arrotarem.
Também passei por maus pedaços ao tomar o Purgante de Mamona (óleo de rícino) que era oleoso e ficava flutuando no chá de erva cidreira, mas lembro que estamos todos vivos e raramente adoecemos e naquela época acredito que não tinha pediatra, e se tivesse passaria fome porque não teria clientes. 

sábado, 11 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança e colecionava figurinhas, não conhecia emoção mais completa do que abrir pacotinhos. Esperava meu tio chegar para que ele tirasse de algum bolso algumas moedas, que logo comprava chiquetes de onde retiravas as figurinhas. A boca doía de tanto mascar 5, 10, 20 chiquetes. figurinhas da Copa do Mundo, figurinhas da Fórmula 1, figurinhas de Pássaros, figurinhas de Animais, figurinhas do Fundo do Mar, figurinhas repetidas, figurinhas premiadas, figurinhas carimbadas, colecionava todas! O curioso é que nunca completei um álbum - e isso diz muito sobre quem eu sou.
Quando eu era criança e usava sandálias havaianas, mal me olhava no espelho. Meu cabelo era de cuia, minhas roupas eram aquelas que minha mãe fazia e me dava para vestir e eu não sabia o que era vaidade. Não era daltônico, mas tanto fazia se usava azul, amarelo ou vermelho. Não podia entrar em loja de roupas que começava a espirrar. Tinha alergia de lojas - menos de lojas de brinquedo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança e jogava futebol de botão, ás vezes sozinho, as regras eram claras. Eu gritava “pro gol” e arrumava o goleiro. Não importa pra que time eu torcesse - se foi gol do adversário, azar o meu. Organizava campeonatos de 12 rodadas, com turno e returno, zona de rebaixamento e tudo o que a CBF nunca vai conseguir fazer.
Quando eu era criança e repeti de ano, pensei que nunca mais voltaria para a escola. Achei que ia ajudar meu pai no trabalho dele, que moraria sempre debaixo daquele teto e me transformaria no “zé louquinho” do bairro. Como eu ia conseguir ganhar meu próprio dinheiro (principalmente para comprar figurinhas), ter minha própria casa, se eu era incapaz de tirar uma média 5 em matemática? Como?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Quando eu era criança

Quando eu era criança e acreditava em Papai Noel, também acreditava em Spectroman, Ultraman, Robô Gigantes e na Loira do Banheiro. Quando eu era criança era o último a ser escolhido na formação dos times de futebol nos campinhos, isto ainda é assim pois ninguém acompanha meu tempo de bola, meu estilo. 
Quando eu era criança e me apaixonei pela primeira vez, pela segunda e terceira também. Quando eu era criança e brincava com um baldinho na areia de casas em reforma, construía castelos, no entanto ficava triste quando a brincadeira acabava e tudo era destruído ao ver aqueles restinhos dos meus castelos de areia.
Quando eu era criança eu nem sabia que a gente chegava aos 40 anos; não sabia o que era ter uma idade que não coubesse nas minhas duas mãos espalmadas; não sabia o que era olhar pra trás, não sabia o que era nostalgia; não sabia o que era correr para não perder o horário do trabalho; aliás, quando eu era criança, eu não sabia que o meu trabalho seria tão TRABALHO.
Quando eu era criança eu imaginava muito, no entanto não imaginava que seria adulto, talvez tenha imaginado outro adulto pra mim. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Monteiro Lobato

Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor e editor brasileiro. "O Sítio do Pica-pau Amarelo" é sua obra de maior destaque na literatura infantil. Criou a "Editora Monteiro Lobato" e mais tarde a "Companhia Editora Nacional".

Foi um dos primeiros autores de literatura infantil de nosso país e de toda América Latina. Metade de suas obras é formada de literatura infantil. Destaca-se pelo caráter nacionalista e social. O universo retratado em suas obras são os vilarejos decadentes e a população do Vale do Paraíba, quando da crise do café. Situa-se entre os autores do Pré-Modernismo, período que precedeu a Semana de Arte Moderna.

Monteiro Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé.

Emília
Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Com 13 anos foi estudar em São Paulo, no Instituto de Ciências e Letras, se preparando para a faculdade de Direito.
Registrado com o nome de José Renato Monteiro Lobato, resolve mudar de nome, pois queria usar uma bengala, que era de seu pai, que havia falecido no dia 13 de junho de 1898. A bengala tinha as iniciais J.B.M.L gravadas no topo do castão, então mudou de nome, passou a se chamar José Bento, assim as suas iniciais ficavam iguais às do pai.
Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, formando-se em 1904. 
Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. 
Dona Benta
Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Parnaíba, no ano de 1907.
Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). 
Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.
No dia 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma carta sua enviada à redação, intitulada "Velha Praga", onde destaca a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e que a miséria tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura na região. 
Visconde de Sabugosa
Sua carta foi publicada e causou grande polêmica. Mais tarde, publica novo artigo "Urupês", onde aparece pela primeira vez o personagem "Jeca Tatu".
Em 1917 vende a fazenda e vai morar em Caçapava, onde funda a revista "Paraíba". Nos 12 números publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura. 
Muda-se para São Paulo, onde colabora para a "Revista do Brasil". Entusiasmado compra a revista e, transformando-se em editor. Publica em 1918, seu primeiro livro "Urupês", que esgota sucessivas tiragens. Transforma a Revista em centro de cultura e a editora numa rede de distribuição com mais de mil representantes.
No dia 20 de dezembro de 1917, publica no jornal O Estado de São Paulo, um artigo intitulado "Paranoia ou Mistificação?", onde critica a exposição de Anita Malfatti, pintora paulista recém chegada da Europa. Estava criada uma polêmica, que acabou se transformando em estopim do movimento modernista.
Tia Nastácia
Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a "Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato". Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a "Companhia Editora Nacional". 
Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças. 
Em 1921 publica "Narizinho Arrebitado", livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do "Sítio do Pica-pau Amarelo". Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.
Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero "conto". O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Parnaíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro "Urupês", que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do "Jeca Tatu", símbolo do caipira brasileiro. 
Narizinho
As histórias do "Sítio do Picapau Amarelo", e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.
O livro "Caçadas de Pedrinho", publicado em 1933, que faz parte do Programa Nacional Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, está sendo questionado pelo movimento negro, por conter "elementos racistas". O livro relata a caçada a uma onça que está rondando o sítio. "É guerra e das boas, não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia, que tem cara preta".
José Renato Monteiro Lobato morreu no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.

Há uma seleção com personagens inesquecíveis de Monteiro Lobato:
Marques de Rabicó
1 – Emília: A personagem é de um carisma absoluto. Feita de macela e pano, nasceu muda, e graças ao Doutor caramujo que lhe receitou a “pílula falante”, a menina desembestou a falar, e se transformou numa das principais companheiras de nossas crianças.

2 – Dona Benta: Avó das crianças Narizinho e Pedrinho, Dona Benta é uma das avós mais marcantes da literatura mundial, que enquanto Tia Nastácia conta para as crianças lendas regionais, Dona Benta ilumina os pequenos com sua sabedoria culta ensinando-lhes matérias como geografia, astronomia, física, além de suas histórias fascinantes, e o melhor, sem ser chata.

 3 – Visconde de Sabugosa: Um dos dons de Lobato era o de criar personagens originais, como o Visconde, um sábio boneco feito de sabugo de milho.
Pedrinho

4 – Tia Nastácia: Responsável por dar um ar de brasilidade ao Sítio do Pica-pau amarelo, a bondosa cozinheira dava o gosto ao sítio, principalmente com seus bolinhos de polvilho. Lobato revelou que a personagem foi inspirada em uma cozinheira que trabalhava em sua casa, e também babá de seus filhos.

5 – Narizinho: A menina do nariz arrebitado tem sete anos, é morena como jambo, e não pode ver uma bacia de pipoca. Interessada, até mesmo conseguiu aprender fazer alguns bolinhos de polvilho, mas sua alegria mesmo é estar na companhia de sua boneca de pano, e se divertirem pelo sítio. Com o desenrolar das histórias Narizinho torna-se uma princesa.

Cuca
6 – Marques de Rabicó: Outra característica nos personagens de Lobato era o uso de componentes de fácil visualização e reconhecimento do leitor, como o Marquês, um porco guloso, e bem gordinho.

7 – Pedrinho: Primo de Narizinho, o menino tem como grande virtude seu caráter aventureiro e corajoso, sempre se metendo em incríveis aventuras pelo sítio do pica-pau amarelo;  
8 – Cuca: A cuca na verdade é um personagem do folclore brasileiro, assim como o saci, mas que foi imortalizada na obra de Monteiro Lobato. Mesmo sendo um personagem infantil, a bruxa com corpo de jacaré e cabelos louros, já deixou muita criança desobediente em alerta máximo.

Burro Falante
9 - Burro Falante: De burro não tem nada! Por estar sempre dando bons conselhos, recebeu de Emília o nome de Conselheiro. Extremamente educado e inteligente, gosta de ficar no quintal conversando com Quindim. Vive as aventuras ao lado de Pedrinho, Emília e Narizinho.

10 - Quindim: É um rinoceronte que fugiu do circo onde trabalhava e acabou indo parar no Sítio. Muito simpático, como o próprio nome diz é um doce de criatura e foi eleito por Emília ‘tomador de conta do Sítio’, por causa de seu enorme tamanho.

11 - Saci: É uma das figuras mais populares do folclore brasileiro. Tem uma perna só, usa um gorro vermelho e pita um cachimbo de barro. Faz travessuras e vive azucrinando a vida de todos no Sítio. Ficou amigo de Pedrinho depois que ele o tirou de um redemoinho de vento.
Quindim

12 - Tio Barnabé: Humilde e boa gente, toma conta do Sítio. É um “preto velho” que sabe de todos os mistérios do mato. Cuida das galinhas e da Vaca Mocha da Emília. Está sempre fumando um cachimbo, que o Saci adora esconder.

9 – Jeca Tatu: Um dos personagens mais marcantes de Lobato, e fora dos moradores do sítio, o Jeca Tatu representou uma visão sem romantismo do caboclo brasileiro, principalmente ao afirmar que “O Jeca Tatu não é assim. Está assim.”


Obras de Monteiro Lobato
Idéias de Jeca Tatu, conto, 1918
Saci
Urupês, conto, 1918
Cidades Mortas, conto, 1920
Negrinha, conto, 1920
O Saci, literatura infantil, 1921
Fábulas de Narizinho, literatura infantil, 1921
Narizinho Arrebitado, literatura infantil, 1921
O Marquês de Rabicó, literatura infantil, 1922
O Macaco que se fez Homem, romance, 1923
Mundo da Lua, romance, 1923
Caçadas de Hans Staden, literatura infantil, 1927
Peter Pan, literatura infantil, 1930
Reinações de Narizinho, literatura infantil, 1931
Viagem ao Céu, literatura infantil, 1931
Caçadas de Pedrinho, 1933
Tio Barnabé
Emília no País da Gramática, literatura infantil, 1934
História das Invenções, literatura infantil, 1935
Memórias da Emília, literatura infantil, 1936
Histórias de Tia Nastacia, literatura infantil, 1937
Serões de Dona Benta, literatura infantil, 1937
O Pica-pau Amarelo, literatura infantil, 1939

Fábulas de Monteiro Lobato
O Cavalo e o Burro
A Coruja e a Águia
O Lobo e o Cordeiro
O Corvo e o Pavão
A Formiga Má
A Garça Velha
As Duas Cachorras
O Jaboti e a Peúva
O Macaco e o Coelho
O Rabo do Macaco
Os Dois Burrinhos
Os Dois Ladrões
A caçada da Onça

Jeca Tatu
É no livro "Urupês", que Monteiro Lobato retrata a imagem do caipira brasileiro, onde destaca a pobreza e a ignorância do caboclo, que o tornava incapaz de auxiliar na agricultura. 
O Jeca Tatu é um flagrante do homem e da paisagem do interior. O personagem se tornou um símbolo nacionalista utilizado por Rui Barbosa em sua campanha presidencial de 1918. Na quarta edição do livro, Lobato pede desculpas ao homem do interior.

domingo, 13 de julho de 2014

Personagens de Akira

Conselho Executivo
O Conselho Executivo - O conselho executivo é responsável pelo controle do Japão, com o passar dos anos e o desenvolvimento tecnológico fazem com que o Japão torne-se uma grade empresa. 
Com enorme poder econômico, militar e político, tendo passado por mais uma guerra após a Guerra do Pacífico (uma Terceira Guerra Mundial), mas com uma população deixada de lado pelo estado extremamente capitalista, militarizado e desenvolvido tecnologicamente, onde experiências com cobaias humanas buscam controlar um poder paranormal extremamente perigoso.
Resistência
A Resistência - A Resistência é um grupo de ativistas que se opõem às experiências do governo e tenta sabotá-lo. 
Age contra o Governo que teima não acreditar que Akira vai voltar ou que ele sequer existiu. Eles percebem que a ascensão de Akira será iminente.
Seus métodos são mais "mãos na massa" e eles são responsáveis ​​por atentados na cidade para fazer as pessoas e o governo tomar consciência do perigo que se aproxima. 
Apesar de estarem corretos, seus motivos são mal compreendidos, e não podem provar ao governo que estão em uma armadilha.

Os Espers - Os Espers são crianças órfãs agora adultas com superpoderes adquiridos através de experiencias do ESP, Projeto iniciado pelo Governo, já extinto.
Espers
Eles têm os corpos de crianças, mas sua real idade seria mais ou menos 49 anos para mais. Seus corpos e rostos são enrugados, mas fisicamente não crescem. Eles são conhecidos ex-Akira. Os Espers faziam parte de um projeto secreto do governo concebido para adquirir poderes psíquicos e usá-los para benefício pessoal.
No entanto, após a morte de Akira em uma explosão psíquica devastadora que destruiu Tóquio, o projeto foi encerrado. Cada criança de teste tem um número impresso em ali mãos, isto indica a ordem em que eles entraram no ensaio governamental. Devido à natureza instável dos poderes das cobaias, eles recebem medicamentos na forma de comprimidos, para ajudar a manter os seus poderes sob controle.
Os comprimidos têm efeitos secundários significativos, como retardar o crescimento físico e mental, é por isso que eles se parecem com as crianças e, ocasionalmente agem como crianças. Vivem no hospital para que possam ser monitorados e recebem medicação. A maioria dos sujeitos dos testes iniciais estão mortos, e os três são os únicos que sobreviveram.
Gangue "Capsule"
Algumas cobaias têm mais potencial do que outros, porque as experiências são para acelerar os dons naturais que diferentes pessoas estão começando a se desenvolver naturalmente.
Isso poderia ser algo pouco perceptível para as pequenas habilidades, tais como a clarividência, mas graças aos cientistas através do monitor de aura, eles podem detectar o potencial nas pessoas, e desenvolvê-lo com efeitos devastadores.
Gangue "Capsule" - A quadrilha Capsule, são uma gangue de motoqueiros que percorrem as ruas de Neo Tokyo, seus arqui-rivais e inimigo é o Gangue do palhaço. Todos vão para a mesma escola, o que parece ser uma escola profissional para jovens problemáticos que foram expulsos da escola normal. Alguns deles são órfãos, outros provavelmente vivem no alojamento estudantil.
Coringa
Kaneda é o líder da gangue de motociclistas “Capsula”, sua moto e jaqueta vermelha, com uma pílula estampada ascenderam ao hall da fama do imaginário da cultura pop.  Kaneda intercala brigas entre gangues e noitadas regadas a drogas e álcool ao lado se seu colega Tetsuo. Após um incidente, Tetsuo descobre possuir intensos poderes paranormais, que aos poucos o levam para a beira da insanidade, ferindo seriamente sua amizade com Kaneda.
A Gangue "Capsule" é formada por: Kaneda Shotaro, Shima Tetsuo, Yamagata, Kaisuke, Kuwata Mitsuru, Watanabe Eiichi, Takeyama Yuji.
Yamagata - Um dos membros da gangue de Kaneda, que serve como mão direita de Kaneda. Ele acaba sendo uma vítima do poder descontrolado de Tetsuo. No mangá, ele é executado aos 17 anos depois de briga entre as gangues Cápsulas e os Palhaços. Yamagata é um personagem que se distingue pelo seu estilo audacioso e sua determinação. Sua principal característica é a camiseta que usa que representa uma combinação da bandeira japonesa da época da gerra e do Monte Fuji.
Senhor Nezu
Kaori - A personagem da série Akira que é namorada de Tetsuo.
Gangue Clown - A Gangue do palhaço era uma gangue de motoqueiros composta por drogados. Os palhaços são os arquiinimigos da gangue de Kaneda (cápsulas). Coringa (Joker) é líder dos palhaços, eles fazem armas para usar contra gangues rivais em ataques com motocicletas.
Coringa - Coringa era o líder da Gangue do palhaço, depois de Tetsuo assume sua gangue, ele sobrevive à destruição de Neo Tokyo e auxilia Kaneda na batalha contra Tetsuo. Tem um papel pequeno no início, mas se torna mais proeminente mais tarde na história como um aliado de Kaneda e Kai. Ele se veste de palhaço com pintura facial com muitas mudanças de padrão.
Nezu - Ele é um homem corrupto, que deseja o poder e tenta assumir o controle de Akira. Senhor Nezu é um espião da Resistência que participa do Conselho Executivo, no entanto não tem aliança com nenhum dos dois lados, ele parece um rato e é um deles. Quando tudo está desmoronando, ele só pensa em si e tenta fugir com dinheiro, ações e títulos. Ryu vem para vê-lo e ajudar, mas o Sr. Nezu trai e atira nele. Ele é um covarde e acabou traindo a Resistência e o Conselho. Ele tem um problemas no coração e precisa tomar comprimidos, quando o estresse se eleva ele cai na rua e morre.
Ryu - É amigo de Kei no movimento de resistência. Ele é frequentemente visto recebendo informações do Sr. Nezu, seu espião no conselho supremo. Quando tudo está desmoronando vai ao escritório do Sr. Nezu para ajudar mas ele leva um tiro dado pelo Sr. Nezu cai na rua e morre.
Chiyoko - É uma mulher corpulenta, forte e especialista em armas que está envolvido na resistência e, eventualmente, torna-se um personagem coadjuvante. Há boatos de que ela diz ser tia de Kei.
Doutor Onishi
Doutor Onishi - Ele é o cientista-chefe que supervisiona o Projeto Akira e os experimentos a ele associado. Ele é um cientista louco e delirante que é fascinado por seus experimentos e perdeu a realidade. Está mais interessado em sua experiências do que pensar sobre as graves conseqüências de suas ações- incluindo o fim da humanidade - e não tem preocupações éticas qualquer, vive apenas para a ciência. É menos mal do que simbólico, não busca o ganho pessoal dos experimentos científicos, mas apenas quer ver o quão perto ele pode chegar à verdade, o que demonstra o que acontece quando se perde a ética de vista.
Lady Miyako
Lady Miyako - Lady Miyako é a líder do movimento de resistência. Ela é ex-membro dos Espers. Lady Miyako é uma alta sacerdotisa de um templo em Neo-Tóquio. Ela foi uma uma das primeiras experiências com crianças superdotadas – ela detém apenas o poder de prever acontecimentos. Lady Miyako era o número 19.  Ela é uma força do bem que ajuda o Espers e fornece abrigo em seu templo para as pessoas. Ela gasta todo o seu tempo no templo com os monges psiquicamente treinado para ajudar os feridos. É  um líder místico que viu e profetizou a segunda vinda de Akira, assim como Kiyoko, tem o dom da clarividência. É a mais antiga cobaia restante.
Sakaki - É um discípulo capacitada por Lady Miyako. Ela é uma pequena garota rápida e forte, com aparência de moleca. É enviada para combater os Espers, os Militares, Kaneda e Nezu, a fim de resgatar Akira.
Mozu - É uma menina, de aparência gorda que é um discípulo também capacitada por Lady Miyako. Conta com a ajuda de Sakaki e Miki para resgatar Akira.
Miki - É uma garota com poderes, magra na aparência e terceiro discípulo de Lady Miyako.
Monges - São assessores de Lady Miyako que estão no comando de executar seu templo, alguns deles foram treinados para ser potenciadores e canalizadores de seu poder.
Coronel Shikishima
Coronel Shikishima - Coronel Shikishima é o chefe do projeto secreto do governo na realização de pesquisas sobre assuntos de teste psíquicas incluindo Tetsuo, e anteriormente Akira. Embora ele inicialmente parece ser um antagonista, o coronel é realmente um soldado honrado e dedicado empenhado em proteger a Neo-Tokyo a partir de qualquer ataque de Akira. Ele é o comandante chefe do projeto Akira e um dos poucos que sabem o verdadeiro objetivo do projeto e seus conseqüencias caso ele saia do controle. Militar de carreira em missão especial em Neo Tokyo, Coronel Shikishima era um membro das Forças.
Shotaro Kaneda
Shotaro Kaneda - Kaneda foi abandonado por seus pais em um orfanato quando pequeno, o que fez ficar revoltado com o Mundo. No Orfanato ele era um criador de problemas e lá conheceu Tetsu. Kaneda tentava proteguer Tetsu, a sua maneira, pois ele era fraco e os outros sempre o provocavam. Ao sair do orfanato, criou uma gangue de motoqueiros onde ele é o lider e Tetsu é um dos integrantes, mas que a amizade é abalada após os ganhos e abusos de seus poderes psíquicos Tetsuo. O protagonista Shotaro Kaneda modificou a sua moto para as suas próprias características. Kaneda é o líder de uma gang de motos. 
Kay
Kay - Kay é uma garota que Kaneda conhece no seu percurso para encontrar Tetsuo. Ela é membro de uma organização antigovernamental na qual Ryo está envolvido. O grupo Terrorista que é financiado por um político corrupto, Nezu que quer ganhar dinheiro em cima do Projeto Akira. Kay quer saber a verdade sobre o Projeto Akira e aceita a "ajuda" do político. Kay tenta decifrar o enigma por trás das cobaias controladas pelo exército. Aliou-se a um grupo terrorista quando seu irmão morreu na prisão. Possui grande força de vontade e poderes sensitivos ocultos.
Kiyoko (25)
Kiyoko (25) - Kiyoko é um Esper que é fisicamente tão fraca que está confinada a uma cama em todos os momentos, por isso seus companheiros Takashi e Masaru são seus protetores. Ela tem a capacidade de usar o teletransporte e precognição . No mangá, ela é a única que previu o fim do Neo-Tóquio e envolvimento Tetsuo com Akira, mas não disse ao coronel a história completa imediatamente. No anime, o seu papel é o mesmo, prevendo a destruição Neo-Tóquio, no entanto, é mostrado que ela é um amiga próxima do coronel.
Takashi (26)
Takashi (26) - Takashi é o Esper que aparece primeiro em Akira quando ele provoca acidente de Tetsuo em auto-defesa. Ele tem o poder de usar a psicocinese . Takashi é um garoto quieto que tem pensamentos conflitantes ao governo e as pessoas que abrigaram ele e seus amigos, e por isso que ele escapa instalação do coronel, no entanto Takashi está preocupado com a segurança Kiyoko. Takashi é um rapaz magro pequeno, o único sem deficiências físicas. Ele tem a mesma cor de pele verde e cor de cabelo branco, mas tem cabelo curto e usa um vestido do hospital como Masaru.
Quando Tetsuo colidiu com o campo de energia do Takashi, isso acelerou o despertar de alguns poderes adormecidos dentro de Tetsuo.
Masaru (27)
Masaru (27) - Masaru está fisicamente confinado a uma cadeira flutuante. Ele tem o poder de usar a psicocinese e é considerado o "líder" entre os três espers. Ele é mais corajoso do que Takashi e é o primeiro a atacar Tetsuo quando ele tenta matar Kiyoko. Masaru cuida do bem-estar de seus amigos, especialmente a de Kiyoko que está fisicamente frágil. No anime, o seu papel é o mesmo que o mangá, e a cadeira flutuante que ele monta é utilizada como transporte de Kiyoko. Masaru foi atingida por poliomielite em uma idade precoce, está confinado a uma cadeira de rodas especial.
Akira (28)
Akira (28) - Akira é o mais poderoso dentre as crianças psíquicas. Akira é um garoto de 7 anos que foi o 1º Corpo Experimental, por isso o projeto recebeu o nome dele. Akira tinha um poder enorme e quando foi despertado pela operação foi considerado perigoso demais continuar vivo, ele foi colocado em criogenia em abaixo do Estádio de Tókio. Ele tem imensos, quase divinos poderes psíquicos, embora a partir de aparências, ele se parece com uma criança pequena e normal. Acredita-se que causou a explosão em Tóquio que começou a III Guerra Mundial, o seu potencial psíquico é o mais alto já monitorado.
Tetsuo Shima (41)
Tetsuo Shima (41) - Tetsuo Shima é o melhor amigo de Kaneda desde a escola primária. Sua relação com Kaneda é uma mistura de admiração com inveja. Tetsuo gostaria de um dia liderar a gangue. Depois de um acidente traumático ele transforma-se no arquinimigo de Kaneda. Ele é outro orfão que foi criado no mesmo orfanato que Kaneda. Tetsuo tinha inveja de Kaneda e um pouco de raiva dele pois Kaneda não deixava ele fazer nada sozinho. Tetsuo após ser abandonado por seus pais foi colocado no mesmo orfanato como Kaneda. Os dois se tornam amigos, Kaneda age como um irmão mais velho de Tetsuo. Takashi viu este o novo potencial em Tetsuo então o levaram para experimentos e testes. Tetsu acaba sendo "seqüestrado" pelo coronel para fazer parte do Projeto Akira como um dos Corpos Experimentais e adquire poderes surpriendentes.