segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Andaduras naturais do cavalo

O cavalo possui três andaduras naturais que são o passo, o trote e o galope, cada uma delas pode ser subdividida em vários tipos, conforme a ação e a intenção do cavaleiro ao trabalhar o cavalo existem quatro tipos de passo, três tipos de trote e três de galope. Outros tipos de andaduras e movimentos são ensinados pelo homem e por isso não são considerados naturais. 

Fig. 01 – Cavalo ao passo.
Passo - é a andadura mais lenta, executada em quatro tempos, marcado pela progressão de cada par lateral de pés, sem suspensão. Isso quer dizer que as quatro patas do cavalo tocam o solo uma de cada vez, e sempre existe um casco tocando o solo. Se você parar para escutar, vai ouvir quatro batidas separadas no chão. Quando o deslocamento começa com a perna posterior esquerda, a sequência é: posterior esquerda, dianteira esquerda, posterior direita e anterior direita. 
Em resumo o passo é uma andadura simétrica, rolada ou marchada, pouco basculada, a 4 tempos, na qual os membros se elevam e pousam sempre na mesma ordem, fazendo-se ouvir 4 batidas distintas, cada batida corresponde a uma base tripedal. Um passo completo compreende 2 bases diagonais, 2 bases laterais e 4 bases tripedais conforme mostrado na figura 01.
  • Passo de trabalho: Ideal para iniciar o trabalho do animal. O cavalo alonga o pescoço e, se traçarmos uma linha reta horizontal, as narinas ficam na mesma altura das ancas. As marcas dos posteriores no chão ultrapassam um pouco a marca dos anteriores. Nesse passo, os cavalos fazem 100 m/min ou 6 km/h, com o menor dispêndio de energia.
  • Passo alongado - O cavalo amplia ao máximo suas passadas, alonga e abaixa um pouco seu pescoço, ficando com as narinas abaixo da linha horizontal das ancas. Os posteriores ultrapassam bem a marca dos anteriores.
  • Passo reunido - O cavalo engaja os posteriores, levanta e arredonda o pescoço, ficando com as narinas acima da linha das ancas. O passo tem mais cadência, cobrindo menos terreno, com velocidade inferior à do passo de trabalho, pois os posteriores não atingem a marca dos anteriores. É o passo no qual o cavalo fica mais na mão do cavaleiro.
  • Passo livre - É o passo de repouso realizado com rédeas soltas, pois assim o cavalo alonga e abaixa o pescoço à vontade, facilitando o seu movimento. É o passo ideal para finalizar o trabalho, propiciando um relaxamento físico e mental para os animais.

Fig. 02 – Cavalo ao trote.
Trote - é uma andadura simétrica, a dois tempos, em que um par diagonal de pernas toca o solo e, depois de um momento de suspensão, o cavalo salta apoiado no outro par diagonal. Por exemplo: no primeiro tempo, o membro anterior (mão) esquerdo e o membro posterior (pé) direito pousam no solo juntos. No segundo tempo, a mão direita e o pé esquerdo pisam juntos. Ao escutar, você ouvirá apenas o som de duas batidas no chão.
O trote é uma andadura simétrica , fixada, a 2 tempos, na qual os membros de cada bípede diagonal se elevam e pousam simultaneamente, separados por um tempo de suspensão entre o pousar de cada diagonal conforme mostrado na figura 02.
  • Trote de trabalho - É a andadura que se utiliza na maior parte do trabalho do animal. O cavalo alonga o pescoço, mantendo suave contato com a mão do cavaleiro. Seu chanfro deve se manter inclinado para frente, adiante da vertical, e as narinas na mesma altura das ancas. As passadas são de comprimento, altura e tempo de suspensão médios, uniformes e equilibradas, com o cavalo movimentando-se para frente energicamente, atingindo aproximadamente 200 m/min ou 12 km/h.
  • Trote alongado - É o trote no qual o cavalo alonga ao máximo as passadas e o tempo de suspensão, mas mantendo o ritmo, equilíbrio e a elasticidade. O cavalo alonga o pescoço sendo a nuca o ponto mais alto, o chanfro inclinado para frente e as narinas abaixo da horizontal das ancas. Só deve ser feito em curtas distâncias, pois o cavalo pode perder o engajamento e inclinar seu corpo para a frente, pesando nas mãos do cavaleiro.
  • Trote reunido - É uma andadura para uma equitação mais avançada, que requer um assento profundo do cavaleiro de trás para frente e forte ação das pernas, mantendo as rédeas mais tensas. O cavalo engaja os posteriores, o pescoço se eleva e arredonda e a fronte fica sempre inclinada para frente, com as narinas acima da horizontal das ancas. As passadas são executadas com grande impulsão e elasticidade sendo, porém, mais curtas e mais altas que no trote de trabalho e executadas com grande leveza na embocadura. O chanfro do cavalo não deve nunca ficar para trás da vertical, pois ultrapassando esse limite, por pouco que seja, o cavalo estará encapotado, o que é muito prejudicial para seu dorso e lombo.
Fig. 03 – Cavalo ao galope.
Galope - é uma andadura a três tempos, então você ouvirá três batidas de casco no chão. Existe um momento de suspensão, quando as quatro patas ficam fora do solo antes do próximo lance. 
Cada uma das andaduras pode sofrer a intervenção do cavaleiro ampliando ou reunindo (diminuindo) as passadas de acordo com o trabalho que deseja realizar. O galope é uma andadura assimétrica , saltada, muito basculada e a 3 tempos.
  • Galope de trabalho - É o galope de velocidade média, usado para iniciar o trabalho. O cavalo se movimenta livremente, com o corpo na horizontal, o chanfro inclinado para frente da vertical, as narinas aproximadamente na altura das ancas. A velocidade média do galope de trabalho é de 250 m/min ou 15 km/h.
  • Galope alongado - Para se obter esse galope o cavaleiro ativa a impulsão do animal com forte pressão das pernas. O pescoço alonga-se sem abaixar-se muito, mantendo o chanfro inclinado para frente com as narinas um pouco abaixo da linha horizontal das ancas. O cavalo atinge o máximo de amplitude e suspensão em suas passadas. O cavaleiro deve manter contato suave com a embocadura e inclinar mais o corpo na posição esportiva quanto maior for a velocidade, mantendo o equilíbrio do conjunto. A velocidade média é de 300 m/mim ou 18 km/h.
  • Galope reunido - Essa andadura só deve ser feita com cavalos de alto grau de adestramento, bem musculados e flexibilizados pois, caso contrário, podem ficar muito pesados na mão, tensos e nervosos. Para obter o galope reunido, o cavaleiro ativa a impulsão com o peso do assento e maior pressão das pernas. Ao mesmo tempo, com flexão dos cotovelos e abrindo e fechando os dedos, o cavaleiro tensiona as rédeas. O pescoço do cavalo se eleva com a nuca no ponto mais alto e o chanfro inclinado para frente com as narinas acima da horizontal das ancas. As passadas são mais curtas e enérgicas com velocidade media de 200 m/min ou 12 km/h.
O Manual Equitação da Federação Paulista de Hipismo está disponível em: 22_01_01 Manual Equitação da Federação Paulista de Hipismo.

Fonte: Manual da Equitação de Ênio Monte.

© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Cavalo Puro-sangue inglês - Thoroughbred

O cavalo puro sangue inglês é um dos que mais se destaca dentre as raças clássicas de equinos. Bastante utilizado em modalidades de velocidade como turfe (corridas) e hipismo, é um animal forte e de bela aparência.
Cavalo Puro-sangue inglês - Thoroughbred
A raça puro sangue inglês é chamada de Thoroughbred em países de língua inglesa, e sua origem remonta à Inglaterra nos séculos 17 e 18. É resultado de cruzamentos de éguas locais com garanhões berberes e árabes. Havia forte desejo entre os ingleses de contar com um cavalo que apresentasse melhores resultados nas competições de velocidade.
Como o cavalo puro sangue inglês possui grande velocidade, logo se tornou uma das principais apostas inglesas em competições de turfe (corridas) e hipismo. Para que o animal chegasse à tal aptidão para a velocidade, foram utilizados nos cruzamentos raças de equinos reconhecidas por essa qualidade. 
Na origem dessa raça há a participação do cavalo árabe ou turco (Equus caballus aryanus), mais especificamente a sub-raça Nedjed, que é encontrada na região central do Saara.
Também contribuíram para a formação da raça puro sangue inglês cavalos como o barbo, mongólico ou mongol (Equus caballus africanus) e o berbere. O cavalo mongólico é originário da Ásia Central, tendo sido levado para a África antes mesmo do cavalo árabe.
Diz-se que as linhagens masculinas do puro sangue inglês são descendentes basicamente de três garanhões: Eclipse (Darley Arabian), Herod (Byerley Turk) e Matchem (Godolphin Barb), considerado o ramo mais numeroso atualmente. Os nomes desses equinos fazem referência aos seus proprietários, respectivamente: Thomas Darley, Capitão Byerley e Lord Godolphin.

Características do cavalo puro sangue inglês
Darley Arabian.
O equino puro sangue inglês se destaca das demais raças de cavalo devido a algumas características marcantes que o tornam único. O dorso é curto, o tórax largo e a pelagem lindamente sedosa.
Trata-se de um animal de porte físico avantajado, apresentando garupa alta e plana (sempre musculosa). A passagem de cilha é profunda. As canelas desse cavalo são curtas, algo essencial para a sua aptidão para corridas.
A cabeça possui perfil reto e ondulado levemente, seus olhos são grandes, expressivos e encantadoramente amendoados. Os olhos, em geral, ficam em uma posição alta do crânio, potencializando a firmeza do seu olhar.
As narinas são elípticas e as orelhas de tamanho médio. A sua altura de cernelha fica entre 1,62 m e 1,67 m. A cor da pelagem dos cavalos dessa raça variam entre alazão, castanho, tordilho e negro. Em geral, os cavalos puro sangue apresentam pelagem uniforme.
Byerly Turk.
Algo interessante de mencionar é que essa raça, embora tenha porte forte em geral, aparenta ser leve, algo crucial para o seu bom desempenho nas pistas de corrida. A cauda é alongada e larga, tornando-se um ponto focal enquanto esse animal desfila sua elegância. Possui excesso de pelos no fundo de suas patas, uma característica que costuma chamar a atenção de quem está diante de um indivíduo dessa raça pela primeira vez.
Em relação ao seu comportamento, é importante destacar que é considerado um cavalo muito elegante que desempenha movimentos rebuscados, algo que adiciona mais valor à raça. Quem avista um cavalo puro sangue inglês sabe que está diante de um animal de grande valor, tanto por suas origens quanto por suas habilidades. 
Os cavalos dessa raça são criados, atualmente, em todos os continentes. Dentre os países com os maiores plantéis desses cavalos estão Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Colômbia, Rússia e França. Uma raça de cavalos que pode ser encontrada em locais com características distintas.
Em geral, os criadores apostam nessa raça com o objetivo de participação em competições de corrida. O puro sangue inglês é considerado um dos melhores cavalos nessa modalidade, algo fácil de compreender se considerarmos que a raça foi desenvolvida com essa finalidade.
Godolphin Barb.
Criar esses cavalos vem se mostrando uma atividade potencialmente lucrativa e, por isso, até locais que não demonstram vocação para esse tipo de empreendimento, por não ter muita pastagem, como Hong Kong, vêm apostando. O studbook do PSI no Brasil é administrado pela Associação Brasileira de Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida.
Os cavalos puro sangue inglês são reconhecidos por sua grande habilidade para corrida, no entanto, atualmente, estão ganhando um novo destaque. Esses equinos se tornaram muito relevantes para as linhagens de cavalos dedicados ao salto.
Os puro sangue inglês vêm sendo utilizados para cruzamentos que visam melhorar ou até criar novas raças para essa finalidade. As características dessa raça podem ajudar a desenvolver cavalos com maior potencial para saltos.

Bibliografia - LOUREIRO NETTO, Jayme. Tábua Genealógica de Cavalos de Corrida - Linhas Paternas 1680/1974. Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos de Corrida (ABCCC), Rio de Janeiro, 1978.

© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

.:: Copa do Mundo FIFA – França 1998 ::.

Grupo A: Brasil - Classificação: Vice campeão.
 A Copa do Mundo FIFA de 1998 foi a décima sexta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol e a primeira a contar com 32 seleções. Ocorreu de 10 de junho até 12 de julho de 1998. O evento foi sediado na França, pela segunda vez, tendo partidas realizadas nas cidades de Saint-Denis, Marselha, Paris, Lens, Lyon, Nantes, Toulouse, Saint-Étienne, Bordéus e Montpellier. 

Grupo A: Noruega - Classificação: 15 posição.
Trinta e duas seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo quinze delas europeias, oito americanas, cinco africanas e quatro asiáticas. O torneio foi marcado por goleadas, entre elas França 4 x 0 Arábia Saudita, Brasil 4 x 1 Chile, Espanha 6 x 1 Bulgária, Holanda 5 x 0 Coreia do Sul e Argentina 5 x 0 Jamaica.

Grupo A: Marrocos - Classificação: 18 posição.
A final da Copa do Mundo FIFA de 1998 foi disputada pela França, que havia eliminado a Croácia, a Itália e o Paraguai; e o Brasil, que havia eliminado a Holanda, a Dinamarca e o Chile. A partida foi realizada em 12 de julho às 21 horas, no Stade de France, com um público estimado em oitenta mil pessoas. 

Grupo A: Escócia - Classificação: 27 posição.
Sob o apito do árbitro marroquino Said Belqola, Zinédine Zidane marcou duas vezes no primeiro tempo e Emmanuel Petit ampliou aos 48 minutos do segundo tempo, terminando a partida em 3 a 0, derrotando a seleção brasileira, então a última campeã do mundo e única tetracampeã da época. O capitão francês Didier Deschamps levantou a taça do primeiro título da França em Copas do Mundo.

Grupo B: Itália - Classificação: 5 posição.
Ele voltaria a conquistar um título mundial com a seleção francesa 20 anos depois, dessa vez como técnico, se juntando ao brasileiro Zagallo e ao alemão Franz Beckenbauer a ter conseguido esse feito como jogador e como treinador.

Grupo B: Chile - Classificação: 16 posição.
A copa teve vários destaques, como Edwin van der Sar, Jaap Stam, Frank de Boer, Edgar Davids, Patrick Kluivert e Dennis Bergkamp da Holanda, Brian Laudrup e Michael Laudrup da Dinamarca, Gabriel Batistuta, Ariel Ortega e Verón da Argentina, David Beckham e Michael Owen da Inglaterra, Paolo Maldini e Christian Vieri da Itália, Davor Šuker da Croácia, Gamarra e Chilavert do Paraguai, Taffarel, Roberto Carlos, Cafu, Dunga, Rivaldo e Ronaldo Fenômeno do Brasil e Fabien Barthez, Lilian Thuram, Marcel Desailly, Laurent Blanc, Didier Deschamps, Youri Djorkaeff e Zinédine Zidane da França.

Ao todo, 32 seleções participaram da Copa do Mundo de 1998, a qual contou com 64 jogos. As partidas foram disputadas em 10 estádios franceses, sendo que uns foram construídos do zero enquanto outros acabaram sendo remodelados para a competição. Independentemente disso, o Mundial foi um sucesso – e tudo começou antes mesmo do apito de início da primeira partida.

Pela primeira vez na história, mais seleções poderiam participar da Copa do Mundo. Isso, obviamente, acabou mudando um pouco as Eliminatórias. Como já era reivindicado há muito tempo, os países asiáticos e africanos, que antes contavam com três e dois representantes (respectivamente), tiveram esse número aumentado.

Com mais seleções participando da Copa do Mundo de 1998, era de se esperar que nenhuma das grandes ficasse de fora, não é mesmo? Pois é, basicamente foi isso o que de fato aconteceu. A exceção veio, justamente, da Europa: onde Portugal, que anos atrás havia montado um grande elenco, não conquistou vaga.
Grupo B: Áustria - Classificação: 23 posição.

Das 32 seleções que iriam participar da Copa do Mundo de 1998, duas, obviamente, já estavam definidas. Estamos falando do Brasil, que havia sido campeão na edição anterior e que, portanto, já estava classificado; e também da França, a qual tem vaga garantida por ser o país sede do evento. 

Com isso, ficaram definidos os seguintes classificados para a Copa do Mundo de 1998: 

  • África: África do Sul, Camarões, Marrocos, Nigéria e Tunísia;
  • América Central e do Norte: Estados Unidos, Jamaica e México;
    Grupo B: Camarões - Classificação: 26 posição.
  • América do Sul: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai;
  • Ásia: Arábia Saudita, Coréia do Sul, Irã e Japão;
  • Europa: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Escócia, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Iugoslávia, Noruega e Romênia.

  • Os grupos, jogos e resultados da Copa do Mundo de 1998
    Grupo C: França - Classificação: Campeã.
    O fato de contar com 32 seleções participantes permitiu que a Copa do Mundo de 1998 tivesse uma divisão geográfica mais bem definida em sua etapa inicial. Isso porque, dos oito grupos, sete contavam com duas seleções europeias, uma americana e outra africana ou asiática – o jogo, então, começava mais bem distribuído.

    Grupo C: Dinamarca - Classificação: 8 posição.
    Por fim, foi definido que estes seriam os grupos da Copa do Mundo de 1998: Grupo A: Brasil, Noruega, Marrocos e Escócia; Grupo B: Itália, Chile, Áustria e Camarões; Grupo C: França, Dinamarca, África do Sul e Arábia Saudita; Grupo D: Nigéria, Paraguai, Espanha e Bulgária; Grupo E: Holanda, México, Bélgica e Coreia do Sul; Grupo F: Alemanha, Iugoslávia, Irã e Estados Unidos; Grupo G: Romênia, Inglaterra, Colômbia e Tunísia; Grupo H: Argentina, Croácia, Jamaica e Japão.
    Grupo C: África do sul - Classificação: 24 posição.

    Grupo C: Arábia Saudita - Classificação: 28 posição.
    Os resultados da Copa do Mundo de 1998 foram os seguintes:

    Grupo A
    Brasil 2 x 1 Escócia
    Marrocos 2 x 2 Noruega
    Escócia 1 x 1 Noruega
    Brasil 3 x 0 Marrocos
    Escócia 0 x 3 Marrocos
    Brasil 1 x 2 Noruega

    Grupo D: Nigéria - Classificação: 12 posição.
    Grupo B
    Camarões 1 x 1 Áustria
    Itália 2 x 2 Chile
    Chile 1 x 1 Áustria
    Itália 3 x 0 Camarões
    Itália 2 x 1 Áustria
    Chile 1 x 1 Camarões

    Grupo D: Paraguai - Classificação: 14 posição.
    Grupo C
    Arábia Saudita 0 x 1 Dinamarca
    França 3 x 0 África do Sul
    França 4 x 0 Arábia Saudita
    África do Sul 1 x 1 Dinamarca
    França 2 x 1 Dinamarca
    África do Sul 2 x 2 Arábia Saudita

    Grupo D: Espanha - Classificação: 17 posição.
    Grupo D
    Paraguai 0 x 0 Bulgária
    Espanha 2 x 3 Nigéria
    Nigéria 1 x 0 Bulgária
    Espanha 0 x 0 Paraguai
    Espanha 6 x 1 Bulgária
    Nigéria 1 x 3 Paraguai

    Grupo D: Bulgária - Classificação: 29 posição.
    Grupo E
    Holanda 0 x 0 Bélgica
    Coréia do Sul 1 x 3 México
    Holanda 5 x 0 Coréia do Sul
    Bélgica 2 x 2 México
    Bélgica 1 x 1 Coréia do Sul
    Holanda 2 x 2 México

    Grupo E: Países Baixos - Classificação: 4 posição.
    Grupo F
    Iugoslávia 1 x 0 Irã
    Alemanha 2 x 0 Estados Unidos
    Alemanha 2 x 2 Iugoslávia
    Estados Unidos 1 x 2 Irã
    Alemanha 2 x 0 Irã
    Estados Unidos 0 x 1 Iugoslávia

    Grupo E: México - Classificação: 13 posição.
    Grupo G
    Romênia 1 x 0 Colômbia
    Inglaterra 2 x 0 Tunísia
    Colômbia 1 x 0 Tunísia
    Romênia 2 x 1 Inglaterra
    Romênia 1 x 1 Tunísia
    Colômbia 0 x 2 Inglaterra

    Grupo E: Bélgica - Classificação: 19 posição.
    Grupo H
    Jamaica 1 x 3 Croácia
    Argentina 1 x 0 Japão
    Japão 0 x 1 Croácia
    Argentina 5 x 0 Jamaica
    Japão 1 x 2 Jamaica
    Argentina 1 x 0 Croácia

    Grupo E: Coréia do Sul - Classificação: 30 posição.
    Oitavas de Final
    Holanda 2 x 1 Iugoslávia
    Argentina 2 x 2 Inglaterra (4 x 3 pênaltis)
    Brasil 4 x 1 Chile
    Nigéria 1 x 4 Dinamarca
    Alemanha 2 x 1 México
    Romênia 0 x 1 Croácia
    Itália 1 x 0 Noruega
    França 1 x 0 Paraguai

    Grupo F: Alemanha - Classificação: 7 posição.
    Quartas de Final
    Holanda 2 x 1 Argentina
    Brasil 3 x 2 Dinamarca
    Alemanha 0 x 3 Croácia
    Itália 0 x 0 França (3 x 4 pênaltis)

    Semifinais
    Holanda 1 x 1 Brasil (2 x 4 pênaltis)
    Croácia 1 x 2 França
    Terceiro Lugar
    Holanda 1 x 2 Croácia

    Final
    Brasil 0 x 3 França

    O Brasil na Copa do Mundo de 1998
    Grupo F: Iugoslávia - Classificação: 10 posição.

    A passagem do Brasil pela Copa do Mundo de 1998 é marcada por um clima não muito amistoso nos vestiários e, também, pela decepção total na final da competição. Campeã em 1994, a Seleção Brasileira vinha com status de favorita para o Mundial na França, mas acabou sofrendo com a falta de preparação.

    Grupo F: Estados Unidos - Classificação: 32 posição.
    Os bons resultados do Brasil naquela Copa do Mundo, até a final, se deve muito à qualidade do elenco. Mesmo sem Romário, a seleção treinada por Zagallo contava com grandes craques. Tinha Dida (do Cruzeiro) e Taffarel (do Atlético Mineiro) no gol. Na defesa, contava com Aldair (da Roma) e Júnior Baiano (do Flamengo). nas laterais, tinha Cafu (também da Roma) e Roberto Carlos (na época, recém chegado ao Real Madrid).

    Grupo F: Irã - Classificação: 20 posição.
    Do meio para frente, o Brasil era excelente. Contava com César Sampaio (ex-Palmeiras), Dunga (na época no Stuttgart), Rivaldo (que recém havia chegado ao Barcelona) e Leonardo (do Milan) no meio de campo. No ataque, nada mais nada menos do que Ronaldo ( da Inter de Milão) e Bebeto (do Botafogo).
    O fato é que nem um elenco estrelado foi capaz de bater uma toda poderosa França na final. O resultado? 3 a 0 para os franceses, fora o baile, com exibição inesquecível de Zidane, que se consagrou como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

    Grupo G: Romênia - Classificação: 12 posição.
    O CAMPEÃO
    Um time sólido, o apoio local e a genialidade de Zinedine Zidane tornaram a França campeã mundial pela primeira vez em 1998. A campanha teve altos e baixos: uma primeira fase impecável, com três vitórias em três jogos, sofrimentos no mata-mata até a final, com vitória na prorrogação sobre o Paraguai e nos pênaltis contra a Itália, e a grande atuação na decisão, com vitória de 3 a 0 sobre o Brasil. Zidane fez dois gols.

    Grupo G: Inglaterra - Classificação: 9 posição.
    O ARTILHEIRO
    Davor Suker personificou a ótima Copa que a Croácia fez em 1998. O atacante anotou seis gols e carregou sua equipe para as semifinais do Mundial. Deixou sua marca nos jogos mais decisivos. Foram quatro nas quatro últimas partidas: contra a Romênia, nas oitavas de final (vitória por 1 a 0), diante da Alemanha, nas quartas (triunfo de 3 a 0), frente à França, nas semis (derrota de 2 a 1), e na disputa do terceiro lugar, contra a Holanda (vitória de 2 a 1). Voltou a jogar uma Copa em 2002, mas sem o mesmo sucesso. Disputou apenas uma partida e não fez gols.

    Grupo G: Colômbia - Classificação: 21 posição.
    O CRAQUE
    Apesar dos acontecimentos da final, com o triunfo máximo de Zidane e a maior derrota de Ronaldo, o atacante brasileiro foi eleito o craque da Copa do Mundo. Ele teve trajetória mais sólida no torneio. Fez quatro gols, três deles nas etapas eliminatórias: dois na goleada de 4 a 1 sobre o Chile nas oitavas de final e outro no empate por 1 a 1 com a Holanda nas semifinais, com posterior vitória nos pênaltis. Na decisão, porém, teve um mal-estar antes do jogo, quase não foi a campo e acabou tendo atuação apática.

    Grupo G: Tunísia - Classificação: 26 posição.
    A DECEPÇÃO
    Campeã europeia dois anos antes, a Alemanha até que começou bem a Copa, classificando-se em primeiro no Grupo F e superando o México nas oitavas de final. 
    Nas quartas, porém, foi vítima de uma das maiores surpresas do torneio. Levou de 3 a 0 da Croácia e perdeu a chance de lutar pelo tetracampeonato mundial.

    Grupo H: Argentina - Classificação: 6 posição.
    PARA A HISTÓRIA
    Os gritos motivacionais de Zagallo antes das cobranças de pênaltis contra a Holanda, nas semifinais, marcaram um momento extremamente 
    emotivo daquela Copa. E funcionaram. Com Taffarel novamente brilhando, a exemplo do que fizera na final quatro anos antes, o Brasil foi à decisão.

    Grupo H: Japão - Classificação: 31 posição.
    A DECISÃO
    A final da Copa do Mundo de 1998 começou antes de a bola rolar. Ronaldo passou mal no hotel. O que efetivamente aconteceu com ele ainda é um mistério - teria sido um princípio de convulsão. O maior craque do Brasil correu sério risco de não jogar a decisão. Edmundo estava pronto para atuar. Mas Ronaldo se recuperou - pelo menos o suficiente para ir a campo. A atuação, porém, foi apática. E a França, muito superior, ganhou por 3 a 0, com dois gols de Zidane e um de Petit.

    Artilheiros e curiosidades da Copa do Mundo de 1998
    Grupo H: Croácia - Classificação: 3 posição.
    A Copa do Mundo de 1998 teve como artilheiro o croata Suker, que marcou seis gols. Em seguida, aparece o argentino Batistuta e o italiano Vieri, empatados com cinco gols cada. 
    Ronaldo Fenômeno foi o brasileiro que mais marcou naquela competição: quatro bolas na rede, ao todo.

    Naquele Mundial, Dunga e Taffarel se tornaram os recordistas do Brasil em jogos de Copa do Mundo. Foram 18 partidas para cada, ao todo. O brasileiro Carlos Alberto Parreira, por sua vez, se tornou o primeiro técnico a ser demitido no meio do Mundial, caindo após as duas primeiras derrotas da Arábia Saudita na competição.

    Grupo H: Jamaica - Classificação: 22 posição.
    A campeã França terminou a Copa do Mundo com a melhor comparação ataque x defesa: 15 gols feitos e somente 2 sofridas. Além disso, foi protagonista em outra situação: o primeiro “gol de ouro” da história das Copas, marcado pelo zagueiro Laurent Blanc na partida contra o Paraguai.

    O Álbum Virtual da Copa do Mundo 1998 está disponível em: 22_10_01 Álbum FIFA Word CUP France 1998.

    segunda-feira, 12 de setembro de 2022

    Códigos para Álbum de Figurinhas Virtual da Copa do Mundo 2022 Grátis

    Produzido pela Panini desde a Copa do Mundo de 1970, o álbum de figurinhas já pode ser encontrado nas bancas de todo o Brasil. Sucesso entre os fãs de futebol há mais de 50 anos, os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo viraram tradição nos anos em que a competição é realizada.
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    para ganhar mais um pacote
    de figurinha virtual extra!

    O álbum tem 678 cromos distribuídos por 70 páginas, sendo 50 figurinhas especiais. Além disso, a versão de 2022 traz 80 cromos extras, nas cores base, bronze, prata e ouro, distribuídos aleatoriamente nos envelopes, além de uma seção especial de homenagem aos grandes campeões do Mundial no livro ilustrado e também oito figurinha Coca-Cola.
    A Panini tabelou que cada envelope, com cinco figurinhas cada, custa R$ 4, ou R$ 0,80 por cromo. A Panini disponibiliza o álbum em duas versões: álbum com capa dura (normal, prata ou dourada), custando R$ 44,90, e álbum na versão brochura pelo preço de R$ 12.
    Além disso, no site da empresa, é possível adquirir um box com o álbum de capa dura e 100 envelopes de figurinhas por R$ 449,90, além de um kit com o álbum na versão cartão e 40 envelopes por R$ 172, ou apenas com 80 pacotinhos por R$ 320.
    Como acontece em todas as edições, o álbum foi lançado alguns meses antes da convocação para a Copa do Mundo, e, por isso, a Panini precisa "prever" os jogadores convocados.

    Veja abaixo os jogadores da seleção brasileira presentes no álbum da Copa do Mundo do Qatar.
    Goleiros: Alisson e Ederson
    Laterais: Alex Sandro e Danilo
    Zagueiros: Marquinhos, Éder Militão e Thiago Silva
    Meio-campistas: Casemiro, Philippe Coutinho, Fabinho, Fred e Lucas Paquetá
    Atacantes: Antony, Gabriel Jesus, Neymar, Raphinha, Richarlison e Vinícius Júnior
    Com todas as 32 seleções presentes no álbum, cada uma possui 20 figurinhas em suas páginas, sendo 18 jogadores, 1 foto da equipe, e o brasão da seleção.
    Novidade da Panini para a atual edição, o álbum da Copa de 2022 conta com "Figurinhas extras", que são uma das mais procuradas por colecionadores.

    Divididas em quatro níveis de raridade (Bordô, Bronze, Prata e Ouro), há figurinhas extras de 20 jogadores, totalizando 80 figurinhas. Confira os 20 nomes que ganharam figurinhas extras.

    Lendas (Legends): Almoez Ali (Qatar); Christian Eriksen (Dinamarca); Cristiano Ronaldo (Portugal); Guillermo Ochoa (México); Heung Min Son (Coréia do Sul); Kevin de Bruyne (Bélgica); Kilian Mbappé (França); Lionel Messi (Argentina); Luís Suarez (Uruguai); Luka Modric (Croácia); Neymar Jr (Brasil); Rafael Varane (França); Robert Lewandowski (Polônia) e Sadio Mané (Senegal).

    Novatos (Rookies): Alphonso Davies (Canadá); Dusan Vlahovic (Sérvia); Gavi (Espanha); Giovanni Reyna (EUA); Jude Bellingham (Inglaterra) e Ryan Gravenberch (Holanda).

    De acordo com essa página da Panini, a média de Figurinhas Extras por pacotinho é a seguinte: 1 Figurinha Extra BORDÔ a cada 190 pacotinhos; 1 Figurinha Extra BRONZE a cada 317 pacotinhos; 1 Figurinha Extra PRATA a cada 950 pacotinhos e 1 Figurinha Extra OURO a cada 1.900 pacotinhos.

    Scaneie a imagem acima
    para ganhar mais um pacote
    de figurinha virtual extra!


    Como nas duas copas anteriores, a Panini lançou seu álbum de figurinhas tradicional em papel e também a versão online do álbum virtual da Copa 2022. Existem diversas maneiras de conseguir códigos para o álbum de figurinhas virtual da Copa do Mundo 2022 grátis e aqui está disponibilizado os códigos para os leitores.
    O colecionador pode acessar o álbum através do endereço paninistickeralbum.fifa.com ou baixando gratuitamente no celular, ou tablet.
    Logo que acessar o aplicativo já é disponibilizado 1 pacotinho de figurinhas virtual. Ao fazer o cadastro e preencher as informações o colecionador já ganha mais 3 pacotinhos.
    Depois disso diariamente você ganha 1 pacotinho de figurinha. 

    Existem outras maneiras de conseguir pacotinhos extras scaneando a capa do álbum de figurinhas ou produtos da Coca-Cola e ainda informando códigos que vem nos cromos em papel.
    Porém, caso queira completar o álbum virtual de figurinhas da Copa do Mundo 2022 vamos divulgar alguns códigos promocionais e assim conseguir mais pacotes de figurinhas extras e de graça.
    A busca por códigos para o álbum de figurinhas Virtual da Copa do Mundo 2022 já começou, e aqui você vai encontrar diversos cupons promocionais para conseguir mais pacotes de figurinhas extras para completar o seu álbum online da Copa. Aproveite os códigos para o álbum de figurinhas virtual da Copa do Mundo 2022.
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    Uma dica para conseguir mais figurinhas é fazendo trocas com outros colecionadores do álbum virtual da Copa do Mundo 2022.

    Você pode criar um grupo com até dez amigos para enviar as figurinhas repetidas e receber figurinhas para completar o seu álbum.
    Colecionar figurinhas virtuais da Copa do Mundo de 2022 é algum bastante divertido e uma maneira de não ficar de fora deste grande evento esportivo.
    Hoje em dia, para colecionar os cromos do álbum tradicional de papel exige um investimento alto, no entanto, através do álbum virtual online é uma maneira grátis para entrar no clima da Copa do Mundo sem investir dinheiro.

    Embora alguns mais empolgados já tenham conseguido todas as 670 figurinhas regulares, ainda lhes restam 8 figurinhas especiais para, de fato, completar a coleção.
    E não, não estamos falando das Figurinhas Extras, que tem movimentado o mercado de colecionadores, onde chegam a ser anunciadas por inacreditáveis R$ 9.000. Essas figurinhas não fazem parte da coleção e, como o nome já diz, são extras.
    As figurinhas a qual nos referimos são as da Coca-Cola. Ao todo, são oito figurinhas especiais de oito jogadores diferentes. Mas elas não virão nos pacotinhos, o que explica ninguém tê-las ainda.
    Elas virão junto com produtos Coca-Cola, provavelmente no rótulos das garrafas, mas o anúncio oficial ainda não foi feito, embora já tenham sido vazadas algumas imagens de como a promoção irá funcionar.
    Essas figurinhas tem um espaço especial reservado no álbum e, sim, fazem parte da coleção. Tanto é verdade, que elas poderão ser solicitadas diretamente a Panini no período entre 5 de setembro de 2022 até 15 de maio de 2023 conforme descrito no próprio livro ilustrado.
    Escaneie a imagem de cada jogador acima
    para ganhar a figurinha virtual da coca-cola!
    Pelo período em que poderão ser solicitadas, é possível deduzir que tais figurinhas estarão disponíveis nos rótulos a partir de 5 de setembro, mas não há nenhuma confirmação da Coca-Cola ou da Panini referente a isso. Os oitos jogadores presentes nas figurinhas da Coca-Cola da copa de 2022.
    • Emiliano Martinez - Argentina
    • Declan Rice - Inglaterra
    • Serge Gnabry - Alemanha
    • Kevin De Bruyne - Bélgica
    • Luka Modric - Croácia
    • Gavi - Espanha
    • Hirving Lozano - México
    • Heung-min Son - Coreia do Sul
    Faça o download da planilha de controle Álbum da Copa do Mundo 2022: 22_08_01 Controle Álbum da Copa do Mundo 2022.

    O Álbum Virtual da Copa do Mundo 2022 está disponível em: 22_10_01 Álbum FIFA Word CUP Qatar 2022.

    segunda-feira, 5 de setembro de 2022

    Completou o álbum da Copa do Mundo FIFA – França 1998? Duvido!

    Em 1998, quem saiu correndo da banca de jornais para casa com o álbum da Copa do Mundo levou um incômodo susto ao se deparar com essa mensagem na página 49, correspondente à seleção do Irã.  “Atenção: não há cromos nesta página.”

    A seleção iraniana era uma das três daquele álbum com espaço reduzido: página única e figurinhas duplas para os jogadores. No entanto, diferente das páginas referentes a Estados Unidos e Jamaica, a página da equipe asiática estava vazia, apenas com os nomes dos jogadores. Não havia foto do time posado ou emblema. Os espaços das figurinhas nem sequer traziam números.

    Mas por que não havia figurinhas do Irã no álbum da Copa do Mundo de 1998? O que aconteceu?
    Para tentar chegar a respostas, o jornalista do Última Divisão procurou por e-mail os principais envolvidos nessa história: a Panini, responsável por publicar o álbum oficial em todo o mundo, e a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI). A Panini do Brasil informou via assessoria de imprensa que não se pronunciará sobre o assunto, enquanto a FFIRI não respondeu nossos contatos.
     “Atenção: não há cromos nesta página.”
    A surpresa desta história toda é que, no fim das contas, as figurinhas existem – porque a Panini deu um jeitinho.
    Quem explica é o pesquisador Greg Lansdowne, referência mundial em álbuns de figurinha de futebol. Autor de livros como Stuck On You: The Rise and Fall…and Rise of Panini Stickers (2015) e Panini Football Stickers: The Official Celebration – A Nostalgic Journey Through the World of Panini (2021), Lansdowne explicou também por e-mail que a editora italiana não conseguiu garantir a licença com os iranianos a tempo de imprimir a coleção.
    “Eventualmente, foi alcançado um acordo pelo qual uma editora do Reino Unido foi autorizada a produzir uma folha de figurinhas do Irã, sob licença da Panini, com este aviso: ‘O uso de fotografias não implica endosso da Associação Iraniana de Futebol ou de jogadores individuais'”, explica o pesquisador no livro de 2021.

    Vale destacar que o livro ilustrado também não contava com figurinhas de três jogadores da Inglaterra: Tony Adams, Les Ferdinand and Robbie Fowler. Mas os colecionadores ingleses não ficaram sem as figurinhas.
    “Seus agentes inicialmente procuraram negociar acordos separados de direitos de imagem para as figurinhas”, explicou Lansdowne no e-mail. “Isso significava que suas figurinhas não estavam disponíveis em pacotes, mas apareciam em folhas gratuitas distribuídas em jornais e para encomenda como uma figurinha ausente na época.”
    Afinal, as figurinhas existem?
    As figurinhas existem e estão à venda na internet. Mas quem procura pelos cromos do Irã para completar o álbum da Copa de 1998 encontra diferentes versões, o que gera uma natural desconfiança. Os mesmos jogadores aparecem em diferentes poses e diferentes uniformes.
    É golpe? A resposta é: provavelmente não.
    Assim como aconteceu na Inglaterra, outros países também conseguiram acordos locais para imprimir e distribuir versões das figurinhas do Irã. Foi o que aconteceu na Itália, onde uma folha com os cromos circulou com a revista Guerin Sportivo.
    Na versão italiana, as figurinhas tinham diferentes imagens dos jogadores e o distintivo impresso em fundo prateado, assim como os demais distintivos. Na Inglaterra, para efeito de comparação, o escudo iraniano vinha sobre fundo branco.
    Por isso, colecionadores ingleses e italianos conseguiram mais figurinhas que os demais países. Mas com uma versão exclusiva para os próprios mercados.
    Ou seja: se você comprar as figurinhas do Irã de 1998 na internet, tem boas chances de comprar produtos pelo menos idênticos aos que circularam em algum mercado. O risco é que alguém tenha usado imagens originais para falsificar as figurinhas.
    Outras peculiaridades
    Quem folheia o álbum da Copa de 1998 já deve ter reparado que as figurinhas de algumas seleções foram apenas algumas montagens de qualidade bem duvidosa.
    São os casos de Marrocos, Chile e Nigéria. Nos três casos, os jogadores aparecem sobre fundos genéricos, com uniformes que se identificam com as respectivas seleções apenas pelos uniformes. Não há figurinhas de distintivos (substituídos por bandeiras) e times posados.
    O caso é semelhante ao da Inglaterra: as equipes deram permissão à Panini para aparecerem no álbum, mas sem licença para uso de nenhuma marca ligada à seleção. Assim, ainda de acordo com Lansdowne no livro Panini Football Stickers: The Official Celebration – A Nostalgic Journey Through the World of Panini, “foram retratados casacos de agasalhos sem logotipos, enquanto não havia time posado e a figurinha brilhante era da bandeira nacional em vez da associação nacional de futebol”.