segunda-feira, 18 de julho de 2022

Coupe du Monde - França 1938

Na última Copa antes da Segunda Guerra Mundial, a Itália conquistou o bicampeonato. Campeões em 1934, os italianos repetiram a façanha, desta vez em território francês.
Na decisão, a Itália bateu a Hungria por 4 a 2 e voltou para casa com o título. Porém, até alcançar a decisão, a Hungria chegava credenciada pelo poder ofensivo do time, que marcara 13 gols nos três jogos que havia disputado até ali - 6 a 0 contra as Índias Holandesas, 2 a 0 contra a Suíça e 5 a 1 contra a Suécia. Os italianos venceram a Noruega, 2 a 1, França, 3 a 1, e Brasil, 2 a 1.
Os heróis italianos na partida decisiva foram Piola e Colaussi, autores de dois gols cada. Aos húngaros, restaram os gols de Titkos e Sarosi.
A Copa de 1938 foi a primeira em que o Brasil conseguiu realizar uma boa campanha, sendo eliminado somente nas semifinais, pelos futuros campeões. Leônidas da Silva, o "Diamante Negro", terminou a competição como artilheiro, com oito gols em quatro jogos.
Uma das ausências mais sentidas foi da "Fúria Espanhola". Por causa da sangrenta Guerra Civil, que começou em 1936 e só terminou um ano após o término da Copa, a Espanha não participou do Mundial.
A dupla italiana Ferrari e Colaussi foram os grandes responsáveis pela conquista em solo francês. Além deles, a competição teve a participação de outros grandes jogadores, como o checo Planicka, os brasileiros Domingos da Guia e Leônidas da Silva e o húngaro Sarosi.

OITAVAS DE FINAL
Coupe du Monde - França 1938
4 de Junho de 1938 - Alemanha 1x1 Suíça. Local: Parc des Princes, Paris. Juiz: John Langenus (Bélgica). Público: 30000 pessoas. Gols: Gauchel 29 e Abegglen 43 do 1º. Alemanha - Raftl, Janes, Schmaus, Kupfer, Mock, Kitzinger, Lehner, Gellesch, Gauchel, Hahnemann e Pesser. Suíça - Hüber, Minelli, Lehmann, Springer, Vernati, Lörtscher, Amadó, Walaschek, Bickel, Abegglen e Aebi.
9 de Junho de 1938 - Suíça 4x2 Alemanha (Jogo desempate). Local: Parc des Princes, Paris. Juíz: Ivan Eklind (Suécia). Público: 22000 pessoas. Gols: Hahnemann 8, Lörtscher (contra) 22, Walaschek 42 do 1º. Bickel 19, Abegglen 30 e 33 do 2º. Suíça - Hüber, Minelli, Lehmann, Springer, Vernati, Lörtscher, Amadó, Walaschek, Bickel, Abegglen e Aebi. Alemanha - Raftl, Janes, Streitle, Kupfer, Goldbrunner, Skoumal, Lehner, Stroh, Sczepan, Hahnemann e Neumer.
5 de Junho de 1938 - Cuba 3x3 Romênia. Local: Stade Chapou, Toulouse. Juíz: Giuseppe Scarpi (Itália). Público: 6000 pessoas. Gols: Covaci 38, Socorro 41 do 1º. Magriñá 6, Baratki 23 do 2º. Magriñá 3 e Dobay 11 do 1º da Prorrogação. Cuba - Carvajales, Barquín, Chorens, Arias, Rodriguez, Berges, Magriñá, Fernández, Socorro, Tuñas e Sosa. Romênia - Pavlovici, Bürger, Chiroiu, Vintila, Răşinaru, Rafinschi, Bindea, Covaci, Baratki, Bodola e Dobai.
9 de Junho de 1938 - Cuba 2x1 Romênia (Jogo desempate). Local: Stade Chapou, Toulouse. Juíz: Alfred Birlem (Alemanha). Público: 5000 pessoas. Gols: Dobay 39 do 1º. Socorro 6 e Fernández 8 do 2º. Cuba - Ayra, Barquín, Chorens, Arias, Rodriguez, Berges, Magriñá, Fernández, Socorro, Tuñas e Sosa. Romênia - Sadovschi, Bürger, Felecan, Bărbulescu, Răşinaru, Rafinschi, Bogdan, Moldoveanu, Baratki, Prassler e Dobai.
5 de Junho de 1938 - Tchecoslováquia 3x0 Holanda. Local: Stade de la Cavée Verte, Le Havre. Juíz: Lucien Leclerq (França). Público: Não divulgado. Gols: Koštálek 3 do 1º da prorrogação, Zeman 6 e Nejedlý 13 do 2º da prorrogação. Tchecoslováquia - Planička, Burgr, Daučik, Koštálek, Bouček, Kopecký, Řiha, Šimúnek, Zeman, Nejedlý e Puč. Holanda - Van Male, Weber, Caldenhove, Paauwe, Anderiesen, Van Heel, Wels, Van der Veen, Smit, Vente e de Harder.
5 de Junho de 1938 - Suécia x Áustria. A Áustria anexada à Alemanha nazista deixou de ser país independente e teve seus jogadores anexados à seleção alemã. Portanto não jogou esta partida, perdendo por W.O.
5 de Junho de 1938 - França 3x1 Bélgica. Local: Stade Olympique des Colombes, Paris. Juíz: Hans Wütrich (Suíça). Público: 32000 pessoas. Gols: Veinante 35 seg., Nicolas 16, Isemborghs 38 do 1º e Veinante 24 do 2º. França -  Di Lorto, Cazanave, Mattlér, Bastien, Jordan, Diagne, Aston, Heisserer, Nicolas, Delfour e Veinante. Bélgica - Badjou, Paverick, Seys, Van Alphen, Stijnen, De Winter, Van de Wouwer, Voorhoof, Isemborghs, Braine e Buyle.
5 de Junho de 1938 - Hungria 6x0 Índias Orientais Holandesas. Local: Stade Vélodrome Municipal, Reims. Juíz: Roger Conrié (França). Público: 8000 pessoas. Gols: Kohut 13, Toldi 15, Sárosi 28, Zsengellér 35 do 1º. Zsengellér 33 e Sárosi 44 do 2º. Hungria - Hada, Kóranyi, Biró, Lázár, Turai, Balogh, Sas, Zsengellér, Sárosi, Toldi e Kohut. Índias Orientais Holandesas - Tan Mo Heng, Hu Kom, Samuels, Nawir, Meng, Anwar, The Hong Djien, Soedaramadji, Zomers, Pattiwael e Taihuttu.
5 de Junho de 1938 - Itália 2x1 Noruega. Local: Stade Vélodrome, Marseille. Juíz: Alois Beranek (Áustria anexada à Alemanha). Público: 18000 pessoas. Gols: Ferraris 2 do1 º. Brustad 38 do 2º. Piola 4 do 1º da Prorrogação. Itália - Olivieri, Monzeglio, Rava, Serantoni, Andreollo, Locatelli, Pasinati, Giuseppe Meazza, Piola, Ferrari e Ferraris. Noruega - Johansen, Johannesen, Holmsen, Henriksen, Eriksen, Holmberg, Frantzen, Kvammen, Brynildsen, Isaksen e Brustad.
5 de Junho de 1938 - Brasil 6x5 Polônia. Local: Stade de La Meinau, Strassbourg. Juiz: Ivan Eklind (Suécia). Público: 16000 pessoas. Gols: Leônidas da Silva 18, Scherfke 23 (pênalti), Romeu 25, Perácio 44 do 1º. Wilimowski 8, 14, Perácio 26 e Wilimowski 44 do 2º. Leônidas da Silva 3 e 9 do 1º da prorrogação e Wilimowski 13 do 2º da prorrogação. Brasil - Batatais, Domingos da Guia, Machado, Zezé Procópio, Martim Silveira, Alfonsinho, Lopes, Romeu, Leônidas da Silva, Perácio e Hércules.
Polônia - Madejski, Szczepaniak, Gałecki, Góra, Nyc, Dytko, Piec, Piątek, Scherfke, Wilimowski e Wodarz.

QUARTAS DE FINAL
12 de Junho de 1938 - Itália 3x1 França. Local: Stade Olympique des Colombes, Paris. Juíz: Louis Baert (Bélgica). Público: 58000 pessoas. Gols: Colaussi 9, Heisserer 10 do1 º. Piola 6 e 27 do 2º. Itália - Olivieri, Foni, Rava, Serantoni, Andreolo, Locatelli, Biavati, Giuseppe Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. França - Di Lorto, Cazenave, Mattlér, Bastien, Jordan, Diagne, Aston, Heisserer, Nicolas, Delfour e Veinante.
12 de Junho de 1938 - Suécia 8x0 Cuba. Local: Stade du Fort Carré, Antibes. Juíz: Augustin Krist (Tchecoslováquia). Público: 6000 pessoas. Gols: H. Andersson 9, Wetterström 22, 37 e 44 do 1º. Keller 15, H. Andersson 16, Nyberg 39 e H. Andersson 44 do 2º. Suécia - Abrahamsson, Eriksson, Källgren, Almgren, Jacobsson, Svanström, Wetterström, Keller, H. Andersson, Jonasson e Nyberg. Cuba - Carvajales, Barquín, Chorens, Arias, Rodriguez, Berges, Ferrer, Fernández, Socorro, Tuñas e Alonso.
12 de Junho de 1938 - Hungria 2x0 Suíça. Local: Stade Victor Boucquey , Lille. Juíz: Rinaldo Barlassina (Itália). Público: 14000 pessoas. Gols: Sárosi 40 do 1º e Zsengellér 45 do 2º. Hungria - Szabó, Korányi, Biró, Lazar, Turai, Szalay, Sas, Zsengellér, Sárosi, Vincze e Kohut. Suíça - Hüber, Stelzer, Lehmann, Springer, Vernati, Lörtscher, Amadó, Walaschek, Bickel, Abegglen e Grassi.
Camisas da Coupe du Monde - França 1938
12 de Junho de 1938 - Brasil 1x1 Tchecoslováquia. Local: Parc de Lescure, Bordeaux. Juíz: Paul Von Hertzka (Hungria). Público: 25000 pessoas. Gols: Leônidas da Silva 30 do 1º. Nejedlý 20 do 2º. Expulsos: Zezé Procópio, Machado e Řiha. Brasil - Walter, Domingos da Guia, Machado, Zezé Procópio, Martim Silveira, Alfonsinho, Lopes, Romeu, Leônidas da Silva, Perácio e Hércules. Tchecoslováquia - Planička, Burgr, Daučik, Koštálek, Bouček, Kopecký, Řiha, Šimúnek, Ludl, Nejedlý e Puč.
14 de Junho de 1938 - Brasil 2x1 Tchecoslováquia (Jogo Desempate). Local: Parc de Lescure, Bordeaux. Juíz: George Capdeville (França). Público: 20000 pessoas. Gols: Kopecký 25 do 1º. Leônidas da Silva 12 e Roberto 17 do 2º. Brasil - Walter, Jaú, Nariz, Britto, Brandão, Argemiro, Roberto, Luizinho, Leônidas da Silva, Tim e Patesko. Tchecoslováquia - Burket, Planička, Burgr, Daučik, Koštálek, Bouček, Kopecký, Kreuz, Horak, Ludl, Senecký e Rulc.

SEMIFINAIS
16 de Junho de 1938 - Hungria 5x1 Suécia. Local: Parc des Princes, Paris. Juíz: Lucien Leclerq (França)
Público: 22000 pessoas. Gols: Nyberg 35 seg., Jakobsson (contra) 19, Titkos 26, Zsangellér 38 do 1º. Sárosi 16 e Zsengellér 33 do 2º. Hungria - Szabó, Korányi, Biró, Szalay, Turai, Lazar, Sas, Zsengellér, Sárosi, Toldi e Titkos. Suécia - Abrahamsson, Eriksson, Källgren, Almgren, Jacobsson, Svanström, Wetterström, Keller, H. Andersson, Jonasson e Nyberg.
16 de Junho de 1938 - Itália 2x1 Brasil. Local: Stade Vélodrome, Marseille. Juíz: Hans Wüttrich (Suíça)
Público: 30000 pessoas. Gols: Colaussi 6, Giuseppe Meazza 15 (pênalti) e Romeu 43 do 2º. Brasil - Walter, Domingos da Guia, Machado, Zezé Procópio, Martim Silveira, Alfonsinho, Lopes, Luizinho, Perácio, Romeu e Patesko. Itália - Olivieri, Foni, Rava, Serantoni, Andreolo, Locatelli, Biavati, Giuseppe Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi.

DECISÃO DO TERCEIRO LUGAR
19 de Junho de 1938 - Brasil 4x2 Suécia. Local: Parc de Lescure, Bordeaux. Juíz: Jan Langenus (Bélgica). Público: 20000 pessoas. Gols: Jonasson 28, Nyberg 38 e Romeu 44 do 1º. Leônidas da Silva 18 e 29 e Perácio 35 do 2º. Brasil - Batatais, Domingos da Guia, Machado, Zezé Procópio, Brandão, Alfonsinho, Roberto, Leônidas da Silva, Perácio, Romeu e Patesko. Suécia - Abrahamsson, Eriksson, Nilsson, Almgren, Linderholm, Svanström, Persson, A. Andersson, H. Andersson, Jonasson e Nyberg.

FINAL
19 de Junho de 1938 - Itália 4x2 Hungria. Local: Stade Olympique des Colombes, Paris. Juíz: George Capdeville (França). Público: 60000 pessoas. Gols: Colaussi 6, Titkos 8, Piola 16, Colaussi 35 do 1º. Sárosi 30 e Piola 40 do 2º. Itália - Olivieri, Foni, Rava, Serantoni, Andreolo, Locatelli, Biavati, Giuseppe Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. Hungria - Szabó, Polgár, Biró, Szalay, Szücs, Lázár, Sas, Vincze, Sárosi, Zsengellér, Titkos.

CLASSIFICAÇÃO FINAL. Campeão: Itália. Vice-Campeão: Hungria. 3º: Brasil. 4º: Suécia. 5º: Tchecoslováquia. 6º: França. 7º: Suíça. 8º: Cuba. 9º: Polônia. 10º: Romênia. 11º: Noruega. 12º: Alemanha. 13º: Holanda. 14º: Bélgica. 15º: Índias Orientais Holandesas. 16º: Áustria (anexada pela Alemanha nazista, derrotada por W.O.).

Itália - 1938
A Itália bateu a Hungria por 4 a 2 na final e tinha o seguinte time-base: Olivieri; Foni e Rava; Seantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. Técnico: Vittorio Pozzo.


O Álbum Virtual da Copa do Mundo da França de 1938 está disponível em: 22_10_01 Álbum Copa do Mundo Futebol França 1938.

(1) http://www.copa2014.gov.br/pt-br/torcedor/historia-das-copas/1938
(2) http://esportes.terra.com.br/futebol/OI682586-EI5496,00.html
(3) http://www.futbox.com/pt/copas/1938#!/finais-e-semifinais/2

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Campionato Mundiale di Calcio - Itália 1934

A segunda Copa do Mundo da história, disputada em 1934, na Itália, foi marcada pela política e pelo fascismo que ganhava força no território italiano. Através de seu líder, Benito Mussolini, o governo queria mostrar "a nova face do país" e, com esse propósito, o futebol era uma excelente ferramenta.
Reforçada por uma legião de estrangeiros descendentes de italianos, a Itália sagrou-se campeã mundial, pela primeira vez, ao bater a Checoslováquia, para satisfação de Mussolini.
Na decisão, os anfitriões perdiam até os 40min do segundo tempo, quando empataram e forçaram a prorrogação. Schiavo virou o herói do título ao marcar o gol da vitória.
Entre os não-italianos campeões mundiais estavam os argentinos de Maria, Orsi, Guaixta e Monti, além do brasileiro Filó, primeiro campeão mundial nascido no Brasil.
Um dos destaques do torneio foi a seleção da Áustria, que ficou conhecida como "Wunderteam" (time maravilha, em alemão). Os austríacos caíram somente na semifinal, diante dos donos da casa.
Porém, o segundo mundial não contou com a presença do Uruguai. O primeiro campeão da história boicotou a competição, em retaliação aos europeus que haviam feito o mesmo em 1930.
O modelo do mundial aconteceu em estilo "mata-mata", composto por 5 fases com os confrontos das oitavas definidos por sorteio: Oitavas, Quartas, Semifinal, Disputa do 3º Lugar (ausente em 1930) e Final. Participaram doze seleções européias: Áustria, Tchecoslováquia, Alemanha, Hungria, Itália, Espanha, Suécia, Suíça, França, Romênia, Bélgica e Holanda; Duas sul-americanas: Brasil e Argentina; Uma norte-centro-americana: Estados Unidos e uma africana: Egito.
A maior goleada da Copa ocorreu logo na primeira fase, Itália 7x1 Estados Unidos. O Brasil, outra vez desfalcado devido às eternas brigas entre cariocas e paulistas, deu vexame: Perdeu por 3 x 1 da Espanha e voltou para casa. Outra decepção foi a Argentina, vice-campeã do mundo, que foi eliminada pela Suécia por 3 x 2. As grandes forças Mundial de 1934 eram a Itália, a Espanha, a Hungria e a Tchecoslováquia.
O primeiro jogo-desempate da história das Copas foi entre Itália e Espanha. No primeiro jogo, empate em 1 x 1 após a prorrogação (neste tempo ainda não havia disputa por pênaltis). No desempate, deu Itália: 1 x 0. Nas semifinais, em Milão a Itália venceu a Áustria por 1x0 e em Roma a Tchecoslováquia bateu a Alemanha por 3 x 1. Na Disputa pelo 3º lugar a Alemanha venceu a Áustria por 3x2.
A final foi disputada no Estádio Nacional do PNF (Partido Nacional Fascista), sob presença do imponente Mussolini e de outros 50 mil espectadores. A Itália empatou o jogo com a Tchecoslováquia no tempo normal, e na prorrogação Angelo Schiavio fez o gol do título italiano: 2x1.

OITAVAS DE FINAL
Campionato Mundiale di Calcio - Itália 1930
27 de Maio de 1934 - Itália 7x1 Estados Unidos. Local: Estádio do Partido Nacional Fascista, Roma. Juiz: René Mercet (Suíça). Público: 30000 pessoas. Gols: Schiavio 18, Orsi 20, Schiavio 29 do 1º. Donelli 12, Ferrari 18, Schiavio 19, Orsi 24 e Giuseppe Meazza 44 do 2º. Itália - Combi, Rosetta, Allemandi, Pizziolo, Monti, Bertolini, Guarisi, Meazza, Schiavio, Ferrari e Orsi. Estados Unidos - Hjulian, Czerkiewicz, Moorhouse, Pietras, Gonsalvez, Florie, Ryan, Nielsen, Donelli, Dick e MacLean.
27 de Maio de 1934 - Tchecoslováquia 2x1 Romênia. Local: Estádio Littorio, Trieste. Juiz: John Langenus (Bélgica). Público: 8000 pessoas. Gols: Dobay 11 do 1º. Puč 5 e Nejedlý 22 do 2º. Tchecoslováquia - Plánička, Ženišek, Čtyroký, Koštálek, Čambal, Krcil, Junek, Silný, Sobotka, Nejedlý e Puč. Romênia - Zombory, Vogl, Albu, Deheleanu, Cotormani, Moraveţ, Bindea, Covaci, Sepi, Bodola e Dobai.
27 de Maio de 1934 - Alemanha 5x2 Bélgica. Local: Estádio Giovanni Berta, Florença. Juiz: Francesco Mattea (Itália). Público: 8000 pessoas. Gols: Kobierski 25, Voorhoof 29 e 43 do 1º. Siffling 4, Conen 21, 25 e 42 do 2º. Alemanha - Kress, Haringer, Schwartz, Janes, Szepan, Zielinski, Lehner, Hohmann, Conen, Siffling e Kobierski. Bélgica - Van de Weyer, Smellinckx, Joacim, Peeraer, Welkenhuysen, Claessens, Devries, Voorhoof, Capelle, Grimmonprez e Heremans.
27 de Maio de 1934 - Áustria 3x2 França. Local: Estádio Mussolini, Turim. Juiz: John Van Morsell (Holanda). Público: 20000 pessoas. Gols: Nicolas 18, Sindelar 44 do 1º. Schall 3 do 1º da Prorrogação, Bican 4 e Verriest 13 do 2º da Prorrogação. Áustria - Platzer, Cisar, Sesta, Wagner, Smistik, Urbanek, Zischek, Bican, Sindelar, Schall e Viertl. França - Thépot, Mairesse, Mattlér, Delfour, Verriest, Liétaer, Keller, Alcazar, Nicolas, Rio e Aston.
27 de Maio de 1934 - Espanha 3x1 Brasil. Local: Estádio Marassi, Gênova. Juiz: Alfred Birlem (Alemanha). Público: 25000 pessoas. Gols: Iraragorri 18, Lángara 25 e 29 do 1º. Leônidas da Silva 10 do 2º. Espanha - Zamora, Ciriaco, Quincoces, Cillauren, Muguerza, Márculete, Iraragorri, Lángara, Lecue, La Fuente e Gorostiza. Brasil - Pedrosa, Sílvio, Luz, Tinoco, Martim Silveira, Canali, Luizinho, Brito, Leônidas da Silva, Armandinho e Patesko.
27 de Maio de 1934 - Suíça 3x2 Holanda. Local: Estádio San Siro, Milão. Juiz: Ivan Eklind (Suécia). Público: 40000 pessoas. Gols: Kielholz 7, Smit 19, Kielholz 29 do 1º. Abegglen 24 e Vente 39 do 2º. Suíça - Séchehaye, Minelli, Weiler, Guinchard, Jaccard, Hufschmid, Von Känel, Passello, Kielholz, Abegglen e Bossi. Holanda - Van der Meulen, Weber, Van Run, Pellikaan, Anderiesen, Van Heel, Wels, Vente, Bakhuys, Smit e Van Nellen.
27 de Maio de 1934 - Suécia 3x2 Argentina. Local: Estádio Littoriale, Bologna. Juiz: Eugen Braun (Áustria). Público: 15000 pessoas. Gols: Belis 4 e Jonasson 9 do 1º. Galateo 1, Jonasson 22 e Kroon 34 do 2º. Suécia - Eydberg, Axelsson, S. Andersson, Carlsson, Rosen, E. Andersson, Dunker, Gustafsson, Jonasson, Keller e Kroon. Argentina - Freschi, Pedevilla, Belis, Nehin, Sosa-Urbieta, López, Rúa, Wilde, De Vincenzi, Galateo e Irañeta.
27 de Maio de 1934 - Hungria 4x2 Egito. Local: Estádio Ascarelli, Nápoles. Juiz: Rinaldo Barlassina (Itália). Público: 12000 pessoas. Gols: Teleki 11, Toldi 31, Fawzi 35 e 39 do1 º. Vincze 8 e Toldi 16 do 2º. Hungria - A. Szabó, Futó, Sternberg, Palotás, Szücs, Lázár, Markos, Vincze, Teleki, Toldi e G. Szabó. Egito - Mansour, Ali Shafi, Hamidu, El Far, Rafaat, R. Hassan, Latif, Fawzi, El Tetch, Taha e M. Hassan.

QUARTAS DE FINAL
31 de Maio de 1934 - Alemanha 2x1 Suécia. Local: Estádio San Siro, Milão. Juiz: Rinaldo Barlassina (Itália). Público: 15000 pessoas. Gols: Hohmann 15, 18 e Dunker 37 do 2º. Alemanha - Kress, Haringer, Busch, Gramlich, Szepan, Zielinski, Lehner, Hohmann, Conen, Siffling e Kobierski. Suécia - Rydberg, Axelsson, S. Andersson, Carlsson, Rosen, E. Andersson, Dunker, Gustafsson, Jonasson, Keller e Kroon.
31 de Maio de 1934 - Áustria 2x1 Hungria. Local: Estádio Littoriale, Bologna. Juiz: Francesco Mattea (Itália). Público: 25000 pessoas. Gols: Horvath 8 do 1º. Zischek 6 e Sárosi 15 do 2º (pênalti). Explusão: Markos. Áustria - Platzer, Cisar, Sesta, Wagner, Smistik, Urbanek, Zischek, Bican, Sindelar, Horvath e Viertl. Hungria - A. Szabó, Vagó, Sternberg, Pálotas, Szücs, Szalay, Markos, Avar, Sarosi, Toldi e Kemenyi.
31 de Maio de 1934 - Tchecoslováquia 3x2 Suíça. Local: Estádio Mussolini, Turim. Juiz: Alois Beranek (Áustria). Público: 12000 pessoas. Gols: Kielholz 18, Svoboda 24 do 1º. Sobotka 4, Jäggi 33 e Nejedlý 37 do 2º. Tchecoslováquia - Planička, Ženišek, Čtyroký - Koštálek, Čambal, Krcil, Junek, Svoboda, Sobotka, Nejedlý e Puč. Suíça - Séchehaye, Minelli, Weiler, Guinchard, Jaccard, Hufschmid, Von Känel, Jäggi, Kielholz, Abegglen e Jaeck.
Camisas do Campionato Mundiale di Calcio - Itália 1930
31 de Maio de 1934 - Itália 1x1 Espanha. Local: Estádio Giovanni Berta, Florença. Juiz: Louis Baert (Bélgica). Público: 35000 pessoas. Gols: Regueiro 30 e Ferrari 44 do 1º. Itália - Combi, Monzeglio, Allemandi, Pizziolo, Monti, Castelazzi, Guaita, Giuseppe Meazza, Schiavio, Ferrari e Orsi. Espanha - Zamora, Ciriaco, Quincoces, Cillauren, Muguerza, La Fuente, Iraragorri, Lángara, Fede, Regueiro e Gorostiza.
1º de Maio de 1934 - Itália 1x0 Espanha (Jogo Desempate). Local: Estádio Giovanni Berta, Florença. Juiz: René Mercet (Suíça). Público: 45000 pessoas. Gol: Giuseppe Meazza 11 do 1º. Itália - Combi, Monzeglio, Allemandi, Ferraris, Monti, Bertolini, Guaita, Giuseppe Meazza, Borel, De Maria e Orsi. Espanha - Nogues, Zabalo, Quincoces, Cillauren, Muguerza, Lecue, Ventolrá, Regueiro, Campanal, Chacho e Bosch.

SEMIFINAIS
3 de Junho de 1934 - Itália 1x0 Áustria. Local: Estádio San Siro, Milão. Juiz: Ivan Eklind (Suécia). Público: 60000 pessoas. Gol: Guaita 19 do 1º. Itália - Combi, Monzeglio, Allemandi, Ferraris, Bertolini, Monti, Guaita, Giuseppe Meazza, Schiavio, Ferrari e Orsi. Áustria - Platzer, Cisar, Sesta, Wagner, Smistik, Urbanek, Zischek, Bican, Sindelar, Schall e Vertl.
3 de Junho de 1934 - Tchecoslováquia 3x1 Alemanha. Local: Estádio do Partido Nacional Fascista, Roma. Juiz: Rinaldo Barlassina (Itália). Público: 10000 pessoas. Gols: Nejedlý 21 do 1º. Noack 14, Nejedlý 24 e 36 do 2º. Tchecoslováquia - Planička, Burgr, Čtyroký, Koštálek, Čambal, Krcil, Junek, Svoboda, Sobotka, Nejedlý e Puč. Alemanha - Kress, Busch, Haringer, Zielinski, Szepan, Bender, Lehner, Siffling, Conen, Noack e Kobierski.

DECISÃO DO TERCEIRO LUGAR. 7 de Junho de 1934 - Alemanha 3x2 Áustria. Local: Estádio Giorgio Ascarelli, Nápoles. Juiz: Giulio Carrara (Itália). Público: 8000 pessoas. Gols: Lehner 4, Conen 29, Horvath 30 e Lehner 42 do 1º. Sesta 10 do 2º. Alemanha - Jakob, Busch, Janes, Zielinski, Szepan, Münzenberg, Bender, Lehner, Siffling, Conen e Heidemann. Áustria - Platzer, Cisar, Sesta, Wagner, Smistik, Urbanek, Zischek, Bican, Braun, Horvath e Viertl.

FINAL
10 de Junho de 1934 - Itália 2x1 Tchecoslováquia. Local: Estádio do Partido Nacional Fascista, Roma. Juiz: Ivan Eklind (Suécia). Público: 45000 pessoas. Gols: Puč 26 e Orsi 36 do 2º. Schiavio 5 do 1º da Prorrogação. Itália - Combi, Monzeglio, Allemandi, Ferraris, Monti, Bertolini, Guaita, Giuseppe Meazza, Schiavio, Ferrari e Orsi. Tchecoslováquia - Plánička, Ženišek, Čtyroký, Koštálek, Čambal, Krcil, Junek, Svoboda, Sobotka, Nejedlý e Puč.

CLASSIFICAÇÃO FINAL. Campeão: Itália. Vice-Campeão: Tchecoslováquia. 3º: Alemanha. 4º: Áustria. 5º: Espanha. 6º: Hungria. 7º: Suécia. 8º: Suíça. 9º: Argentina. 10º: Holanda. 11º: França. 12º: Romênia. 13º: Egito. 14º: Brasil. 15º: Bélgica. 16º: Estados Unidos.

Itália - 1934
Itália Campeã Mundial 1934. Em pé: Conti, Monti, Monzeglio, Bertolini, Allemandi e Ferrari. Agachdos: Guaita, Giuseppe Meazza, Schiavio, Luigi Ferraris e Orsi.

O Álbum Virtual da Copa do Mundo da Itália de 1934 está disponível em: 22_10_01 Álbum Copa do Mundo Futebol Itália 1934.

Referências:
(1) http://worldcupfifa2.tripod.com/id11.html
(2) http://www.gazetaesportiva.net
(3) http://www.futbox.com/

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Campeonato Mundial de Football - Uruguai 1930

A primeira Copa do Mundo, disputada em 1930, no Uruguai, surgiu do sonho do presidente da Fifa, na época uma entidade de apenas 24 anos, Jules Rimet, em realizar um torneio reunindo seleções de todo o planeta. A Copa foi realizada entre os dias 13 e 30 de julho. Para este Mundial, não houve eliminatórias. As seleções participantes foram convidadas pela entidade. Devido à crise financeira de 1929 e às dificuldades de transporte da Europa para a América, muitas seleções do velho continente recusaram o convite. No total, 13 países disputaram o torneio, sendo nove das Américas (Uruguai, Argentina, México, Bolívia, Brasil, Estados Unidos, Chile, Peru e Paraguai) e apenas quatro da Europa (França, Bélgica, Iugoslávia e Romênia).
Uma briga entre cartolas paulistas e cariocas impediu que a seleção brasileira levasse sua força máxima ao Mundial. Um único paulista, Araken, integra a delegação.
Todos os jogos foram realizados em Montevidéu e disputados em três estádios diferentes. O Estádio Centenário foi construído especialmente para a Copa, enquanto o Poncitos e o Parque Central já eram os estádios dos dois principais clubes uruguaios, Peñarol e Nacional, respectivamente.
Duas partidas disputadas simultaneamente abriram a competição. No Poncitos, a França venceu o México por 4 a 1, enquanto no Parque Central os Estados Unidos derrotaram a Bélgica por 3 a 0. O primeiro gol da competição foi marcado pelo francês Lucien Laurent, aos 19 minutos do primeiro tempo.
Após 17 partidas e 64 gols marcados, a Copa chegou à decisão com os rivais da decisão olímpica de dois anos antes. O Uruguai, medalha de ouro em 1924 e 28, venceu a Argentina por 4 a 2, no estádio Centenário.
Dorado abriu o placar e colocou o Uruguai em vantagem aos 12 min de jogo. Peucelle, aos 20min, e Stábile, aos 37min, viraram o jogo para os argentinos. No segundo tempo, empurrado por sua fanática torcida, o Uruguai dominou a partida e Cea, Iriarte e Castro definiram o placar.

Primeira Fase
Grupo 1
Campeonato Mundial de Football - Uruguai 1930
13 de Julho de 1930 - França 4x1 México. Local: Estádio Pocitos, Montevidéu. Juiz: Domingo Lombardi (Uruguai). Público: 1000 pessoas. Gols: Laurent 19, Langiller 40 e Maschinot 43 do 1º. Carreño 25 e Maschinot 42 do 2º. França - Thépot, Capelle, Mattlér, Chantrel, Pinel, Villaplane, Libérati, Delfour, Maschinot, Laurent e Langiller. México - Bonfiglio, Garza-Gutierrez, M. Rosas, Amezcúa, Sánchez, F. Rosas, López, Ruiz, Mejia, Carreño e Perez.
15 de Julho de 1930 - Argentina 1x0 França. Local: Parque Central, Montevidéu. Juiz: Gilberto de Almeida Rego (Brasil). Público: 18000 pessoas. Gol: Monti 36 do 2º tempo. Argentina - Bossio, Della Torre, Muttis, J. Evaristo, Monti, Arico, Suárez, Perinetti, Varallo, Ferreira, Cerro e M. Evaristo. França - Thépot, Capelle, Mattlér, Chantrel, Pinel, Villaplane, Libérati, Delfour, Maschinot, Laurent e Langiller.
16 de Julho de 1930 - Chile 3x0 México. Local: Parque Central, Montevidéu. Juiz: Henri Christophe (Bélgica). Público: 7000 pessoas. Gols: Vidal 3 do 1º, M. Rosas 7 (contra) e Vidal 20 do 2º. Chile - Cortés, Poirier, Morales, A. Torres, Saavedra, Elgueta, Ojeda, Subiabre, Villalobos, Vidal, Schneeberger. México - Sota, R. Gutiérrez, M. Rosas, Amescúa, Sánchez, F. Rosas, López, Gayón, Ruiz, Carreño e Pérez.
19 de Julho de 1930 - Chile 1x0 França. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: Aníbal Tejada (Uruguai). Público: 50000 pessoas. Gol: Subiabre 22 do 2º. Chile - Cortés, Chaparro, Riveros, A. Torres, Saavedra, C. Torres, Ojeda, Subiabre, Villalobos, Vidal e Schneeberger. França - Thépot, Capelle, Mattlér, Chantrel, Delmer, Villaplane, Libérati, Delfour, Pinel, Veinante e Langiller.
19 de Julho de 1930 - Argentina 6x3 México. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: Alexis Ponnet (Bélgica). Público: 50000 pessoas. Gols: Stábile 8, Zumelzú 12, Stábile 17, M. Rosas (pênalti) 42 do 1º. Varallo 8, Zumelzú 10, M. Rosas 20, Gayón 30 e Stábile 35 do 2º. Argentina - Bossio, Della Torre, Paternoster, Chividini, Zumelzú, Orlandini, Peucelle, Varallo, Stábile, De María e Spadaro. México - Bonfiglio, R. Garza-Gutiérrez, M. Rosas, Olivarez, Sánchez, Rodriguez, F. Garza-Gutiérrez, F. Rosas, López, Gayón e Carreño.
22 de Julho de 1930 - Argentina 3x1 Chile. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: John Langenus (Bélgica). Público: 35000 pessoas. Gols: Stábile 12, 13 e Arellano 15 do 1º. M. Evaristo 6 do 2º. Argentina - Bossio, Della Torre, Paternoster, J. Evaristo, Monti, Orlandini, Peucelle, Varallo, Stábile, Ferreira e M. Evaristo. Chile - Cortés, Chaparro, Morales, A. Torres, Saavedra, C. Torres, Arellano, Subiabre, Villalobos, Vidal e Aguilera.

Grupo 2
14 de Julho de 1930 - Iugoslávia 2x1 Brasil. Local: Parque Central, Montevidéu. Juiz: Alexis Ponnet (Bélgica). Público: 20000 pessoas. Gols: Tirnanić 21, Beck 30 do 1º e Preguinho 27 do 2º. Iugoslávia - Jakšić, Ivković, Mihajlović, Arsenijević, Stevanović, Djokić, Tirnanić, Marjanović, Beck, Vujadinović, Sekulić. Brasil - Joel, Brilhante, Itália, Hermógenes, Fausto, Fernando, Poly, Nilo, Arakén, Preguinho e Pereira.
17 de Julho de 1930 - Iugoslávia 4x0 Bolívia. Local: Parque Central, Montevidéu. Juiz: Francisco Mateucci (Uruguai). Público: 20000 pessoas. Gols: Beck 15, Marjanović 20, Beck 22 e Vujadinović 41 do 2º. Iugoslávia - Jakšić, Ivković, Mihajlović, Arsenijević, Stevanović, Djokić, Tirnanić, Marjanović, Beck, Vujadinović e Najdanović. Bolívia - Bermudes, Durandal, Chavarria, Argote, Lara, Balderrama, Gómez, Bustamante, Mendéz, Alborta e Fernández.
20 de Julho de 1930 - Brasil 4x0 Bolívia. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: Georges Balvay (França). Público: 12000 pessoas. Gols: Moderato 37 do 1º, Preguinho 17, Moderato 28 e Preguinho 38 do 2º. Brasil - Velloso, Zé Luiz, Itália, Hermógenes, Fausto, Fernando, Benedito, Russinho, Carvalho Leite, Preguinho e Moderato. Bolívia - Bermudez, Durandal, Chavarria, Sainz, Lara, Balderrama, Fernández, Ortiz, Bustamante, Mendéz e Alborta.

Grupo 3
14 de Julho de 1930 - Romênia 3x1 Peru. Local: Estádio Pocitos, Montevidéu. Juiz: Alberto Warnken (Chile). Público: 2000 pessoas. Gols: Stanciu 2 do 1º, Souza-Ferreira 30, Barbu 34 e Stanciu 44 do 2º. Romênia - Lăpuşneanu, Bürger, Steiner, Eissenbeiser, Vogl, Rafinschi, Covaci, Deşu, Wetzer, Stanciu e Barbu. Peru - Valdivieso, De Las Casas, Soria, Galindo, García, Valle, Lores, Villanueva, Denegri, Neyra e Souza-Ferreira.
18 de Julho de 1930 - Uruguai 1x0 Peru. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: John Langenus (Bélgica). Público: 81200 pessoas. Gol: "Manco" Castro 20 do 2º. Uruguai - Ballesteros, Tejera, Nasazzi, Andrade, Fernández, Gestido, Urdinarán, "Manco" Castro, Petrone, Cea e Iriarte. Peru - Pardón, De Las Casas, Maquillón, Galindo, Denegri, Astengo, Lores, Villanueva, Lavalle, Neyra, Souza-Ferreira.
21 de Julho de 1930 - Uruguai 4x0 Romênia. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: Gilberto de Almeida Rego (Brasil). Público: 80000 pessoas. Gols: Dorado 7, Scarone 28, Anselmo 31 do 1º. Cea 40 do 2º. Uruguai - Ballesteros, Marcheront, Nasazzi, Andrade, Fernández, Gestido, Dorado, Scarone, Anselmo, Cea e Iriarte. Romênia - Lâpuşneanu, Bürger, Czako, Eissenbeiser, Vogl, Robe, Covaci, Deşu, Wetzer, Rafinschi e Barbu.

Grupo 4
13 de Julho de 1930 - Estados Unidos 3x0 Bélgica. Local: Parque Central, Montevidéu. Juiz: José Bartolomé Macias (Argentina). Público: 15000 pessoas. Gols: McGhee 40 e 43 do 1º. Patenaude 44 do 2º. Estados Unidos - Douglas, Wood, Moorhouse, Gallagher, Tracey, Brown, Gonsalves, Florie, Patenaude, Auld e McGhee. Bélgica - Badjou, Nouvens, Hoydoncks, De Clerq, Hellemans, F. Braine, Diddens, Voorhoof, Adams, Moeschal e Versijp.
Camisas do Campeonato Mundial de Football - Uruguai 1930
17 de Julho de 1930 - Estados Unidos 3x0 Paraguai. Local: Parque Central, Montevidéu. Juiz: José Bartolomé Macias (Argentina). Público: 20000 pessoas. Gols: Patenaude 10, 18 do 1º e 5 do 2º. Estados Unidos - Douglas, Wood, Moorhouse, Gallagher, Tracey, Auld, Gonsalves, Florie, Patenaude, Brown e McGhee. Paraguai - Denis, Olmedo, Miracca, Etcheverry, Diaz, Aguirre, Nessi, Dominguez, González, Benítez Cáceres e Vargas Peña.
20 de Julho de 1930 - Paraguai 1x0 Bélgica. Local: Estádio Centenário, Montevidéu Juiz: Ricardo Vallarino (Uruguai). Público: 12000 pessoas. Gol: Benítez Cáceres 40 do 1º. Paraguai - P. Benítez, Olmedo, Flores, S. Benítez, Diaz, Garcete, Nessi, Romero, Gonzáles, Benítez Cáceres e Vargas Peña. Bélgica - Badjou, De Dekens, Hoydoncks, Moeschal, Hellemans, F. Braine, Diddens, Nouvens, Adams, Delbecque e Versijp.

SEMIFINAIS
26 de Julho de 1930 - Argentina 6x1 Estados Unidos. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: John Langenus (Bélgica). Público: 80000 pessoas. Gols: Monti 20 do 1º. Scopelli 11, Stábile 24, Peucelle 35, Peucelle 40, Stábile 43 e Brown 44 do 2º. Argentina - Botasso, Della Torre, Paternoster, J. Evaristo, Monti, Orlandini, Peucelle, Scopelli, Stábile, Ferreira e M. Evaristo. Estados Unidos - Douglas, Wood, Moorhouse, Gallagher, Tracey, Auld, Brown, Florie, Patenaude, Gonsalves e McGhee.
27 de Julho de 1930 - Uruguai 6x1 Iugoslávia. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: Gilberto de Almeida Rego (Brasil). Público: 93000 pessoas. Gols: Vujadinović 4, Cea 19, Anselmo 21 e 23 do 1º. Iriarte 18, Cea 21 e 27 do 2º. Uruguai - Ballesteros, Mascheroni, Nasazzi, Andrade, Fernández, Gestido, Dorado, Scarone, Anselmo, Cea e Iriarte. Iugoslávia - Jakšić, Ivković, Mihajlović, Arsenijević, Stevanović,
Djokić, Tirnanić, Marjanović, Beck, Vujadinović, Sekulić.

FINAL
30 de Julho de 1930 - Uruguai 4x2 Argentina. Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Juiz: John Langenus (Bélgica). Público: 93000 pessoas. Gols: Dorado 12, Peucelle 20 e Stábile 38 do 1º. Cea 13, Iriarte 23 e "Manco" Castro 44 do 2º. Uruguai - Ballesteros, Mascheroni, Nasazzi, Andrade, Fernández, Gestido, Dorado, Scarone, "Manco" Castro, Cea e Iriarte. Argentina - Botasso, Della Torre, Paternoster, J. Evaristo, Monti, Arico, Suárez, Peucelle, Varallo, Stábile, Ferreira e M. Evaristo.

Uruguai - 1930
CLASSIFICAÇÃO FINAL: Campeão: Uruguai. Vice-Campeão: Argentina. 3º: Estados Unidos. 4º: Iugoslávia. 5º: Chile. 6º: Brasil. 7º: França. 8º: Romênia.  9º: Paraguai. 10º: Peru. 11º: Bélgica. 12º: Bolívia. 13º: México.

Uruguai Campeão Mundial de 1930. Em Pé: Mascheroni, Nazassi, Ballesteros, Fernandez, Andrade e Gestido. Agacahados: Dorado, Scarone, "Manco" Castro, Cea e Iriarte.

O Álbum Virtual da Copa do Mundo do Uruguai de 1930 está disponível em: 22_10_01 Álbum Copa do Mundo Futebol Uruguai 1930.

Referências:
(1) http://esporte.hsw.uol.com.br/copa-1930.htm
(2) http://esportes.terra.com.br/futebol/copa2006/interna/0,,OI682235-EI5494,00.html
(3) http://worldcupfifa.tripod.com/id138.html
(4) http://www.futbox.com/pt/copas/1930#!jogos/finais-e-semifinais/1

quarta-feira, 1 de junho de 2022

FAHRENHEIT 451: UMA REFLEXÃO SOBRE O AUTORITARISMO

Em um mundo distópico em que bombeiros incendeiam livros em vez de apagar incêndios, Fahrenheit 451 nos faz refletir sobre o individualismo, a violência e a alienação de sociedades autoritárias. Num mundo em que as pessoas são dependentes de uma tela e a literatura é transgressão, livros são objetos proibidos e quem os porta é criminoso. A obra, lançada em 1953, não nos deixa esquecer de um tempo em que nazistas usavam a queima pública de livros como espetáculo para o povo.

A OBRA
Um clássico da ficção-científica escrito por Ray Bradbury, Fahrenheit 451 alcançou o sucesso logo após seu lançamento, em 1953, e ganhou sua primeira adaptação cinematográfica em 1966, sob a direção do aclamado François Truffaut, um dos principais nomes do movimento artístico francês chamado de Nouvelle Vague. O título aponta a temperatura necessária para queimar papel: 451º Fahrenheit (ou 233º Celsius).
A obra conta a história de Guy Montag, um bombeiro cuja principal função é atear fogo em livros. Nesta sociedade distópica, em que as pessoas se distraem com telas brilhantes, ter um livro é considerado crime, o que dirá uma biblioteca!
Afinal, livros são ferramentas de livre-pensamento e imaginação perigosas, que só servem, segundo o chefe da brigada, para deixar as pessoas infelizes, inspirando sonhos impossíveis no mundo real.
Neste cenário totalitário, que não permite dissidências, Montag vive uma vida ordinária: da casa para o trabalho, do trabalho para casa; a rotina do lar e da esposa consomem seus dias fora do quartel. Sem questionar seu trabalho e em via de ser promovido, tudo parece estar em perfeita ordem até que conhece Clarisse, uma professora simpática, cheia de imaginação, boas histórias e um tanto suspeita. É esta adorável e misteriosa moça que desperta em Montag um desejo irrefreável por esses pequenos universos fascinantes que vestem folhas, tintas, lombadas e capas.
Fahrenheit 451 foi escrito inicialmente como um conto, O bombeiro, publicado no volume Prazer em Queimar: história de Fahrenheit 451; e, por incentivo do editor, acabou transformado em romance — tornando-se um dos livros mais importantes da sua época e também um dos mais censurados, veja a ironia, junto com obras indispensáveis como 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Foi adaptado mais de uma vez para o cinema, mas a versão mais celebrada é a do cineasta francês François Truffaut. O diretor colocou todo o seu amor pela literatura no longa, não é à toa que as cenas mais marcantes do filme são justamente as que a câmera percorre os montantes de livros — com suas capas e ilustrações belíssimas — sendo consumidos pelas chamas. A aparição idílica das Pessoas-Livro no filme confirma essa admiração de Truffaut pela literatura.
Apesar de ter ganhado inúmeras interpretações — que vão desde evocar o poder da palavra, a tolice de censurar a arte e até o retrato do burocrata que não questiona a vileza do seu ofício —, a obra tem forte ligação com o período em que foi escrita: a era do macarthismo e sua sistemática censura às artes, que dominou os Estados Unidos nos anos 1950. O autor mencionou algumas vezes que a proibição dos livros não foi o que o motivou a escrever a obra, mas sim sua percepção de que as pessoas passavam tempo demais em frente às novas mídias, como a televisão, e menos tempo com a literatura. Hoje, sufocados por fake news e pelo medo de ficar de fora do que acontece nas redes sociais, percebemos o quão atual o livro permanece. Num mundo que teme pelos governos totalitários que se espalham pelo globo, Fahrenheit 451 nos faz lembrar que o desejo pelo conhecimento e pela arte sempre será maior que as forças opressoras que insistem em ressurgir.

O AUTOR
Ray Douglas Bradbury foi um dos maiores escritores de ficção científica de sua geração e produziu em meio a “Era de Ouro” do gênero, mas não gostava de classificar suas obras como ficção científica e sim como fantasia. Ao longo de sua carreira, escreveu cerca de 400 contos e mais de 40 livros de diferentes gêneros. Sua obra é composta por romances, ensaios, contos, literatura infanto-juvenil, poesias, peças de teatro e roteiros para cinema e televisão.
Bradbury nasceu em 22 de agosto de 1920, na cidade de Waukegan, em Illinois (EUA), mas foi em Los Angeles que se fixou e começou sua carreira. Em 1938, conseguiu publicar pela primeira vez um de seus contos, na fanzine de ficção científica Imagination! (de Forrest J. Ackerman); o conto Hollerbochen’s Dilemma foi o caminho de entrada para o autor que passou a contribuir em várias revistas do mesmo segmento. A fama de Bradbury acontece com o lançamento do livro Crônicas Marcianas (1950), nos anos seguintes publica as obras de sucesso The Illustrated Man (1951) e Fahrenheit 451 (1953), considerada a obra-prima de sua carreira.  
Os universos criados por Ray foram adaptados em muitas produções cinematográficas como It Came from Outer Space (1953), O Monstro do Mar (1953), Fahrenheit 451(1966 e 2018), The Illustrated Man (1969), Something Wicked This Way Comes (1983), The Wonderful Ice Cream Suit (1998) e A Sound of Thunder (2005). O escritor também foi o responsável pelo roteiro adaptado do clássico Moby Dick (1956).
Ray Bradbury faleceu em 2012, aos 91 anos, mas, assim como em Fahrenheit 451, a existência de suas histórias no imaginário coletivo lhe torna imortal.  

sábado, 14 de agosto de 2021

X11 - Partida extraordinária: Einstein X Oppenheimer

Esta foi uma partida jogada em Princeton entre Einstein e Oppenheimer realizada em 1933
O final da partida disputada entre o físico Albert Einstein (com as brancas) e Robert Oppenheimer, o pai da Bomba Atômica. Oppenheimer desiste da partida após o lance seguinte Bxe7 feito por Einstein.
Os lances foram:
1.e4 e5, 
2.Cf3 Cc6, 
3.Bb5 a6, 
4.Ba4 b5, 
5.Bb3 Cf6, 
6.O-O Cxe4,
7.Te1 d5, 
8.a4 b4,
9.d3 Cc5, 
10.Cxe5 Ce7,
11.Df3 f6, 
12.Dh5+ g6, 
13.Cxg6 hxg6, 
14.Dxh8 Cxb3, 
15.cxb3 Dd6, 
16.Bh6 Rd7, 
17.Bxf8 Bb7, 
18.Dg7 Te8, 
19.Cd2 c5, 
20.Tad1 a5, 
21.Cc4 dxc4, 
22.dxc4 Dxd1, 
23.Txd1+ Rc8, 
24.Bxe7
Na partida, que ocorreu na cidade de Princeton, Estados Unidos, Einstein utilizou a abertura Ruy López, a qual Oppenheimer respondeu com a Defesa Morphy (3...a6).

Esta partida de xadrez disputada pelos renomados físicos e enxadristas Albert Einstein e Robert Oppenheimer no ano de 1933. Ela foi submetida á analise pelos computadores ( stockfish Lc...)  que não entendiam a partida o que tornou ela uma partida muito conhecida !
O próprio Einstein teve 95 por cento de precisão !

© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023

sábado, 7 de agosto de 2021

X10 - Partida Imortal de: Anderssen x Kieseritzky

"A Imortal" foi uma partida de xadrez disputada em 1851 por Adolf Anderssen e Lionel Kieseritzky, sendo considerada uma das partidas mais famosas já disputadas.
Figura 01 - Adolf Anderssen e Lionel Kieseritzky
Adolf Anderssen foi um dos mais fortes jogadores de seu tempo e foi considerado, por muitos, candidato a campeão do mundo depois de vencer o Campeonato Londrino de Xadrez.
Lionel Kieseritzky viveu na França boa parte de sua vida, onde deu aulas de xadrez e jogos xadrez por cinco francos a hora no Café de la Regence em Paris. Kieseritzky era conhecido por ser capaz de bater outros jogadores hábeis (porém de nível mais baixo) mesmo estando em posição inferior, por exemplo, jogando sem a dama.
Disputada entre dois grandes jogadores no Simpson's-in-the-Strand Divan em Londres, a Partida Imortal foi um jogo informal disputado durante um intervalo num campeonato formal. Kieseritzky ficou muito impressionado quando o jogo acabou e telegrafou os movimentos do jogo para seu clube de xadrez parisiano. A revista de xadrez francesa La Regence publicou o jogo em julho de 1851. Mais tarde, em 1855, a partida foi apelidada de "Partida Imortal" pelo Austríaco Ernst Falkbeer.
Figura 02 - "A Imortal" em Blade Runner.
Depois de algum tempo a Partida Imortal reapareceu de vários modos pouco usuais. A cidade de Marostica, na Itália, vem refazendo o jogo com pessoas reais, vestidas como peças de xadrez, todo ano desde 2 de Setembro de 1923. A posição do jogo após o 20º movimento está em um selo de 1984 do Suriname. A parte final do jogo foi usado como inspiração para o jogo de xadrez no filme de ficção científica de 1982 Blade Runner. Ela também foi a base para uma história de detetive com o mesmo nome escrita por Mark Coggins.
Figura 03 - "A Imortal".
Este jogo é uma ótima demonstração do estilo de xadrez do século XIX, onde o rápido desenvolvimento e ataque eram considerados os melhores métodos para a vitória, onde muitos gambitos e contra-gambitos eram oferecidos (e não aceitá-los era considerado um tanto pouco cavalheiresco), onde material era freqüentemente adquirido sem haver medição das conseqüências da captura. Esse jogos, com seus rápidos ataques e contra-ataques, eram freqüentemente reproduzidos como forma de entretenimento, mesmo que hoje alguns dos movimentos não sejam mais considerados eficientes.
Nesta partida, Anderssen vence apesar de ter sacrificado um bispo no movimento 11, ambas as torres a partir do movimento 18 e a dama no movimento 22 para conseguir aplicar um xeque-mate. Ele ofereceu duas peças mostrando que duas peças ativas são melhores que uma dúzia de peças, por assim dizer, adormecidas nas suas casas iniciais. Anderssen depois demonstrou o mesmo tipo de tática na Partida Sempreviva.
O jogo será apresentado a seguir na notação algébrica do xadrez. Algumas versões anteriormente publicadas do jogo podem ter apresentado erros como descrito nas anotações.

Anotação sobre o jogo
Brancas: Adolf Anderssen
Pretas: Lionel Kieseritzky
Abertura: Gambito do rei, C33
O jogo também é apresentado  a seguir na no modo PGN,
bastando clicar no link:
 "
A Imortal".

1. e4 e5 
2. f4 exf4
3. Bc4 Dh4+
4. Rf1 b5?!
5. Bxb5 Cf6 
6. Cf3 Dh6 
7. d3 Ch5
8. Ch4 Dg5
10. g4 Cf6 
11. Tg1! cxb5?
12. h4! Dg6 
13. h5 Dg5 
14. Df3 Cg8
15. Bxf4 Df6 
16. Cc3 Bc5
17. Cd5 Dxb2
18. Bd6!! Bxg1?
19. e5! Dxa1+ 
20. Re2 Ca6
21. Cxg7+ Rd8 
22. Df6+ Cxf6 
23. Be7# 1-0

Figura 05 - "A Imortal" publicada na
revista de xadrez francesa La Regence
No fim, as pretas estão com muito mais material: uma rainha e duas torres além de manter o par de bispos, enquanto têm apenas um peão a menos. Mas o material não ajudou as pretas. As brancas foram capazes de usar suas peças remanescentes, dois cavalos e um bispo, para forçar mate. 
Savielly Tartakower descreveu a partida como "um bonito jogo".

© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023


sábado, 26 de junho de 2021

X9 - Aberturas e defesas de xadrez

O xadrez é um jogo diferente da maioria dos jogos de tabuleiro devido ao grande estudo dedicado a suas estratégias e incontáveis partidas. Mesmo após aprender as regras, como jogar e as principais jogadas, ainda é preciso ter algum conhecimento sobre os momentos iniciais do jogo: as aberturas de xadrez.
Aberturas de xadrez são sequências de movimentos iniciais que já foram muito testadas em tabuleiros reais e em partidas virtuais, com as quais o jogador pode ter certa vantagem sobre um adversário. Ao memorizar algumas das principais aberturas e suas variações é possível jogar os primeiros movimentos de uma maneira quase automática e assim focar-se nos pontos mais importantes do jogo.
Normalmente utiliza-se o termo "aberturas de xadrez" apenas para os movimentos das peças Brancas, enquanto para as peças Pretas chama-se a sequência de movimentos de "defesa". No entanto, na prática, as defesas são como aberturas de xadrez para as peças Pretas e algumas aberturas até podem ser usadas como defesas.

Aberturas de xadrez: Jogo Italiano
Figura 01 - Jogo Italiano
O Jogo Italiano, ou Abertura Italiana, é uma das aberturas de xadrez que preza por desenvolvimento rápido e controle do centro com o Bispo de casas brancas. Em apenas três movimentos o jogador com as peças brancas consegue colocar uma peça forte no centro, difícil de ser atacada, e está pronto para efetuar o Roque pequeno no próximo movimento.
O Jogo Italiano é uma das aberturas mais básicas de Xadrez que leva rapidamente para uma posição sólida.
A Partida Italiana é uma Abertura do Peão do Rei  começando com 1. e4 e5 2. Cf3 Cc6 3. Bc4.
Com 3. Bc4 , as brancas realizam três coisas:
  • Branco desenvolve outra peça;
  • As brancas aproximam-se do roque na ala de rei;
  • As brancas olham para a fraca casa f7 com o bispo. Esta é a casa mais fraca na posição preta (defendida apenas pelo rei).
As duas principais opções das Pretas na Abertura Italiana são 3…Cf6 e a mais popular 3…Bc5.  3…Be7 e 3…d6 são jogáveis, mas considerados um tanto passivos. 

Aberturas de xadrez: Jogo Espanhol
Figura 02 - Jogo Espanhol
A Ruy-Lopez, ou Jogo Espanhol, ganha seu nome do bispo homônimo que escreveu um dos primeiros livros de xadrez. Apesar de muito parecida com o Jogo Italiano, com uma mera diferença da casa na qual o Bispo repousa, essa abertura leva para posições muito diferentes e costuma fazer com que jogadores amadores se sintam pressionados logo cedo.
O Bispo ameaça imediatamente o cavalo, e essa tensão pode ser deixada de lado até mais tarde na partida. Em outras defesas, no entanto, as peças pretas podem ameaçar o Bispo com o ataque do Peão de A7. Neste caso o Bispo pode recuar e as peças Brancas perdem um pouco de Tempo, ou pode capturar o Cavalo.
A captura do Cavalo e posterior captura do Bispo danifica a estrutura de Peões das peças Pretas, as quais ficarão com peões dobrados. O Peão em E5 no centro do tabuleiro também perderá seu defensor e o Cavalo em F3 poderá capturá-lo.
A abertura Ruy-Lopez é conhecida por colocar pressão nas peças Pretas bem cedo no jogo e instiga iniciantes a cometerem erros 

Aberturas de xadrez: Jogo Inglês
Figura 03 A - Jogo Inglês
É possível perceber que a maioria das aberturas de xadrez conta com poucos movimentos, pois seu adversário pode responder de várias maneiras e então cada uma se ramifica em várias linhas teóricas que exigem estudo e memória. Diferente de todas elas temos o jogo Inglês (Sistema London), um sistema que basicamente permite que você realize vários movimentos e tenha uma posição sólida, sem precisar alterá-lo de acordo com o que seu adversário jogar.
No Sistema London, o Bispo de casas pretas sai de sua posição inicial antes do usuário "fechar" sua pirâmide de peões para não ficar preso.
Figura 03 B - Jogo Inglês
A London é caracterizada por uma pirâmide de peões no centro, um protegendo o outro, e um Bispo de casas pretas que sai cedo antes da pirâmide se fechar. Esse Bispo fica enfraquecido nessa formação, então recomenda-se que ela seja trocado com o Bispo de casa pretas do seu oponente para obter vantagem. Por formar um centro tão forte, muitas vezes o Rei não faz Roque na London e permanece no centro do tabuleiro.
Perceba como a maioria dos quadrados na London estão bem defendidos pelo Bispo de casas brancas e pelo Cavalo, de forma que pode nem ser necessário realizar o Roque.
Vale ressaltar que, apesar de prático, o Sistema London não é considerado uma abertura competitiva, mas é bom para iniciantes.
Uma ordem de movimento típica é 1. d4 d5 2. Cf3 Cf6 3. Bf4 c5 4. e3 Cc6 5. c3 e6 6. Bd3 Be7 7. Cbd2 0-0 8. h3 b6 9. 0-0 Bb7 10. De2.

Aberturas de xadrez: Jogo estadunidense
Figura 03 B - Jogo Estadunidense 
O Jogo estadunidense (Ataque Índio do Rei) é uma abertura extremamente defensiva popularizada por Bobby Fischer. Ela consiste em criar uma fortaleza para seu Rei logo no início do jogo e assim poder jogar o resto da partida sem se preocupar muito com ataques que possa sofrer. Não há uma ordem para os movimentos, basta mover seu Cavalo, Peão e Bispo para em seguida realizar o Roque pequeno.
A melhor forma de desenvolvê-la é como o próprio Bobby Fischer jogava, avançando seus peões no centro após seu Rei estar em segurança. Essa também não é uma abertura competitiva, mas é muito recomendada para iniciantes por deixar seu Rei em segurança bem cedo na partida. Ela também pode ser usada pelas peças pretas como uma defesa.
O Ataque Índio do Rei é uma ótima abertura para quem cai com facilidade em armadilhas, pois cria uma fortaleza para seu Rei já nos primeiros movimentos.

Aberturas de xadrez: Estratégia da Rainha
Figura 04 - Jogo da Rainha
A Estratégia (Gambito) da Rainha que dá nome à popular série da Netflix faz parte de um tipo específico de aberturas chamadas "Gambitos". Nelas, o jogador sacrifica uma ou mais peças em troca de algum tipo de vantagem. No Gambito da Rainha sacrifica-se um Peão inicialmente em troca de colocar dois peões fortes no centro. Após esse movimento, o Peão inimigo pode ser capturado facilmente pelo Bispo.
A questão dos gambitos é que eles são apostas. Um jogador oferece material, e o adversário decide se aceita ou não. O Gambito da Rainha Aceito é uma ótima posição para as peças Brancas, pois após o peão adversário capturar em C4, é possível colocar um segundo peão no centro em E4, além de capturar. No entanto, jogadores mais experientes quase sempre irão responder com o Gambito da Rainha Recusado em E6, armando uma poderosa defesa.
O Gambito da Rainha aceito dá uma boa vantagem para as peças Brancas, mas o Gambito da Rainha Recusado é uma defesa sólida difícil de enfrentar.

Defesas do xadrez: Defesa Francesa
Figura 05 - Jogo Francês
As defesas seriam como as "Aberturas" para as peças Pretas, porém muitas dependem de como as peças Brancas irão atacar. Uma defesa simples é a Defesa Francesa, na qual as peças Brancas avançam com E4 e as peças Pretas respondem com um tímido E6 ao invés do tradicional E5. Na jogada seguinte, as peças Pretas lançam então D5 e criam uma forte cadeia de peões que protegem uns aos outros. Uma desvantagem é que o Bispo das casas brancas não têm muita utilidade nos primeiros estágios do jogo.
A Defesa Francesa é uma defesa simples, porém forte, que confia na cadeia de peões para defender o centro do tabuleiro.





Defesas do xadrez: Defesa Siciliana
Figura 06 A - Jogo Siciliano
A defesa Siciliana é muito popular e recomendada pelo seu potencial, porém sua grande quantidade de variações a torna um pouco complicada. Quando as peças Brancas abrem com E4, as peças Pretas respondem com algo que parece fora do normal com C5. No entanto, o Peão em C5 luta pelo quadrado de D5 no centro, assim como o Peão de E5 faria, mas com possibilidades bem diferentes para as outras peças. É uma defesa que exige muito estudo.
A defesa Siciliana luta pelo centro com um peão em C5, diferente do tradicional, o que leva para posições bem diferentes que exigem estudo.
Figura 06 B - Jogo Siciliano
Uma variante interessante para conhecer da Siciliana é o Dragão, que possui também a variante Dragão Acelerado. Ambas consistem em mover um peão em G6 de forma que e abra espaço para colocar o Bispo do lado do Rei em G7. Dessa maneira o Bispo pode atacar toda a diagonal do tabuleiro, praticamente "cuspindo fogo" em seus adversários.

As variantes do Dragão na defesa Siciliana criam um grande desafio para as peças Brancas que estavam no ataque.

Defesas do xadrez: Defesa Holandesa
Figura 07 - Jogo Holandês
A Defesa Holandesa é uma Abertura de Peão da Dama começando com os lances 1. d4 f5
As pretas imediatamente criam um desequilíbrio na posição e assumem o controle da importante casa e4.
Embora expor a “diagonal curta do Rei” movendo o peão-f tão cedo possa parecer uma violação dos Princípios de Abertura , o preto pode esperar buscar um ataque na ala do rei mais tarde no jogo com a ajuda deste peão. A defesa holandesa continua sendo uma opção popular para jogadores que querem jogar agressivamente.

© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023

sábado, 19 de junho de 2021

X8 - Xeque Mate Pastor

Mate Pastor também chamado de xeque-pastor, é um tipo de xeque-mate básico efetuado pelas peças brancas durante a abertura, que segue a ideia de atacar o peão, que se encontra na casa f7 e que é defendido apenas pelo rei, de acordo com os seguintes lances para fazer o mate pastor.

Sequência do Mate do Pastor em notação algébrica: 
1. e4 e5
2. Dh5!? Cc6
3. Bc4 Cf6??
4. Dxf7#

© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023

sábado, 12 de junho de 2021

X7 - Xeque Mate do Tonto

O Mate do Tonto é um xeque mate muito rápido que se pode dar partindo da posição inicial das peças sobre o tabuleiro. O nome deste xeque mate, por dedução, está no fato de que somente um “tonto” pode jogar e deixar-se dar mate desta forma.
Vejamos a sequencia de lances que chega ao Mate do Tonto:
1. e4 e5 
2. Dh5 Re7?? 
3. Dxe5++ 

Conforme podemos ver, a Dama branca, com toda a ajuda possível das negras, dá um xeque mate em apenas três lances! Na posição final, o Rei negro não tem escapatória, pois nenhuma peça ou peão pode capturar a Dama branca; nenhuma peça ou peão pode ocupar a casa “e6” colocando-se entre a Dama branca e o Rei negro não tem casa de fuga.
A conclusão óbvia, após examinar a sequencia de jogadas que conduz ao xeque mate, é que, desde o inicio da partida é imprescindível prestar atenção às possíveis respostas do adversário e seguir os princípios básicos de uma boa abertura.
© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023

sábado, 5 de junho de 2021

X6 - Xeque Mate do Louco


Mate do Louco é o xeque-mate mais rápido possível do xadrez, sendo executado com o segundo lance das peças negras. É extremamente raro, já que para a sua ocorrência as brancas devem cometer erros incomuns, mesmo entre principiantes, ao fazer duas das piores jogadas de abertura possíveis.

Sequência do Mate do Louco em notação algébrica: 
1. f3 e5
2. g4?? Dh4# 

© 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2023