terça-feira, 7 de agosto de 2018

Darwinismo - A origem e a evolução das Espécies

No livro "A Origem das Espécies", Charles Darwin - naturalista britânico - apresentou suas ideias sobre a evolução e a seleção natural. Essas ideias foram amplamente baseadas em observações diretas das viagens de Darwin ao redor do globo. De 1831 a 1836, ele foi parte de uma expedição de levantamento topográfico feita pelo navio HMS Beagle, a qual incluía paradas na América do sul, Austrália e a ponta sul da África. Em cada uma das paradas da expedição, Darwin teve a oportunidade de estudar e catalogar as plantas e os animais locais.
Durante seu percurso, Darwin começou a observar padrões intrigantes na distribuição e características dos organismos. Podemos ver alguns dos padrões mais importantes que Darwin percebeu na distribuição dos organismos ao examinarmos suas observações nas Ilhas Galápagos ao longo da costa do Equador.
Darwin descobriu que espécies similares de tentilhões, mas não idênticas, habitavam ilhas próximas a Galápagos . Além disso, ele percebeu que cada espécie de tentilhão estava bem adaptada para seu ambiente e sua função. Por exemplo, espécies que comiam sementes grandes e tendiam a ter bico largo e duro, enquanto aquelas que comiam insetos tinham bico fino e afiado. Finalmente, ele observou que os tentilhões (e outros animais) encontrados nas Ilhas Galápagos eram similares às espécies do vizinho continente do Equador, mas diferentes dos encontrados no resto do mundo.
Darwin não percebeu tudo isso em sua viagem. De fato, ele nem mesmo tinha entendido que tentilhões eram espécies relacionadas, porém distintas, até mostrar os espécimes coletados para um ornitólogo especializado (biólogo de aves) anos mais tarde. 
No entanto, gradualmente, ele teve a ideia que poderia explicar o padrão de tentilhões relacionados, mas diferentes.
Segundo a ideia de Darwin, o padrão faria sentido se as Ilhas Galápagos tivessem sido habitadas, muito tempo antes, por aves das terras continentais vizinhas. Em cada ilha, os tentilhões devem ter se adaptado gradualmente às condições locais (por muitas gerações e longos períodos de tempo). Esse processo pode ter levado a formação de uma ou várias espécies em cada ilha.
Durante sua viagem e nos anos posteriores, Darwin desenvolveu e aperfeiçoou um conjunto de ideias que poderiam explicar os padrões que ele observou ao longo de sua viagem. Em seu livro, A Origem das Espécies, Darwin ressaltou duas ideias principais: a evolução e a seleção natural.

Evolução

Darwin propôs que as espécies podem mudar ao longo do tempo, que novas espécies surgem de espécies pré-existentes, e que todas compartilham um ancestral comum. Nesse modelo, cada espécie tem um conjunto único de diferenças herdáveis (genéticas) comparadas ao ancestral comum, que se acumularam gradualmente ao longo do tempo. Eventos repetidos de diferenciação, nos quais espécies novas divergem a partir de seu ancestral comum, produzem uma "árvore" multinível que conecta todos os seres vivos.
Darwin se refere a esse processo no qual os organismos mudam suas características herdáveis através das gerações como "descendência com modificação". Atualmente, nós chamamos de evolução. Os rascunhos de Darwin vistos acima ilustram suas ideias, mostrando como uma espécie pode se diferenciar em duas com o passar do tempo, e como esse processo pode se repetir muitas e muitas vezes na "árvore genealógica" de um grupo de espécies relacionadas.

Seleção natural

Darwin, é importante notar, não propôs apenas que os organismos evoluíam. Se esse tivesse sido o começo e o fim de sua teoria, ele não estaria em tantos livros didáticos como está hoje! Ao invés, Darwin também propôs um mecanismo para a evolução: seleção natural. Esse mecanismo era elegante e lógico, e explicava como populações podiam evoluir (passar por descendência com modificação) de tal maneira que se tornassem melhor adaptadas aos seus ambientes ao longo do tempo.

O conceito de seleção natural de Darwin foi baseado em algumas observações importantes:
  • Características são geralmente herdáveis. Em seres vivos, muitas características são herdadas, ou passadas dos pais para os filhos. (Darwin sabia que era esse o caso, apesar de não saber que as características eram herdadas através de genes.)
  • Nem toda a prole é capaz de sobreviver. Os organismos são capazes de produzir uma prole maior do que o ambiente é capaz de suportar. Por isso, há competição por recursos limitados em cada geração.
  • A prole varia quanto às características herdáveis. Os descendentes, em qualquer geração, serão ligeiramente diferentes em suas características (cor, tamanho, forma, etc) e muitas dessas características serão herdáveis.

Baseado nessas observações, Darwin concluiu que:
  • Em uma população, alguns indivíduos vão herdar características que os ajudam a sobreviver e reproduzir (dadas as condições ambientais, como predadores e fonte de nutrientes disponíveis). Os indivíduos com essas características benéficas vão deixar uma prole maior na próxima geração quando comparados aos demais, já que tais características os tornam mais aptos a sobreviver e reproduzir.
  • Como as características úteis são herdáveis, e os organismos com essas vantagens deixam uma prole maior, elas se tornarão mais comuns (presentes em uma fração maior da população) na próxima geração.
  • Ao longo das gerações, a população se tornará adaptada ao seu ambiente (visto que indivíduos com características úteis a este ambiente têm, consistentemente, maior sucesso reprodutivo que os seus contemporâneos).

O modelo de evolução de Darwin por seleção natural permitiu-lhe explicar os padrões que ele havia visto durante suas viagens. Por exemplo, se as espécies de tentilhão de Galápagos compartilhassem um ancestral comum, faria sentido que elas se assemelhassem fortemente entre si (e aos tentilhões do continente, que provavelmente compartilhavam esse mesmo ancestral comum). Contudo, se grupos de tentilhões tivessem sido isolados em ilhas separadas por muitas gerações, cada grupo teria sido exposto a um ambiente diferente no qual diferentes características herdáveis poderiam ter sido favorecidas, tais como tamanhos e formatos diferentes de bico para a utilização de diferentes fontes de alimento. Esses fatores poderiam ter levado à formação de espécies distintas em cada ilha.

sábado, 4 de agosto de 2018

História Antiga: 3.500 A.C á 476 anos D.C.

A História Antiga é uma época histórica que coincide com o surgimento e desenvolvimento das primeiras civilizações, também conhecidas como civilizações antigas. De acordo com a historiografia, o início deste período é marcado pelo surgimento da escrita (por volta de 4.000 a.C.), que representa também o fim da Pré-História. De acordo com este sistema de periodização histórica, a Antiguidade vai até o século V, com a queda do Império Romano do Ocidente após as invasões dos povos germânicos (bárbaros).
Segundo historiadores a primeira cidade foi Kish, seguida por Eridu, Nipur, Uruk e Lagash, estas cidades teriam dado origem as primeiras civilizações, que habitavam a Mesopotâmia, esta palavra deriva do grego e significa terra entre 2 rios, o Rio Tigre e o Eufrates.
Principais características históricas desta época: Surgimento e desenvolvimento da vida urbana; Poder político centralizado nas mãos de reis; Sociedade marcada pela estratificação social; Desenvolvimento de religiões (maioria politeístas) organizadas; Militarização e ocorrências constantes de guerras entre povos; Desenvolvimento e fortalecimento do comércio; Desenvolvimento do sistema de cobrança de impostos e obrigações sociais; Criação de sistemas jurídicos (leis); Desenvolvimento cultural e artístico.
Principais povos e civilizações antigas: Mesopotâmia; Persas; Egito Antigo; Hebreus; Hititas; Grécia Antiga; Roma Antiga; Creta; Povos Bárbaros; Celtas e Etruscos
Cronologia (principais fatos da História Antiga):
- 3.500 a.C - Desenvolvimento da escrita pelos sumérios.
- 3.200 a.C. - Ocorre a unificação do Egito.
- 1900 a. C. - Os hebreus se fixam na região da atual Palestina.
- 1.100 a.C. - A Ásia Menor começa a ser colonizada pelos gregos.
- 753 a.C. - fundação da cidade de Roma.
- 1 - Nascimento de Jesus Cristo. (início da Era Cristã).
- 313 - Imperador Constantino decreta o Edito de Milão, que dava liberdade de culto aos cristãos.
- 330 - A cidade de Constantinopla é fundada.
- 425 - povos germânicos (denominados bárbaros pelos romanos) conquistam diversas províncias do Império Romano.
- 476 - Fim do Império Romano do Ocidente.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Pré-história: 6.000.000 á 3.500 anos A.C.

Considera-se a Pré-história como o período que compreende a atividade humana desde suas origens até o surgimento da escrita, que corresponderia ao período anterior às primeiras civilizações,
A Pré-História é uma área do conhecimento partilhada entre várias disciplinas, da Paleontologia que provém as nomenclaturas que classificam os hominídeos. Os gêneros de hominídeos variaram em alguns seguimentos principais e sua temporalidade também variou de cinco milhões de anos até, aproximadamente, 120 mil anos.
De forma geral, esses grupos de hominídeos são classificados como caçadores e coletores, isto é, não possuíam território fixo. Eram, basicamente, praticantes do nomadismo. A arqueologia e a história costumam, por meio de sistemas de datação, dividir a ação desses hominídeos nas seguintes fases: o Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada, e o Neolítico, ou Idade da Pedra Polida. Essas divisões ocorrem também por meio do grau de domínio da tecnologia rústica. O uso de artefatos como pedra, madeira, pedaços de ossos e cerâmica é determinante para tal classificação.
A última fase da Pré-História seria a Idade dos Metais, que corresponde ao período em que o homem passou a ter um pleno domínio do fogo e começou a fazer a fusão de metais, obtendo o bronze, por exemplo. Esse período data de 6 a 5 mil anos atrás e coincide com o aparecimento das primeiras civilizações.
Outro ponto a destacar-se com relação à Pré-História e aos documentos estudados por especialistas dessa área é a Arte Rupestre, que comporta os primeiros símbolos e registros da ação do Homem, possuindo assim um valor inestimável.

Período Paleolítico

O Período Paleolítico, considerado um dos mais longos da história, (desde o surgimento da humanidade, por volta de 4,4 milhões de anos até de 8000 a.C.) abrange cerca de 99% do tempo de existência da sociedade humana.
Nesse período foram desenvolvidas as primeiras ferramentas (facas, machados, arpões, lanças, arcos, flechas, anzóis), embora não houvesse grande sofisticação na técnica de produção. Eles utilizavam as ferramentas no dia-a-dia por exemplo, para coletar frutas, raízes, construir pequenos abrigos ou matar algum animal.
A pedra foi a principal matéria prima utilizada e, diferente do período neolítico (idade da pedra polida), o paleolítico representa a idade da pedra lascada, nome que indica a incipiência e simplicidade das técnicas utilizadas. Os instrumentos do paleolítico eram constituídos por pedras, madeiras, ossos e chifres.
O nomadismo foi uma das principais características do homem do paleolítico que caminhava grande parte de sua vida em busca de abrigo e comida. Os homens, que viviam geralmente em bandos, eram caçadores e coletores, uma vez que a agricultura e o pastoreio somente surgiram no período posterior (neolítico), quando os indivíduos passam a cultivar a terra e a domesticar animais.
Assim, já que o homem desse período não produzia alimentos, ou seja, não plantavam nem criavam animais, a base da alimentação era os animais que eles caçavam, os peixes que pescavam e a coleta de grãos, raízes e frutos; por esse motivo, os homens do paleolítico são classificados como “caçadores-coletores”.
Eles não construíam casas, viviam em cavernas para se protegerem das intempéries (geadas, chuva, tempestades, etc.) bem como dos animais. Sem dúvida, a maior descoberta realizada nesse período foi o fogo, afinal com ele os homens podiam cozinhar seus alimentos, se aquecerem e ainda afugentar os animais perigosos.
Com certeza, o controle do fogo foi uma das maiores conquistas desse período. Primeiramente o fogo foi encontrado de maneira natural, ou seja, por raios da tempestade. Mais tarde eles descobriram outro método, por meio do atrito entre pedras ou pedaços de madeira, o qual produzia faíscas.
Inseridos num clima hostil com acentuadas mudanças climáticas, o homem do paleolítico começou a desenvolver técnicas de proteção para o corpo, ou seja, as vestimentas, produzidas em grande parte com peles de animais.
O efeito dessa primitiva técnica de lascamento é mais evidente nos utensílios mais antigos, como os da Figura ao lado. Os artefatos da figura pertencem às culturas olduvaiense (A) e acheulense (B e C) da África Oriental, datadas de 1,75 milhões de anos, aproximadamente. A é um cutelo; B, um biface grosseiro; C, um biface evoluído.
A Arte no Paleolítico abrange as pinturas feitas nas rochas dentro nas cavernas, denominadas de arte rupestre e arte pariental. Nota-se um caráter realista e naturalista nas pinturas, expressa pelas figuras de homens e animais, bem como na composição de figuras abstratas.

Período Neolítico 

O Período Neolítico (de 8000 a.C. até 5000 a.C.), também chamado de Idade da Pedra Polida é o segundo da pré-história e tem como principal característica o desenvolvimento das sociedades agropastoris.
Esse período denomina-se Idade da Pedra Polida, uma vez que os instrumentos começam a ser produzidos através do polimento da pedra e do trabalho no fio de corte.
Nesse sentido, vale ressaltar que o período anterior, o Paleolítico, é chamado de Idade da Pedra Lascada, uma vez que a pedra não recebia esse tratamento. Do grego, o termo neolítico (neo "novo" e líthos "pedra") significa “pedra nova” ou “nova idade da pedra”.
Em termos climáticos e geológicos, houve uma grande mudança no período neolítico, uma vez que aumentou o nível dos mares, houve a formação de desertos, levando diversas populações a se deslocarem, os quais passaram a viver próximos dos rios.
O período neolítico está relacionado sobretudo, à sedentarização do homem e consequentemente ao desenvolvimento das atividades de agricultura e pastoreio.
Assim, com essa mudança de postura inaugura-se um novo modo de vida, donde o homem do neolítico começou a se relacionar com a natureza cultivando plantas, bem como a domesticar os animais.
Note que o homem do período pré-histórico anterior (paleolítico) era nômade, ou seja, se descolava constantemente em busca de abrigos e alimentos (caçadores e coletores),
Por esse motivo, o neolítico é considerado um importante marco de desenvolvimento da sociedade e de mudanças nas relações sócio culturais, o que se convencionou chamar, pelos historiadores, como a “Revolução do Neolítico” ou “Revolução Agrícola e Pastoril”.
O trabalho com a terra, o cultivo de alimentos (trigo, arroz, milho, mandioca, batata, etc.) e a criação de animais (bois, porcos, carneiros, cavalos, etc.) foi essencial para o desenvolvimento das sociedades no período neolítico, bem como para o crescimento da população.
Isso foi possível mediante a dominação de técnicas agrícolas e pastoris. Os homens começavam a fazer estoques de alimentos e, portanto, a sobreviverem nas estações mais difíceis de encontrar alimentos. Com efeito, podemos intuir que a expectativa e qualidade de vida dos homens neolíticos aumentou em relação ao período anterior.
No entanto, alguns historiadores acreditam que a vida nas aldeias no período neolítico diminui, em partes, a expectativa de vida de alguns núcleos de aldeias, posto que podiam favoreceram a proliferação de doenças e epidemias, levando a morte de grande parte da população; e ainda em alguns núcleos, por exemplo, que somente cultivavam cereais, sofriam de carências nutricionais.
Importante deixar claro que esse processo na mudança na vida do homem ocorreu de forma lenta e nem por isso, todos os indivíduos deixaram de ser nômades, caçadores e coletores.
Dentre as principais inovações técnicas vistas no período neolítico temos:
Produção de instrumentos de pedra polida (facas, machados, enxadas);
Construção de casas para se abrigarem (madeira, pedra, barro, folhagem, etc.)
Objetos de cerâmica (utensílios para cozinhar e armazenar alimentos)
Desenvolvimento da tecelagem (pelos e couro de animais e fibras vegetais)
No final do período neolítico, por volta de 4000 a.C. a metalurgia começa a se desenvolver com a produção de cobre, bronze e ferro, os quais irão lentamente substituir a pedra, matéria prima mas importante da Idade da Pedra. O desenvolvimento da metalurgia possibilitou a criação de diversos instrumentos muito resistentes e das mais variadas formas.
Com a criação de novas técnicas de polimento da pedra, muitos objetos artísticos de cerâmica e pele de animais começam a ser produzidos nesse período. Note que povos não consideravam esses objetos obras de arte, os quais possuíam um caráter utilitário, ou seja, eram produzidos para serem utilizados, seja para o transporte de comida, bebida, vestimentas.
Por outro lado, os objetos de arte produzidos pelos artistas (considerado seres iluminados) adquirem um caráter religioso, ou seja, sobrenatural e mágico, por exemplo, nos amuletos e símbolos religiosos criados nesse período.
Assim, muitos deles eram utilizados em rituais e cultos, os quais estavam envolvidos numa atmosfera de magia. Além disso, o homem do neolítico começa a construir abrigos e casas, sendo portanto, considerados os primeiros arquitetos da humanidade.

Idade dos Metais

A Idade dos Metais é a última fase da Pré-História que vai de 5000 a.C. até o surgimento da escrita pelos sumérios, em 4000 a.C.. Recebe esse nome posto que o metal foi a matéria prima mais utilizada para produção de ferramentas e objetos. Alguns estudiosos consideram que a Idade dos Metais é a fase final do período Neolítico.
Diferente dos períodos anteriores, o Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) e o Neolítico (Idade da Pedra Polida), o desenvolvimento da metalurgia e a expansão das técnicas de fundição na Idade dos Metais, propiciaram uma enorme conquista tecnológica para a humanidade.
Note que a utilização dos metais não substituiu completamente os instrumentos que eram feitos de pedra e madeira. Esse processo de transição ocorreu de maneira lenta e de diferentes formas em determinados locais.
As primeiras sociedades que começaram a desenvolver a metalurgia estavam localizadas no Oriente, sendo que muitas vezes, eles eram extraídos de locais distantes, o que dificultou a disseminação completa do metal nesse período.
De acordo com a utilização do metal empregado nesse período, a idade dos metais pode ser classificada de três maneiras: Idade do Cobre; Idade do Bronze e Idade do Ferro.
A principal característica desse período foi sem dúvida, o desenvolvimento da metalurgia, que começa a mudar consideravelmente a vida em sociedade, afinal, com os metais os instrumentos possuíam grande rigidez e vida útil, embora a principal caraterística era que podiam ser moldados, ou atingir formas que antes a pedra não conseguia produzir.
O cobre foi o primeiro metal a ser fundido pelas sociedades pré-históricas desse período. Por conseguinte, o bronze, mais resistente que o cobre, era obtido através da mistura de cobre e de outro metal, o estanho. Já o ferro, foi o último metal a ser fundido, pois possuía um manuseio mais complicado que os outros, no entanto, tornou os materiais produzidos mais resistentes.
Os objetos produzidos com metal podiam incluir instrumentos de cozinha, objetos artísticos, armas, ferramentas para a agricultura, dentre outros.
A utilização dos metais pelo homem pré-histórico foi fundamental para o desenvolvimento da agricultura (produção de alimentos), surgida do período neolítico, posto que as ferramentas produzidas eram mais eficazes e auxiliavam no trabalho tal qual o arado e a enxada.
Nesse sentido, as ferramentas de caça e pesca também evoluíram, tornando assim, a vida mais fácil para o homem pré-histórico.
Isso permitiu, portanto, a melhoria na qualidade de vida dos cidadãos e consequentemente, o desenvolvimento do comércio e o aumento da população. No final da Idade dos Metais, surgem as primeiras cidades e novas relações sociais são estabelecidas.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Divisão da História

De acordo com a visão clássica e tradicional, a divisão da história da humanidade é feita em cinco períodos: a Pré-História; Idade Antiga; Idade Média; Idade Moderna e Idade Contemporânea.
para chegar nestas divisões os historiadores analisaram qual seria o período em que houve algum marco na história, eles analisam as experiências e mudanças que ocorreram com o homem ao longo do tempo.

Pré-História

Todo o período que existiu antes da invenção da escrita é denominado Pré-história. Assim, a Pré-história corresponderia a um período da humanidade, que abrange milhões de anos, onde o homem aprendeu a viver em comunidade, a utilizar o fogo, a domesticar animais e a produzir alimento, dando a origem à agricultura. Na pré-história o homem criou a linguagem como meio de comunicação e inventou a escrita. Além disso, criou a pintura, a cerâmica e as primeiras organizações sociais e políticas.
A Pré-história está dividida em três períodos:
  • Paleolítico: também chamado de "Idade da Pedra Lascada", que se inicia há aproximadamente 4,4 milhões de anos e se estende até 8000 a.C.
  • Neolítico: também chamado de "Idade da Pedra Polida", que vai de aproximadamente 8000 a.C. a 5000 a.C.
  • Idade dos Metais: período que se estende de 5000 a.C. até o surgimento da escrita pelos sumérios, em 4000 a.C..

Tudo o que sabemos sobre a Pré-história devemos aos fósseis e objetos encontrados nas escavações paleontológicas, que ocorreram principalmente a partir do final do século XIX, estendendo-se até os dias atuais, frequentemente apresentando novas descobertas.

Idade Antiga

Idade Antiga ou Antiguidade é o período da história que é contado a partir do desenvolvimento da escrita, pelos sumérios, mais ou menos 4000 anos a.C., até a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 da era cristã.
Houve a formação de várias civilizações como: os sumérios, egípcios, gregos, romanos, mesopotâmicos, entre muitos outros. A formação dessas civilizações ocorreu em áreas onde o solo era fértil, com o desenvolvimento da agricultura esses povos deixaram as vidas nômades e passaram a surgir as civilizações.
Dentre os fatos históricos desse período da história se destacam:
  • Antiguidade Oriental, que compreende a civilização egípcia, a civilização mesopotâmica, as civilizações hebraica, fenícia e persa;
  • Grécia Antiga, das origens ao período arcaico;
  • Roma Antiga e o Império Romano, até a sua queda, em 476.

Idade Média

A Idade Média é o período da história que tem início em 476 e vai até a tomada de Constantinopla, pelos turcos otomanos, em 1453.
Na Europa Ocidental o foco foi a religião, o cristianismo tomou conta do mundo com suas crenças. O feudalismo é um dos temas mais estudados dessa época. A filosofia, literatura e outras artes tiveram mais espaço nesse período.
Nesse período da história se destacam:
  • Alta Idade Média;
  • Feudalismo;
  • Baixa Idade Média;
  • Cultura Medieval;
  • Formação das Monarquias Nacionais.

Idade Moderna

A Idade Moderna é o período da história que tem início em 1453 e vai até o ano de 1789, data da Revolução Francesa. Essa época foi marcada pelo renascimento e expansões marítimas. Muitas nações europeias começaram a ir à busca de novas terras para exploração e dominação, principalmente na América e África. Com os estudos dessa época foi possível um avanço tecnológico que ocasionou várias descobertas nessa época. O final desse período foi marcado pela Revolução Francesa.
Dentro desse período da história se destacam:
  • Expansão Marítima Europeia
  • Revolução Comercial e o Mercantilismo
  • Colonialismo Europeu na América
  • Renascimento Cultural
  • Reforma Protestante e Contrarreforma
  • Absolutismo
  • Iluminismo

Idade Contemporânea

A Idade Contemporânea é estudada de 1789, época da Revolução Francesa, até os dias atuais. Dentro desse período, vários acontecimentos políticos, econômicos e sociais, receberam influência da Revolução Francesa, como:
  • Independência do Brasil
  • Revolução Industrial
Do início deste período até os dias atuais aconteceram muitas coisas, revoluções de independência, evolução da tecnologia e armamentos, que ocasionaram em guerras mundiais.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Eras Geológicas e a Evolução da Terra

O Planeta Terra já passou por diversas Eras Geológicas até chegar ao padrão em que se encontra, essas Eras Geológicas correspondem a grandes intervalos de tempo divididos em períodos que, por sua vez, são subdivididos em épocas e idades. Cada uma dessas subdivisões corresponde a algumas importantes alterações ocorridas na evolução de nosso Planeta.  

Era Pré-Câmbriana

Intervalo de tempo correspondente a 80% da história geológica da Terra. Iniciado há cerca de quatro bilhões e seis milhões de anos e encerrado há 570 milhões de anos. Divide-se em dois períodos: o Arcaico e o Proterozóico.
Período Arcaico: o planeta tinha uma atmosfera rica em CO2 e uma temperatura de superfície de cerca de 1.000o C. Aos poucos e poucos a crosta endureceu e formaram-se os oceanos. Nesse Período ocorreu uma chuva de meteoros que terminou há 4 bilhões de anos e o surgimento de vida aquática na Terra, surgiu por volta de 3,85 bilhões de anos atrás. Os organismos eram organismos unicelulares, sem membrana nuclear – procariontes –, capazes de sobreviver aos altos níveis de radiação solar existentes na atmosfera sem oxigênio e sem a camada do ozônio.
Período Proterozóico: situado entre 2,5 bilhões e 570 milhões de anos atrás. Aos organismos unicelulares do Arcaico sucederam-se, no Proterozóico, os organismos eram unicelulares ou não possuidores de membrana nuclear – eucariontes – que, para seu crescimento, usavam o oxigênio existente na atmosfera, cada vez em maior quantidade. Formas de vida simples e invertebradas começaram a aparecer no fim da Era Pré – Câmbrica seguindo-se de organismos pluricelulares com células diferenciadas em tecidos e órgãos – metazoários.
Sabe-se que há aproximadamente 800 milhões de anos, quando na Terra existia apenas um imenso continente, ocupando todo o pólo sul do planeta, a Rodínia, o planeta começou a congelar, de forma que entre 730 e 630 milhões de anos atrás a Terra virou uma “bola de neve”, com uma capa de gelo que chegava a 5 quilômetros de espessura (-110oC). O fenômeno quase acabou com todos os seres pluricelulares simples que tinham acabado de surgir no planeta, sobrevivendo apenas os que habitavam numa delgada faixa de mar na linha do Equador, que teria permanecido a 10º C. Após esse período emergiram continentes e formaram-se cinturões orogênicos à margem e entre os blocos continentais.
O bombardeio cósmico voltou na Era Paleozóica, entre 500 e 400 milhões de anos atrás, correspondendo à chamada explosão câmbrica. Diversas criaturas pluricelulares complexas, como os metazoários, desenvolveram-se principalmente nos mares, evoluindo para os peixes, anfíbios e répteis, e, posteriormente, “deram lugar” aos primatas e à espécie humana. Invertebrados ancestrais dos aracnídeos e insectos também multiplicaram. O Eon Fanerozóico divide-se em três eras, sendo elas a Era Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica.

Era Paleozóica

Intervalo de tempo que se estende de 570 a 245 milhões de anos atrás, quando surgiram na Terra os primeiros peixes, plantas, animais terrestres e anfíbios. Divide-se em seis períodos.
Período Câmbrico: teve início há cerca de 570 milhões de anos e durou cerca de 70 milhões de anos. Sem grandes perturbações tectónicas, o Câmbrico apresenta, nas suas rochas mais antigas, um grande número de fósseis com partes duras e já com certo grau de evolução. Caracterizou-se por uma explosão evolutiva da vida marinha.
Período Ordovícico: iniciou-se há cerca de 505 milhões de anos e teve duração de quase 70 milhões de anos. A vida era essencialmente marinha: nessa época surgiram os peixes, ao que tudo indica, nas águas doces. As únicas plantas conhecidas do Ordovícico  são as algas marinhas. Uma glaciação matou 55% das espécies há 450 milhões de anos.
Período Silúrico: intervalo de tempo geológico iniciado há cerca de 438 milhões de anos e que durou cerca de 30 milhões de anos, caracterizado pelo surgimento das plantas terrestres.
Período Devônico: teve início há 408 milhões de anos e durou até cerca de 48 milhões. A fisionomia da Terra era substancialmente diferente da atual, pois havia um gigantesco continente que se localizava no hemisfério sul e outras porções de terra que se encontravam nas regiões equatoriais. A Sibéria estava separada da Europa por um oceano. Durante o período, houve a colisão dos continentes europeu e norte-americano, e muitas regiões sofreram intenso vulcanismo e movimentos sísmicos. A evolução dos animais aquáticos no período valeu-lhe também o nome de idade dos peixes. A vegetação, modesta no início do período, desenvolveu-se gradualmente e foram aparecendo no Devónico médio, as primeiras florestas. No final do Devónico, grande número de invertebrados marinhos desapareceu sem que se conheça o motivo. A flora do período é, no entanto, relativamente pobre em comparação com a do Período Carbónico.
Período Carbônico: com início há cerca de 360 milhões de anos e duração estimada de 75 milhões de anos. Nesse período os primeiros répteis surgiram e formaram-se grandes florestas em que predominavam os gigantescos grupos de plantas caracterizadas por estarem diferenciadas em raiz, caule e folhas e não se reproduzirem por sementes como também os pântanos, que chegavam a cerca de 30 metros de altura, das quais derivaram espessas camadas de carvão.
Período Pérmico: começou há cerca de 285 milhões de anos e durou cerca de 40 milhões de anos. Através de vários estudos realizados por diferentes instituições e Universidades, conseguiu-se ter provas de que uma extinção maciça aconteceu na Terra entre o Pérmico e o Triásico (transição ocorrida há 250 milhões de anos), eliminando 90% das criaturas marinhas, 70% das espécies vertebradas terrestres e quase todas as formas vegetais, extinção essa causada pelo impacto de um corpo celeste. O choque teria desencadeado uma longa série de erupções vulcânicas, que também teriam contribuído para essa destruição em escala planetária. Grandes movimentos orogénicos resultaram, então, na formação de importantes cadeias de montanhas, inclusive os Apalaches, no leste dos Estados Unidos.

Era Mesozóica

Segunda das três principais eras geológicas da Terra. Ocorrida de 245 a 66,4 milhões de anos atrás, abrangeu os períodos Triásico, Jurássico e Cretáceo.
Entre 230 e 65 milhões de anos atrás, reinaram na Terra os dinossauros, quando então uma grande calamidade astronómica, no Golfo do México, matou-os de uma vez, sobrando apenas as tartarugas, os crocodilos e os mamíferos. Embora a extinção de 250 milhões de anos atrás tenha sido mais violenta que a dos dinossauros, acredita-se que o asteroide ou cometa tivesse as mesmas proporções nos dois casos: em torno de 10 km de diâmetro. Ao longo de aproximadamente 180 milhões de anos, durante a era Mesozoica, a Terra assistiu ao surgimento dos ancestrais das principais espécies de plantas e animais que existem atualmente.
Segundo teoria do geólogo Alfred Lothar Wegener (1.880-1.930), delineada no início do século XX, há 200 milhões de anos houve a separação da Pangeia – única massa de terra existente até agora – em dois super continentes, Gonduana, ao sul, e Laurásia, ao norte, que deram origem às atuais massas continentais. Essa época registou a evolução de uma flora e de uma fauna bem diversa das que se haviam desenvolvido durante a era Paleozoica e das que surgiriam depois na Cenozoica.
Em meados da era Mesozoica, a Laurásia, que incluía a maior parte da América do Norte e da Eurásia, separou-se totalmente de Gonduana pelo mar de Tétis, no hemisfério sul. Durante o Jurássico, a América do Norte começou a afastar-se dos dois super continentes. No final do Jurássico, a África já tinha começado a separar-se da América do Sul, e a Austrália e a Antárctica já estavam desligadas da Índia
Período Triásico: iniciou-se há cerca de 245 milhões de anos e durou quase 40 milhões de anos. Presentes na Terra desde o período Carbónico, os répteis só dominaram os continentes a partir do Triásico, quando a falta de competição provocou uma evolução explosiva da classe. No período surgiram os primeiros dinossauros, de início pequenos e bípedes.
Período Jurássico: iniciado há cerca de 208 milhões de anos. Havia na Terra imensas regiões pantanosas e outras desérticas. Na fauna, predominavam os répteis, entre os quais a espécie mais numerosa era a dos dinossauros.
Período Cretáceo: iniciado há cerca de 144 milhões de anos, durou cerca de 77,6 milhões de anos. As rochas cretáceas são de extrema importância para o homem, pois nelas concentra-se grande parte das reservas de petróleo, bem como extensas jazidas de carvão e de outros minerais. O Cretáceo caracteriza-se pela fauna de dinossauros bizarros, tartarugas e crocodilos, répteis voadores, mamíferos como os marsupiais e primatas e os insetívoros, os triconodontes e os multituberculados.
O fim do Cretáceo marcou uma época de crise para a vida, tal como no fim da era Paleozoica. Um intenso vulcanism iniciou-se, levando a um aquecimento global. As árvores com flores e frutos - angiospermas - diminuíram em 90%, levando a um decréscimo, talvez na mesma proporção, dos dinossauros. Outros grupos de animais decresceram gradualmente e os dinossauros e os répteis voadores extinguiram-se abruptamente no fim do período, devido ao impacto do asteroide na península do Yucatán, no Golfo do México. Essa extinção em massa atingiu também os mamíferos triconodontes e as aves com dentes. Mas as tartarugas, crocodilos e até sapos e salamandras sobreviveram ao impacto. A temperatura, que era a maior desde a grande extinção (5 a 10º C maior que hoje), cai vertiginosamente devido à poeira levantada que encobria o Sol. Ao mesmo tempo ciclos de gigantescas inundações e secas alternaram-se no período, cadeias de montanhas surgiram assim como a secura que predominou no globo.

Era Cenozóica

Era geológica que compreende os períodos Terciário e Quaternário. Nela, a fauna e a flora adquiriram suas formas atuais. Iniciada há aproximadamente 66,4 milhões de anos, estende-se até a atualidade. Nos últimos 50 milhões de anos todos as oscilações da temperatura tiveram como origem a posição do Sol em relação à Terra, devido à mudança no eixo de inclinação desta em relação àquele. Ou seja, as glaciações ocorridas tiveram lugar devido às alterações periódicas dessa posição relativa, que varia a cada 41.000 anos. Há 3,6 milhões de anos o gelo cresceu no norte e o planeta ficou mais frio. A África secou desaparecendo assim as matas onde viviam os hominídeos, fazendo surgir o género Homo adaptado a caminhar nos campos. Há 900 mil anos, o atual padrão de glaciações, de 100 mil anos de duração com intervalos de 8 a 40 mil anos, estabeleceu-se.
Período Terciário: primeiro dos dois períodos da era Cenozoica. Iniciado há 66,4 milhões de anos, abrange cerca de 65 milhões de anos. Foi a época em que surgiram as montanhas e durante o qual a face do planeta assumiu a sua forma atual. Os movimentos sísmicos, então registrados, provocaram o surgimento das grandes cadeias de montanhas que conhecemos hoje, tais como, os Andes, os Alpes, os Himalaias e a cadeia de vulcões localizada na região ocidental da América do Norte.
Período Quaternário: último período da era Cenozoica, marcado pelo aparecimento do homem. Também chamado Antropozoico, abrange cerca de 1,6 milhão de anos. Foram registradas 5 glaciações sucessivas e 4 recuos da camada de gelo, que duraram ao todo cerca de 2 milhões de anos, com a última iniciando-se há 22 mil anos (no seu auge, há 18 mil anos, o gelo chegava à Inglaterra) e terminando há 10 mil anos atrás. Isso afetou excessivamente o desenvolvimento da fauna e da flora no hemisfério norte. Como as outras espécies, os primeiros humanos deslocaram-se em consequência das glaciações, mas, ao contrário de algumas delas, adaptaram-se às mudanças e sobreviveram ao que se conhece como a grande idade do gelo. Achava-se que esses primeiros imigrantes humanos a saírem da África fossem os Homo Eretos.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O Álbum da Copa de 2018 e as Figurinhas Erradas

A cada quatro anos, crianças, adolescentes e até adultos que nunca se viram se reúnem para trocar as figurinhas da Copa. Os cromos são uma verdadeira febre no Brasil. E esse ano não foi diferente (aliás, já  completou o seu álbum?).
Mas como o álbum da Copa é produzido bem antes do Mundial começar, é natural que nem todos os jogadores que estão ali participem do torneio de fato. Tem muita gente que reclama dos erros, mas eles são inevitáveis e até folclóricos. Quem não se lembra por exemplo da figurinha de Adriano e Ronaldinho Gaúcho na Copa de 2010?
Nessa segunda, a Fifa divulgou a lista de todos os 23 convocados das 32 seleções que vão disputar a Copa. O que eu fiz então? Comparei o álbum com as convocações para identificar todos os erros.
É  importante lembrar que apesar de serem 23 convocados, apenas 18 jogadores são retratados em cada seleção.
Se você é fanático por figurinhas como eu, já percebeu que Giuliano e Daniel Alves estão no álbum e não vão à Rússia… Mas e além deles?
O número total de erros do álbum é de 92 jogadores, o que dá uma média de quase três por seleção (2,875) ou 16% do álbum com erro.
A seleção que teve mais erros foi a Coreia do Sul: oito, ou seja, 44,4% das figurinhas estavam erradas. Por outro lado, a Panini gabaritou cinco seleções: nenhum erro em Suécia, Panamá, Senegal, México e Peru.
Entre as seleções consideradas favoritas, a Espanha teve dois erros, a França seis e Argentina e Inglaterra quatro e Alemanha, três.
Quer saber todos os erros? Então dá uma olhada nessa lista:
Rússia (cinco erros): Viktor Vasin, Dmitri Kombarov, Denis Glushakov, Dmity Polov  e Aleksandr Kokorin
Arábia Saudita (quatro erros): Abdullah Al-Zori,  Salman Al-Moasher, Nasser Al-Shamrani e Nawaf Al-Abed
Egito (três erros): Ramy Rabia, Ahmed Hassan e Amr Gamal
Uruguai (cinco erros): Mathías Corujo, Arévalo Ríos, Álvaro Gonzalez, Nicolas Lodeiro e Diego Rolán
Portugal (quatro erros): Eliseu, Danilo Pereira, André Gomes e Nani
Espanha (dois erros): Álvaro Morata e Vitolo
Marrocos (dois erros): Fouad Chafik e Rachid Alioui
Irã (dois erros): Vouria Ghafouri e Jalal Hosseini
França (seis erros): Lucas Digne, Layvin Kurzawa, Laurent Koscielny, Adrien Rabiot, Alexandre Lacazette e Anthony Martial
Austrália (quatro erros): Mitchell Langerak, Bailey Wright, Ryan Mcgowan e  James Troisi
Peru:  Nenhum
Dinamarca (quatro erros): Andreas Bjelland, Peter Ankersen, Nicklas Bendtner  e Riza Durmisi
Argentina (quatro erros): Sergio Romero, Funes Mori, Enzo Pérez e Mauro Icardi
Islândia (um erro): Vidar Orn Kjartansson
Croácia  (dois erros): Marko Rog e Mario Pasalic
Nigéria (três erros): Ola Aina, Mikel Agu e Moses Simon
Brasil (dois erros): Daniel Alves e Giuliano
Suíça (dois erros): Admir Mehmedi e Eren Derdiyok
Costa Rica (um erro): Michael Umaña
Sérvia (cinco erros): Matija Nastasic, Nikola Maksimovic, Jagos Vukovic, Nemanja Gudelj e Mijat Gacinovic.
Alemanha (três erros): Emre Can, Mario Gotze e Leroy Sané.
México: Ninguém
Suécia: Ninguém
Coreia Do Sul (oito erros): Kim Jinsu, Kwak Taehwi, Hong Jeongho, Kwon Changhoon, Nam Taehee, Lee Chungyong, Ham Kookyoung  e Ji Dongwon
Bélgica (um erro): Radja Nainggolan
Panamá: Ninguém
Tunísia (cinco erros): Aymen Adbennour, Youssef Msakni, Taha Yassine Khenissi, Yoan Touzghar e Ahmed Akaichi
Inglaterra  (quatro erros): Joe Hart, Ryan Bertrand, Oxlade-Chamberlain e Adam Lallana
Polônia (um erro): Krzysztof Maczynski
Senegal: Ninguém
Colômbia (cinco erros):  Giovanni Moreno, Teófilo Gutiérrez, Edwin Cardona, Yimmi Chará e Duván Zapata.
Japão (quatro erros): Shusaku Nishikawa, Masato Morishige, Hiroshi Kiyotake e Yuka Kubo
Há quem defenda que o álbuns fossem feitos apenas quando se tivesse a certeza dos selecionados. Isso seria impossível na atual circunstância. Estamos a dez dias do início da Copa e só agora temos a lista final das equipes.
Imagine se só agora a Panini fosse correr atrás dos direitos de licenciamento, mandar imprimir e tudo mais? Talvez ficasse só para a Copa seguinte. Outra opção defendida é que com a lista definitiva das seleções fossem produzidas novas figurinhas em substituição às “erradas”. Mas será que todo mundo teria coragem de colar em cima da outra? 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Existe vida fora do Facebook?

Neste ultimo domingo fiquei conectado mais ou menos 12 horas no Facebook.
Sério, fiquei vendo imagens, curtindo paginas, comentando status de amigos e conversando com outros, além de ficar de 5 em 5 minutos atualizando a pagina.
Fique muito preocupado, se eu tivesse usado esse tempo para algo mais útil, como por exemplo, lido um livro, pedalado até Bueno, corrido no Parque Infantil, sair para conversar com as pessoa, teria sido melhor.
Então tomei um desafio de não mais mexer no Facebook, uma vez que entro na internet só entro no Facebook.
Acho melhor assim prefiro ter contato com e-mail, carta, msn, blog ou coisa assim.
Bom eu desativei a minha conta, as pessoas que querem o meu contato mesmo me liguem, mesmo porque eu chamava um monte de gente pra conversar somente uma ou duas respondia, então a maioria não vai sentir falta.
Eu não exponho muito a minha vida, mesmo por que ela não tem muita coisa de interessante para se expôr,  então não sentiram muito a minha falta e os que sentirem, me ligaram.
Bem, por enquanto estou a dois dias sem Facebook e até então esta razoável.
Bom é só isso..
Partiu...

terça-feira, 9 de maio de 2017

Liçoes de homem que seu pai não te ensinou

Estas lições que vão te dar um “choque de realidade” e que são capazes de realmente mudar a sua vida, se você assim desejar. Esclareço que não tenho a intenção de ensinar a ninguém como viver a própria vida. A única intenção é compartilhar lições importantes sobre compreensão de si e da vida, e espero que isso venha servir como inspiração para você.
• Dinheiro - O dinheiro com certeza facilita a vida mais não é o objetivo do jogo!
• Problemas - Salte sobre seus problemas e tente afasta-los de você!
• Oportunidades - Sempre é bom aproveitar ao máximo as oportunidades que aparece.
• Cresça - Viva e e seja forte!
• Amor - As princesas sempre estão esperando por um príncipe, mais na maioria das vezes elas se contentam com o primeiro que salva ela do castelo!
• Amigos - Sempre tenha um por perto para te ajudar a passar pelas fases difíceis!
• Game Over - O fim do jogo é igual para todo mundo então curta o jogo e relaxe divirta-se muito durante o gameplay!
• Vida - Aprenda a ter consciência daquilo que é importante em sua vida e o que não é. Não desperdice seu precioso tempo e energia em coisas que não irão te levar a lugar nenhum. 
• Força - Não projete sua força ou fraqueza nos outros. Observe suas características que admira e também as que você menospreza.
• Vitória - Você nem sempre irá conseguir aquilo que quer, mas se tentar, algumas vezes você encontra.
• Honra - Um Homem honrado não tem um comportamento infantil, se você tem problema com alguém, fale. 
• Sofrimento - Sorria, mesmo quando tudo for tristeza. Encare diretamente seu sofrimento, sem medo.
• Amizade - Valorize seus amigos da mesma forma que eles te valorizam, lute por aqueles que lutarem por ti, reconheça-os e defenda-os quando necessário.
• Origem - Orgulhe-se de quem você é e de onde veio, você é e sempre será insubstituível.
• Sucesso - Jamais compare sua vida ou seu nível de sucesso com outras pessoas, compare sua vida e sucesso apenas com seu passado, tudo aquilo que já fez e deixou de fazer para chegar onde está hoje.
• Honestidade - Mostre quem você realmente é sendo honesto com si e com aqueles que te cercam, não tenha medo de dizer aquilo que DEVE ser dito.
• Propósito - Descubra seu propósito de vida e continue nele.
• Propósito - Não busque aprovação. Quando as pessoas não gostam de você ou de algo que você fez, isso é problema dele(a)".


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Revoltas da República Velha

Durante a República Velha 1889 a 1930, aconteceram revoltas, na sua grande maioria, provocadas por questões políticas, religiosas, misérias, disputas de terras ou pelo poder.

As principais revoltas ocorridas nesse período foram:
1 - Revolta da Armada/Federalista: A chamada Revolta da Armada foi um movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contra o governo do marechal Floriano Peixoto, supostamente apoiada pela oposição monarquista à recente instalação da República

2 - Revolta de Canudos: A chamada Guerra de Canudos, revolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil. O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social em que encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.

3 - Revolta da Vacina: No inicio do século XX, a cidade do Rio de Janeiro, como capital da República, apesar de possuir belos palacetes e casarões, tinha graves problemas urbanos: rede insuficiente de água e esgoto, coleta de resíduos precária e cortiços  super povoados. Alastravam-se, sobretudo, grandes epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica. Nesse ambiente proliferavam muitas doenças tuberculose, o sarampo, o tifo e a hanseníase. Decidido a sanear e modernizar a cidade, o então presidente da República Rodrigues Alves (1902-1906) deu plenos poderes ao prefeito Pereira Passos e ao médico Dr.Oswaldo Cruz para executarem um grande projeto sanitário. O prefeito pôs em prática uma ampla reforma urbana, que ficou conhecida como bota abaixo, em razão das demolições dos velhos prédios e cortiços, que deram lugar a grandes avenidas, edifícios e jardins. Milhares de pessoas pobres foram desalojadas à força, sendo obrigadas a morar nos morros e na periferia.

4 - Contestado: A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina. Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.

5 - Revolta da Chibata: A Revolta da Chibata foi um movimento de militares da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se desenrolou de 22 a 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto. Na ocasião, mais de dois mil marinheiros rebelaram-se contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos como punição, ameaçando bombardear a cidade. Durante os seis dias do motim seis oficiais foram mortos, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves.

6 - Revolta de 1930: A Revolução de 1930 foi o movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, que culminou com o golpe de Estado, o Golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha. Em 1929, lideranças de São Paulo romperam a aliança com os mineiros, conhecida como política do café-com-leite, e indicaram o paulista Júlio Prestes como candidato à presidência da República. Em reação, o Presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada apoiou a candidatura oposicionista do gaúcho Getúlio Vargas. Em 1º de março de 1930, houve eleições para presidente da República que deram a vitória ao candidato governista, que era o presidente do estado de São Paulo Júlio Prestes. Porém, Júlio Prestes não tomou posse, em virtude do golpe de estado desencadeado a 3 de outubro de 1930, e foi exilado.

7 - Revolta Constitucionalista: A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre os meses de julho e outubro de 1932, onde o Estado de São Paulo visava a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. Foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. A revolução de 1930 impediu a posse do governador de São Paulo Júlio Prestes na presidência da República e derrubou do poder o presidente Washington Luís que fora governador de São Paulo de 1920 a 1924. Atualmente, o dia 9 de julho que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do estado de São Paulo e feriado estadual. Os paulistas consideram a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico de sua história.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Revoltas do Brasil - 1893 - Revolta da Armada

A Revolta da Armada foi um movimento contra o presidente Floriano Peixoto que irrompeu no Rio de Janeiro em 6 de setembro de 1893. Praticamente toda a marinha se tornou antiflorianista.
O principal combate ocorreu na Ponta da Armação, em Niterói, a 9 de fevereiro de 1894. O governo conseguiu a vitória graças a uma nova esquadra, adquirida e aparelhada no exterior, e debelou a rebelião em março.
Foi um conflito armado transcorrido em duas fases, fomentado pela Marinha brasileira em represália, inicialmente, ao governo do Marechal Deodoro da Fonseca e à atuação de seu vice, Marechal Floriano Peixoto. Ocorreu em duas fases:
Primeira Revolta Armada - Aconteceu no ano de 1891, em represália à maneira de atuar do então presidente da República Marechal Deodoro da Fonseca que, ao ver-se diante de sérios problemas para lidar com os partidos políticos contrários ao governo - representados pela nata cafeicultora -, resolveu tomar uma atitude radical, fechar o Congresso, transgredindo a Constituição de 1891. Uma ação coletiva por parte de alguns centros da marinha, entre eles o da Baía de Guanabara, que se revoltaram e prometeram atacar a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República.
Para evitar o pior, Deodoro da Fonseca, então com apenas nove meses de gestão, decidiu renunciar. Seu vice, Floriano Peixoto, assume provisoriamente, pois segundo a Constituição, no prazo sumo de dois anos seriam chamadas novas eleições presidenciais. Quando se aproximava o fim de seu mandato a oposição começou a alardear que Floriano pretendia continuar no governo ilicitamente
Segunda Revolta Armada - Teve início com uma agitação encabeçada por alguns generais, que enviaram uma carta ao presidente Floriano Peixoto ordenando-lhe que convocasse imediatamente novas eleições, em obediência à Constituição. O presidente coibiu severamente a insubordinação, ordenando a prisão dos condutores do levante. O golpe era comandado pelos oficiais superiores da armada Saldanha da Gama e Custódio de Melo, que ambicionava substituir Floriano Peixoto.
O movimento retratava a insatisfação da Marinha, que se sentia politicamente inferior ao Exército. O levante não encontra apoio necessário no Rio de Janeiro, migrando então para o Sul. Algumas tropas se aquartelaram na cidade de Desterro – Atual Florianópolis – e tentaram um acordo com os gaúchos partidários do federalismo, porém sem êxito. Em março de 1894 o Presidente da República, amparado pelas forças do Exército brasileiro, pelo Partido Republicano Paulista e contando com uma nova frota de navios obtida com urgência no exterior, abafou o movimento.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Revoltas do Brasil - 1848 - Revolução Praieira

Nascida da rivalidade entre os partidos Liberal e Conservador, o movimento acabou se transformando em choque de classes. Os praieiros lutaram de 1848 a 1849, exigindo voto livre e democrático, liberdade de imprensa e trabalho para todos, inspirados nas revoluções populares de 48, na Europa. As forças imperiais reagiram e mais de 500 revolucionários foram mortos.
Quadro do porto do Recife no século 19, de Emil Bauch.
A Revolução Praieira foi um conflito ocorrido durante o período imperial brasileiro. Seu centro foi Pernambuco, a então mais importante província do Nordeste brasileiro. Economicamente, possuía alto valor pela pujança de sua economia açucareira. Politicamente, o estado, representado por sua elite açucareira, gozava de alto prestígio junto ao governo central no Rio de Janeiro.
A política pernambucana na época era dominada pelos membros da família Cavalcanti, tradicional e rica. Os Cavalcanti exerciam seu poder no estado de modo bastante absoluto e agressivo. Esse corriqueiro desmando gerou, com o tempo, uma grande insatisfação popular na região, que só cresceu quando somada à monopolização do comércio pela elite portuguesa.
Revolução Praieira: o levante que se
pôs contra o governo de Dom Pedro II
No entanto, os Cavalcanti disputavam poder com a ascendente família Rego de Barros. Essa disputa adquiriu contornos institucionais quando os Cavalcanti se alinham ao Partido Liberal, e a família rego de Barros se faz representar pelo Partido Conservador. A disputa, no entanto, era tranquila e centrada apenas no revezamento do controle da região entre as duas famílias e os dois partidos gerando frequentes acordos familiares com facilidade. Por meio desses acordos Francisco de Paula Cavalcanti foi eleito presidente da província em 1837. Também a sucessão foi garantida, com Francisco Rego de Barros ascendendo ao seu lugar, em 1840.
Em 1842 ocorrem algumas divergências entre membros do Partido Liberal que consideravam que Barros dava preferência à família Cavalcanti em suas decisões políticas. Então seus dissidentes acabam por fundar outro partido, denominado Partido Nacional Pernambucano. Outro fator que colabora com a insatisfação e com as disputas entre os grupos políticos era a questão escravagista. A essa altura, a Inglaterra pressionava seus aliados na direção do fim do tráfico de negros e mesmo da escravidão. Essa pressão surte efeitos em toda a sociedade, elevando o preço dos escravos e gerando problemas. Porém, para as famílias Cavalcanti e Rego de Barros, as medidas não surtiam efeitos, pois recorriam sem pudor ao contrabando de mão de obra negra.
A disputa entre ambos os partidos adquire novos contornos quando eles recorrem à imprensa. Cada qual cria um jornal no qual defende suas narrativas e pontos de vista e ataca o outro.
Os Conservadores, chamados “guabirus” (ratos) criam o Diário de Pernambuco enquanto os Liberais, chamados “Praieiros” (pois a sede do jornal ficava na rua da praia) criaram o chamado Diário Novo. Esse duelo de narrativas no campo da imprensa durou até 1844.
Paulatinamente, o Partido da Praia cresce e elege deputados da Assembleia Legislativa Provincial, demonstrando força política. Nesse mesmo momento, o presidente da província passa a ser Antônio Pinto Chichorro da Gama.
 Ações Militares da  Revolução Praieira.
No poder, os praieiros demitem funcionários nomeados pelos conservadores, desmontando o aparato do governo anterior, mas, ao mesmo tempo, causando um grande problema administrativo.
O governo de Chichorro dura até 1847 e sua saída gera instabilidade política. Essa situação, somada à retomada conservadora no governo central no Rio de Janeiro e ao novo governo de Pernambuco, que foi eleito com o objetivo claro de sufocar manifestações e revoltas, criam as condições para o início da revolta praieira.
O programa dos praieiros contemplava, entre outras medidas, a liberdade de imprensa garantida como direito, a liberdade e universalidade de voto, contemplando novas classes e assegurando a vontade popular e o controle nacional do comércio, até então em mãos da elite portuguesa.
No início de 1849 os praieiros entram em Recife. Contando com a liderança de Pedro Ivo realizam ataques a Recife e Paraíba, no entanto, as forças rebeldes não tem poderio suficiente para sustentar o combate. A rendição é rápida. O fim da rebelião se dá em 1848. Em 1851 o governo concede a Anistia aos líderes revolucionários presos.


domingo, 30 de abril de 2017

Revoltas do Brasil - 1838 - Balaiada

Movimento insurrecional extenso e profundo, sacudiu o Maranhão - e parte do Piauí e do Ceará - de 1838 a 1841. Começou a partir de uma reivindicação política, o restabelecimento dos juízes de paz, mas ganhou proporções maiores. Os rebeldes chegaram a ter 11 mil homens armados. Para controlar a situação, foi decretada anistia para os revoltosos, o que esvaziou a insurreição.
Tropas do Império se preparam para atacar
os revoltosos da Balaiada. Ilustração: Rugendas.
Balaiada é no nome pelo qual ficou conhecida a importante revolta que se deu no Maranhão do século XIX. É mais um capítulo das convulsões sociais e políticas que atingiram o Brasil no turbulento momento que vai da independência do Brasil à proclamação da República.
Naquele momento, a sociedade maranhense estava dividida, basicamente, entre uma classe baixa, composta por escravos e sertanejos, e uma classe alta, composta por proprietários rurais e comerciantes.
Para ampliar sua influência junto à política e à sociedade, os conservadores tentam através de uma medida, ampliar os poderes dos prefeitos. Essa medida impopular faz com que a insatisfação social cresça consideravelmente, alimentando a revolta conhecida como Balaiada.
'Escravidão no Brasil'', quadro
de Jean-Baptiste Debret.
A Balaiada foi uma reação e uma luta dos maranhenses contra injustiças praticadas por elites políticas e as desigualdades sociais que assolavam o Maranhão do século XIX.
A origem da revolta remete à confrontação entre duas facções, os Cabanos (de linha conservadora) e os chamados “bem-te-vis” (de linha liberal). Eram esses dois partidos que representavam os interesses políticos da elite do Maranhão.
Até 1837, o governo foi chefiado pelos liberais, mantendo seu domínio social na região. No entanto, diante da ascensão de Araújo de Lima ao governo da província e dos conservadores ao governo central, no Rio de Janeiro, os cabanos do Maranhão afastaram os bem-te-vis e ocuparam o poder.
Essa mudança dá início à revolta em 13 de dezembro de 1838, quando um grupo de vaqueiros liderados por Raimundo Gomes invade a cadeia local para libertar amigos presos. O sucesso da invasão dá a chance de ocupar o vilarejo como um todo.
Enquanto a rivalidade transcorria e aumentava, Raimundo Gomes e Manoel Francisco do Anjos Ferreira levam a revolta até o Piauí, no ano de 1839. Este último líder era artesão, e fabricava cestos de palha, chamados de balaios na região, daí o nome da revolta. Essa interferência externa altera o cenário político da revolta e muda seu rumo.
Devido aos problemas causados aos interesses da elite da região, bem-te-vis e cabanos se unem contra os balaios.
Ações de Caxias no Maranhão.
A agitação social causada pela revolta beneficia os bem-te-vis e coloca o povo em desagrado contra o governo cabano. Em 1839 os balaios tomam a Vila de Caxias, a segunda cidade mais importante do Maranhão. Uma das táticas para enfraquecer os revoltosos foram as tentativas de suborno e desmoralização que visavam desarticular o movimento.
Em 1839 o governo chama Luis Alves de Lima e Silva (depois conhecido como Duque de Caxias) para ser presidente da província e, ao mesmo tempo, organizar a repressão aos movimentos revoltosos e pacificar o Maranhão. Esse é tido como o início da brilhante carreira do militar.
O Comandante resolveu os problemas que atravancavam o funcionamento adequado das forças militares. Pagou os atrasados dos militares, organizou as tropas, cercou e atacou redutos balaios já enfraquecidos por deserções e pela perda do apoio dos bem-te-vis. Organizou toda a estratégia e a execução do plano que visava acabar de vez por todas com a revolta.
Em 1840 a chance de anistia, dada pelo governo, estimula a rendição de 2500 balaios, inviabilizando o já combalido exército. Os que resistiram, foram derrotados. A Balaiada chega ao fim, entrando pra história do Brasil como mais um momento conflituoso da ainda frágil monarquia e da história do Brasil.